
Universidade revitaliza salas dos professores e amplia melhorias nos espaços de aprendizagem
Espaços de convivência e trabalho dos docentes passam por requalificação nos dois Campi, com foco em conforto, ergonomia e bem-estar; melhorias também contemplam salas de aula
A PUC-Campinas está promovendo uma série de melhorias em seus espaços físicos, com atenção especial às salas dos professores e aos ambientes de aprendizagem. A revitalização das salas destinadas aos docentes já foi concluída no Campus II e está em fase final de implantação no Campus I, onde a conclusão está prevista para setembro, com a chegada dos novos mobiliários.
Mais do que ambientes destinados ao trabalho, as novas salas dos professores foram planejadas para oferecer também espaços de convivência, descanso e descompressão. A proposta considera a rotina dos docentes que, em muitos casos, permanecem durante longos períodos na Universidade entre diferentes aulas e atividades.
“A gente pensou num espaço que não é só funcional, mas em que o professor consiga conversar com outras pessoas, descansar, porque tem muitos professores que muitas vezes ficam o dia inteiro aqui”, explica Helena Martins Colombo, Analista de Arquitetura da PUC-Campinas, uma das responsáveis pelo planejamento das mudanças nas salas dos professores.
No Campus II, a área de descompressão foi integrada à própria sala dos professores, com sofás, puffs, televisão e tomadas para carregamento de dispositivos. Já no Campus I, a remodelação será concluída em setembro, com a chegada dos novos mobiliários. Foi criada uma área externa à sala, com cobertura, mesas e espaço de convivência, ampliando as possibilidades de permanência e interação entre os docentes.
O projeto arquitetônico das salas dos professores parte da concepção de ambientes acolhedores, funcionais e integrados à identidade institucional, com o objetivo de proporcionar conforto, bem-estar e melhores condições de permanência aos docentes durante a rotina acadêmica.
Na composição dos ambientes, foram utilizados mobiliários com acabamento madeirado, como elemento de aquecimento visual e de aproximação com uma atmosfera mais aconchegante. Também foi adotada a pintura na cor Castanha Portuguesa, criando uma base cromática neutra, com tonalidade próxima à dos elementos amadeirados.
Como elementos de identidade e personalização, foi utilizado um mural com uma arte nas cores associadas à respectiva escola de cada sala, além de sofás na cor azul, presente na identidade visual da Universidade.
Além dos ambientes destinados ao trabalho e ao estudo, cada sala de professores passou a contar com uma área de descompressão. O ambiente foi concebido como um espaço de permanência mais informal, destinado a pausas, conversas, descanso e momentos de recuperação ao longo da jornada de trabalho. A iniciativa reconhece a importância da qualidade de vida e do bem-estar dos docentes no ambiente universitário.
A revitalização também envolveu mudanças na estrutura e no mobiliário. Foram realizados ajustes no piso, nas cores das paredes e no forro, além da implantação de novas estações de trabalho e de melhorias acústicas. No Campus II, também foi instalada uma tubulação específica para abastecimento de equipamentos como bebedouro, purificador de água e máquina de café. As cadeiras de escritório foram substituídas por modelos ergonômicos, pensados para proporcionar mais conforto durante períodos prolongados de uso.
Segundo Luciana de Toledo Lopes, Supervisora do Departamento de Projetos da Gerência de Obras da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Serviços Compartilhados, o projeto levou em consideração tanto as demandas apresentadas pelos usuários quanto aspectos relacionados à ergonomia. “A gente busca seguir as normas da ergonomia, do conforto, para que isso venha de encontro à necessidade do usuário”, afirma.
Conforto, interação e pertencimento
Para a Profa. Dra. Karina de Carvalho Magalhães, docente da Faculdade de Psicologia da PUC-Campinas, a revitalização da sala dos professores do Campus II trouxe ganhos não apenas para as condições de trabalho, mas também para a convivência e a integração entre os docentes. Segundo ela, o novo ambiente favorece tanto as atividades acadêmicas realizadas em conjunto quanto momentos de interação, fortalecendo o sentimento de pertencimento à Universidade.
“Esse novo espaço ampliou muito as possibilidades de os professores trabalharem em conjunto, com diversos computadores disponíveis, uma vista ampla e uma mesa central com cadeiras confortáveis. É um ambiente que permite uma troca que vai além das conversas relacionadas ao trabalho, aos planos de ensino e às programações de aula. Também possibilita conversas mais espontâneas, que favorecem uma interação maior e permitem que os professores se conheçam mais de perto. É um espaço que nos faz sentir mais valorizados e confortáveis”, opina.
Já para o Prof. Vinícius Rodrigues Silva, da Faculdade de Ciências Biológicas da PUC-Campinas, também no Campus II, a reforma trouxe mudanças que vão além da estrutura física, contribuindo diretamente para o bem-estar e para a rotina de trabalho. Ele destaca a sensação de acolhimento proporcionada pelo novo ambiente, que passou a oferecer mais conforto e cuidado aos professores. “É prestigiar o docente com mais de conforto e bom gosto”, avalia.
Entre as melhorias que mais fizeram diferença, o professor cita as cadeiras ergonômicas, o aumento do número de computadores e, especialmente, a criação da sala de descompressão. Para ele, o espaço funciona como um verdadeiro “lugar de refúgio” diante da intensidade da rotina acadêmica. “É um lugar em que você consegue dar uma acalmada na mente, raciocinar melhor, baixar um pouco a adrenalina. E isso favorece até a comunicação e a relação com os alunos”, afirma.
A nova estrutura também fortaleceu a convivência e a troca de experiências entre docentes de diferentes áreas. Segundo o professor, a sala tornou-se um ambiente para compartilhar experiências didáticas, discutir métodos de ensino-aprendizagem e estabelecer diálogos entre profissionais de diferentes campos do conhecimento. “Muitas pessoas se encontram de diferentes tribos e, com isso, conseguimos interagir e trocar informações profissionais do nosso dia a dia e informações educacionais”, destaca.
Na avaliação do docente, o investimento em conforto e ergonomia também pode refletir na qualidade do trabalho. “Conforto ergonômico tem a ver com menos resquícios de dores; menos dores têm a ver com melhor produtividade e, além de tudo isso, com a interatividade dos docentes”, afirma. Para ele, a sala de descompressão representa ainda um espaço de pausa e equilíbrio diante das demandas cotidianas. “É uma sala que nos acolhe, que nos protege. A sensação que eu tive lá foi de proteção mesmo.”
Remodelação das salas de aula
A preocupação com o bem-estar dos docentes acompanha um movimento mais amplo de requalificação dos ambientes da Universidade. Durante o período de férias, 20 salas de aula dos Campi foram remodeladas, com novas carteiras, melhorias acústicas e iluminação. Outras 40 salas devem receber intervenções nas próximas férias, sendo 90% delas mantidas no modelo tradicional e 10% adaptadas para novos formatos de aula.
O Pró-Reitor de Gestão de Pessoas e Serviços Compartilhados, Prof. Dr. Marcos Carneiro da Silva, destacou os investimentos realizados nos dois Campi. “Quando falamos em sala de aula, na verdade estamos falando em espaços de aprendizado. Estamos promovendo uma remodelagem forte nas nossas instalações para oferecer o máximo de conforto e tecnologia ao estudante”, afirmou.
As mudanças também buscam acompanhar as novas formas de aprendizagem e de uso da tecnologia pelos estudantes. Nas salas de aula, foram instaladas carteiras com pranchetas maiores, adequadas ao uso simultâneo de cadernos e notebooks, além do aumento do número de tomadas para atender à utilização de laptops, tablets e celulares.
Outro aprimoramento está relacionado à projeção de conteúdos. As lousas foram substituídas por modelos foscos, que reduzem os reflexos da luz dos projetores, e algumas salas já contam com projetores de curta distância, ainda em fase de avaliação para verificar sua aplicação em maior escala.
Larissa Silva dos Santos, Analista de Arquitetura da PUC-Campinas, explica que a reforma buscou modernizar e valorizar as salas de aula, com melhorias em conforto, funcionalidade, acústica e identidade visual. Entre as intervenções estão a troca do piso e do mobiliário, com carteiras maiores, a instalação de novas lousas com maior área de escrita e menos reflexo, além da adoção de uma composição visual em tons de azul, cinza e madeira. “A aplicação de uma nova comunicação visual, associada à identidade institucional, busca reforçar o sentimento de pertencimento e valorizar a experiência dos usuários no espaço acadêmico”, destaca.






