Acessibilidade  
Central de Atendimento ao Aluno Contatos oficiais Área do aluno

Semana de Cinema e Audiovisual promove o diálogo entre a Universidade e o mercado

O evento reuniu profissionais da área e disponibilizou oficinas, debates, mostras e exibições

Com o objetivo de ampliar a formação dos estudantes e promover o diálogo entre a Universidade e o mercado cinematográfico, o curso de Cinema e Audiovisual da PUC-Campinas promoveu, entre os dias 22 e 24 de setembro, na Sala 804 do prédio H01 da Escola de Linguagem e Comunicação (ELC), no Campus I, a “1ª Janela PUC-Campinas – Semana do Curso de Cinema e Audiovisual”.

No primeiro dia do evento, houve a exibição do curta-metragem “O Motorista”, do diretor e montador de cinema, André Leão (ao centro, de pé, com camisa preta), ex-aluno de Jornalismo da PUC-Campinas, que foi rodado em Jundiaí. Na sequência, aconteceu um bate-papo com o cineasta e com a atriz e assistente de direção Sofia Savietto (ao centro, de pé, ao lado esquerdo de André, com camisa bege), com a qual o cineasta fundou, em 2021, a produtora Vienna Filmes. A conversa focou nos bastidores e nos desafios da produção independente.

O evento, cujo lema foi “uma imersão na 7ª arte”, deve acontecer anualmente, reunindo diversos profissionais da área, com a disponibilização de inúmeras ações, como oficinas, debates, mostras e exibições que visam aproximar os alunos e alunas das dinâmicas do campo profissional do cinema.

De acordo com o coordenador do curso de Cinema e Audiovisual e mediador do evento, Prof. Dr. Caio de Salvi Lazaneo, “a Semana buscou ir para além da sala de aula, com o intuito de fortalecer a formação acadêmica, incentivar a reflexão crítica e desenvolver novas práticas criativas e técnicas. A programação foi pensada para abranger diferentes etapas da produção audiovisual, desde a realização de curtas-metragens até a análise de gêneros específicos”, explica Caio.

Ele continua dizendo que, ao longo do evento, “o estudante pôde apreciar uma programação voltada para a produção regional e sentir o impacto das leis de incentivo na produção audiovisual da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Além disso, foram abordados processos criativos e metodologias de produção e realizadas conversas com realizadores das produções exibidas”.

No último dia do evento, ocorreu a palestra “Quando a Tela Escurece e o Monstro Aparece: Uma Introdução ao Cinema de Horror”. A conversa foi conduzida pela mestra em Multimeios e pesquisadora especializada nos gêneros de horror e fantasia, Ana Catarine Mendes da Silva (ao centro, com camisa vinho).

Programação
No primeiro dia do evento, houve a exibição do curta-metragem “O Motorista”, do diretor e montador de cinema, André Leão, ex-aluno de Jornalismo da PUC-Campinas, que foi rodado em Jundiaí. Nele, um criminoso está a solta na mesma cidade que Antônio, interpretado por Erom Cordeiro, que leva uma vida pacata como motorista de aplicativo. Na sequência, aconteceu um bate-papo com o cineasta e com a atriz e assistente de direção Sofia Savietto, com a qual André fundou, em 2021, a produtora Vienna Filmes. A conversa focou nos bastidores e nos desafios da produção independente.

No dia seguinte, foi promovida a “Mostra de Curtas Campineiros”, com a exibição de quatro filmes produzidos em Campinas e que contaram com o apoio da Lei Paulo Gustavo, cujo objetivo foi o de fomentar ações e projetos culturais afetados pela pandemia de Covid-19. Logo depois, houve uma conversa com a produtora Fernanda Viana e realizadores convidados sobre os curtas apresentados.

O coordenador do curso de Cinema e Audiovisual explica que “os filmes, documentais e de ficção, foram realizados sob diferentes perspectivas, temáticas e estéticas, trazendo um olhar em relação à cidade ou seus personagens. Montados a partir de financiamento direto ou indireto, o bate-papo que se seguiu com alguns desses realizadores, serviu para refletirmos juntos sobre a produção audiovisual em Campinas”.

No último dia do evento, ocorreu a palestra “Quando a Tela Escurece e o Monstro Aparece: Uma Introdução ao Cinema de Horror”. A conversa foi conduzida pela mestra em Multimeios e pesquisadora especializada nos gêneros de horror e fantasia, Ana Catarine Mendes da Silva.

Sobre os cinco curtas
“Desbarão”, de Beto Limberger (clique aqui para assisti-lo), apresenta, em algum lugar entre o futuro breve ou distante, uma dupla que é visitada por um forasteiro. A partir daí as disputas materiais e afetivas desencadeadas trazem reflexões sobre qual cinema é preservado e qual cinema é valorizado.

“Caipiras nas Telas”, de Gustavo Padovani e Augusto Spoto, é um documentário que resgata uma história peculiar: a dos caipiras que decidiram fazer cinema em Campinas na década de 1920. Na cidade, o cinema não surge como arte, mas como símbolo do progresso fabril. Em apenas quatro anos, cinco filmes foram produzidos. A partir daí, os diretores fazem as seguintes perguntas: “mas o que significa, para uma cidade, construir imagens de si mesma?” e “como conciliar a narrativa do progresso com personagens que simbolizam o atraso?” São essas contradições que norteiam este ensaio audiovisual sobre identidade, memória e apagamento.

“Passagem”, de Ana Paula Pinheiro e Marcela Varani (clique aqui para assisti-lo), retrata um túnel centenário na maior cidade do interior paulista, proporcionando aos espectadores uma reflexão sobre o patrimônio cultural como chave da memória de quem passa por ele. Histórias pessoais se misturam ao enredo da própria construção, que liga o centro de Campinas à Vila Industrial, o primeiro bairro operário da cidade. Ao longo do percurso de duzentos metros, sensações e emoções de personagens reais conectam passado, presente e futuro.

Por fim, “Um Artista”, de Danilo Dias de Freitas e Murilo Dias de Freitas (clique aqui para assisti-lo), busca, a partir de uma releitura do curta-metragem “O Artista”, de 1967, de Luiz Carlos Ribeiro Borges, ressignificar os sentidos da arte na partilha política do sensível.



Daniel Bertagnoli
3 de novembro de 2025