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Projeto da PUC-Campinas passa a integrar o Mapa Brasileiro da Educação Midiática 

Disciplina mobilizou mais de 250 estudantes na criação de cerca de 60 projetos de comunicação digital voltados ao impacto social 

O projeto Conectividade de Impacto, desenvolvido na disciplina Comunicação e Conectividade Digital da Escola de Linguagem e Comunicação (ELC) da PUC-Campinas, foi selecionado para integrar o Mapa Brasileiro da Educação Midiática, iniciativa da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), com apoio do Governo do Reino Unido no Brasil, parceria técnica do Porvir e cooperação da UNESCO. 

O reconhecimento reúne 523 iniciativas de todo o país que promovem o uso crítico, ético e democrático das mídias. Na PUC-Campinas, a proposta mobilizou mais de 250 estudantes na criação de cerca de 60 projetos de comunicação digital voltados ao impacto social, abordando temas como saúde mental, inclusão, empreendedorismo, violência contra a mulher e sustentabilidade. 

Ao longo da disciplina, os estudantes desenvolveram iniciativas que integraram diferentes plataformas digitais, recursos de inteligência artificial, acessibilidade e análise de dados, sempre orientadas por princípios éticos e pelo compromisso de produzir conteúdos com potencial de transformação social. 

Para o professor Tarcísio Torres Silva, da Escola de Linguagem e Comunicação, integrar o Mapa Brasileiro da Educação Midiática representa um importante reconhecimento da qualidade da formação oferecida pela Universidade. 

“Fazer parte do mapa é significativo pela visibilidade tanto dos nossos cursos de Comunicação quanto da PUC-Campinas, pois destaca a Universidade como um lugar de inovação e prática acadêmica voltada aos interesses reais da sociedade.” 

Comunicação a serviço da sociedade 

Prof. Tarcísio Torres Silva, da Escola de Linguagem e Comunicação da PUC-Campinas

A disciplina desafiou estudantes dos cursos de Comunicação a desenvolver soluções digitais capazes de gerar impactos sociais, educacionais, culturais, ambientais e empresariais positivos. Os projetos deveriam integrar diferentes plataformas, considerar aspectos como acessibilidade, ética, segurança de dados e engajamento e ser fundamentados em pesquisas, métricas e análise de dados. 

Além da produção dos conteúdos, os alunos refletiram sobre o papel das mídias digitais na sociedade, discutindo relações de poder, desinformação, exclusão e os impactos das tecnologias contemporâneas, incluindo a inteligência artificial. 

Como resultado, foram produzidos blogs, sites, revistas digitais, podcasts, vídeos e perfis em redes sociais para plataformas como Instagram, TikTok, YouTube, Spotify, Tumblr e Wix. Para o professor, a seleção para o Mapa Brasileiro da Educação Midiática está diretamente relacionada ao propósito da iniciativa e ao alcance dos projetos desenvolvidos.

“Acredito que a escolha para o Mapa Brasileiro da Educação Midiática tenha relação, primeiro, com a proposta, que pensa ambientes digitais mais saudáveis e benéficos para os públicos de interesse. Além disso, houve impacto, ainda que indireto, nas pessoas entrevistadas, nas ações divulgadas e na audiência alcançada pelos conteúdos produzidos”, afirma o professor. 

Projetos que ganharam vida fora da sala de aula 

Prof. Tarcísio com integrantes do grupo ‘Empreendelas’ durante o Intercom Sudeste 2026

Entre os cerca de 60 projetos desenvolvidos na disciplina, alguns ultrapassaram os limites da sala de aula, conquistando reconhecimento externo e ampliando seu impacto junto à comunidade. 

Entre os destaques está o Empreendellas, criado para dar visibilidade ao empreendedorismo feminino em Campinas e região por meio de histórias inspiradoras. Além de divulgar os negócios, a iniciativa fortaleceu a conexão entre mulheres empreendedoras, incentivando a troca de experiências, o apoio mútuo e o crescimento coletivo. 

O projeto foi selecionado como um dos finalistas do Intercom Sudeste 2026, congresso da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), que reúne estudantes, professores e pesquisadores da região Sudeste para apresentar pesquisas e projetos experimentais da área. 

Integrante da equipe, a estudante do 4º semestre de Jornalismo Manuella Bravo participou do planejamento, da apuração, das entrevistas e da produção dos conteúdos publicados no site do projeto. Para ela, a iniciativa evidenciou, na prática, o potencial transformador da comunicação. 

“O Empreendellas foi uma das experiências mais importantes da minha graduação porque me mostrou, na prática, como a comunicação pode aproximar pessoas, fortalecer comunidades e gerar impacto real. Ao conhecer a trajetória de tantas empreendedoras, também passei a acreditar mais no meu próprio potencial e entendi que, quando compartilhamos conhecimento e oportunidades, todas crescem juntas.” 

Alunos da Escola de Comunicação e Linguagem integram o ‘Bate-Papo Local’

Outro destaque foi o Bate-Papo Local, criado para valorizar pequenos empreendedores de Campinas por meio de conteúdos para redes sociais. Ainda no primeiro semestre da graduação, os estudantes entrevistaram artesãos da Feira Hippie de Campinas e produziram materiais para Instagram e TikTok, acompanhando todas as etapas da produção, do planejamento à estratégia digital. 

Para Caroline Trigo Mazaro Córdova, atualmente no 3º semestre de Publicidade e Propaganda, a experiência foi marcada pelo trabalho em equipe e pelos desafios semanais propostos pelo professor Tarcísio Torres Silva, que envolviam temas como comunicação, história da cidade, inteligência artificial e análise de métricas. O grupo foi destaque nas atividades da disciplina durante três semanas consecutivas, reconhecimento que ela considera um incentivo. 

“Ter um professor com uma visão tão aberta dizendo que o nosso trabalho era relevante e significativo foi muito motivador. Era um reconhecimento em tempo real de tudo o que estávamos construindo”, opina.  

A integração entre estudantes de diferentes cursos da Escola de Linguagem e Comunicação também marcou o Tech Talks, podcast produzido para Instagram, TikTok e YouTube. Integrante da equipe, Ana Claudia Armanhe Rodrigues, do 4º semestre de Publicidade e Propaganda, destaca a colaboração entre alunos de Cinema e Publicidade como um dos aspectos mais enriquecedores da iniciativa. 

“Foi bem divertido, tanto a parte da concepção quanto colocar a mão na massa. O Tech Talks misturou turmas de Cinema com turmas de Publicidade. Achei esse processo de criação muito legal.” 

Reconhecimento nacional 

Criado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), com apoio do Governo do Reino Unido no Brasil, parceria técnica do Porvir e cooperação da UNESCO, o Mapa Brasileiro da Educação Midiática reúne 523 iniciativas de todas as regiões do país comprometidas com o fortalecimento do uso crítico, ético e democrático das mídias. 

A seleção foi realizada por meio de chamadas públicas promovidas entre 2023 e 2024 e em 2026, contemplando iniciativas da educação básica e superior, organizações da sociedade civil e instituições públicas. 

Ao integrar esse levantamento, a PUC-Campinas passa a fazer parte de uma rede nacional de instituições que desenvolvem ações voltadas à formação crítica para o ambiente digital. O reconhecimento evidencia o compromisso da Universidade com uma formação que alia inovação, responsabilidade social e produção de conhecimento capaz de gerar impacto positivo para a sociedade. Acesse o link para saber mais sobre a iniciativa. 

 



Thayla Ramos
6 de agosto de 2026

/* CONTEUDO PROGRAMATICO*/