
Projeto Map The System tem finalistas definidos
Seis projetos foram escolhidos entre os cerca de 300 inscritos. Vencedor será divulgado na semana que vem
A PUC-Campinas divulgou os seis grupos finalistas do projeto Map the System, iniciativa internacional de aprendizagem e pesquisa que estimula estudantes a analisarem, de forma aprofundada, desafios sociais e ambientais. Ao todo, foram recebidos 71 projetos por grupos foram formados, reunindo 297 alunos e 49 professores orientadores, em um movimento que envolveu todas as Escolas da Universidade, incluindo cinco grupos de Programas de Pós-Graduação (PPGs). Na semana que vem, a Universidade irá divulgar o projeto vencedor.
Finalistas
Um dos trabalhos apresentados foi “Quem sofre primeiro e se recupera por último: enchentes, calor extremo e desigualdade climática no Brasil urbano”, desenvolvido por Andressa Berto Gonçalves Ferreira, Lorenza Bonato de Almeida, Maria Clara Fernandes Gonçalves e Samuel Souza Silva. O estudo investiga como a lógica do mercado imobiliário e a ausência de políticas públicas estruturadas ampliam a exposição das populações vulneráveis aos desastres climáticos nas cidades brasileiras.
Outro projeto apresentado foi “Quem se importa? O paradoxo do cuidado e o sistema que reproduz a desigualdade de gênero e a vulnerabilidade feminina à violência”, elaborado por Nicole Emanuelle Pinheiro Mota, Isabelle Hortolan Alves, Giovanna Coletti Balarim, Giulianna Coletti Balarim e Bruno Macedo Lemos. O estudo discute a organização social do cuidado no Brasil e como a sobrecarga de tarefas domésticas e de cuidado afeta, principalmente, mulheres negras e de baixa renda.
Já o projeto “Water Security and Governance in the Context of Climate Change and the Chemical Industry in Brazil: Challenges of Restricted Access to Water” (Segurança hídrica e governança no contexto das mudanças climáticas e da indústria química no Brasil: desafios do acesso restrito à água), desenvolvido por Mauro Machado Júnior, Fernanda Nunes de Oliveira Lustosa, Sthefany Gomes Zimmerman, Marco José Abreu de Almeida e Rozelelpane Eliazama Bernardo Silva de Oliveira, abordou os desafios relacionados à segurança hídrica e à governança da água diante das mudanças climáticas e das demandas da indústria química.
Outro estudo apresentado foi “Entre a Lei e a Realidade: a consolidação urbana em áreas de preservação permanente”, desenvolvido por Sofia Marcílio Zilinski, Daniel Ribeiro Silva Coelho, Letícia Ishikawa Vilela, Enzo Battieri Brossi e Luiza Brasca de Carvalho. A pesquisa discute os conflitos entre preservação ambiental e ocupação urbana irregular em Áreas de Preservação Permanente (APPs), especialmente em regiões próximas a rios.
Também integrou o grupo dos escolhidos o projeto “Financing Sustainable Water Systems in the Era of Climate Transition” (Financiamento de sistemas sustentáveis de água na era da transição climática), elaborado por Júlio Cardoso Pereira, Angelo Carpinetti Mian, Matheus Patrick da Silva e Sofia Nolasco de Melo. O trabalho analisa como sistemas hídricos sustentáveis podem ser financiados em um contexto marcado pelas mudanças climáticas, pela urbanização acelerada e pela fragmentação da governança da água.
Outro destaque foi o projeto “The Adolescent Mental Health Crisis in the Contemporary Era” (A crise da saúde mental dos adolescentes na era contemporânea), desenvolvido por Clara Visconde Martins, Rodrigo Delphino Cavicchioli e Pedro Ernesto Pedreira Bitencourt. O estudo analisa a crise de saúde mental entre adolescentes brasileiros, com foco nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.
Para Profa. Dra. Camila Brasil, coordenadora do DRE (Departamento de Relações Externas) da PUC-Campinas, o resultado foi acima do esperado, tanto no número de inscritos quanto na qualidade dos trabalhos. “Os seis grupos finalistas fizeram trabalhos muito bons, muito adequados ao que estava sendo pedido, com temas muito importantes para a sociedade. Então, de fato, pesquisaram temas que podem mudar a sociedade”, explicou a Profa. Dra. Camila Brasil. Os grupos receberão certificados pelo bom desempenho. Na semana que vem, após análise, será anunciada a equipe vencedora.
Map The System
Criado pelo Skoll Centre, da Universidade de Oxford, o Map the System se diferencia de competições tradicionais de inovação por priorizar a análise crítica dos problemas, e não apenas a proposição de soluções. A proposta é desenvolver o pensamento sistêmico, incentivando os participantes a identificar causas estruturais, relações de poder e dinâmicas complexas que sustentam questões sociais e ambientais.






