
IV Fórum da RAAPE na PUC-Campinas promove debate sobre Autoavaliação e Planejamento Estratégico na Pós-Graduação em Educação
Com mais de 30 programas de todo o país, evento discutiu a indissociabilidade entre autoavaliação e planejamento para a melhoria contínua da Pós-Graduação
A integração entre planejamento estratégico e autoavaliação se tornou um campo promissor de investigação científica. Essa foi a principal tônica do IV Fórum RAAPE – Rede de Avaliação e Autoavaliação da Pós-Graduação em Educação, realizado nesta última segunda-feira (17). Organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), em parceria com a Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), o encontro atraiu mais de 260 inscritos, consolidando-se como um espaço para a qualificação do Ensino Superior.
A programação foi estruturada para oferecer uma progressão analítica sobre as exigências da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A mesa de abertura traçou um diagnóstico das mudanças na ficha de avaliação e dos desafios enfrentados pelas instituições na quadrienal 2021-2024. O debate contou com especialistas de referência, como a Profa. Dra. Giselle Cristina Martins Real (UFGD) e o Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda (USCS), respectivamente Coordenadora Adjunta e Coordenador Adjunto de programas profissionais da Área de Educação da Capes, além do Prof. Dr. Jefferson Mainardes (UEPG). A mediação foi conduzida pela Profa. Dra. Andreza Barboza, Coordenadora do PPGE da PUC-Campinas.
De acordo com a Profa. Dra. Cristina Tassoni, docente do PPGE, a pertinência do debate atendeu a uma demanda da academia. “A temática foi ao encontro das necessidades dos Programas. Foi um espaço rico, que vai inspirar os trabalhos em cada instituição”, destacou.

Para materializar essas diretrizes, o evento abriu espaço para a diversidade regional, garantindo representantes das cinco regiões do país. Relatos de membros de programas da Universidade Federal de Rondônia (Unir), da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e da Universidade Tiradentes (Unit) detalharam a criação de instrumentos próprios de avaliação e o engajamento da comunidade acadêmica, provando que é possível superar desafios operacionais por meio de soluções coletivas e localizadas.
O encerramento conferiu protagonismo aos discentes, apresentando pesquisas de mestrandos e doutorandos que transformaram a própria dinâmica da Capes em objeto de estudo Stricto Sensu. Os trabalhos abordaram desde a avaliação de egressos e os impactos na saúde mental dos estudantes até uma investigação sobre a própria autoavaliação dos programas, conduzida por pesquisadores da PUC-Campinas.
A Profa. Dra. Cristina Tassoni destacou o impacto dessa mudança: “Percebemos como esse processo de indução da Capes movimenta os programas, que, por sua vez, têm movimentado novos objetos de pesquisa, pensando a dinâmica interna de cada Programa e pesquisando também um cenário mais amplo, como cada um tem se desenvolvido nessas duas direções da autoavaliação e do planejamento estratégico”, completou.
