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Semana Acadêmica de Terapia Ocupacional reúne alunos, docentes e profissionais da área

Com o tema “Ocupações Fora da Caixa”, o evento contou com uma diversificada programação

A roda de conversa “Saúde da Mulher na Terapia Ocupacional: A Importância da Equipe Multidisciplinar” contou com a participação de diversas profissionais de inúmeras áreas da saúde.

O Auditório Monsenhor Salim, localizado no Campus II da PUC-Campinas, recebeu, entre os dias 17 e 19 de novembro, a 48ª Semana Acadêmica de Terapia Ocupacional, com o tema “Ocupações Fora da Caixa”. O evento reuniu estudantes, docentes e profissionais da área em uma programação diversificada e enriquecedora.

Com o objetivo de contribuir para a formação integral e crítica dos alunos e alunas de Terapia Ocupacional, o encontro buscou ampliar o repertório de conhecimentos para além dos conteúdos abordados no currículo do curso, contemplando palestras e oficinas que visaram diferentes campos de atuação da profissão e as suas interfaces com a saúde, a inclusão e a contemporaneidade.

Ao longo dos três dias de atividades, foram debatidos diversos assuntos, tais como, cuidados em saúde no ambiente hospitalar, saúde da mulher, reabilitação pós-COVID-19, terminalidade e finitude, deficiência visual e novas perspectivas da terapia ocupacional na atualidade. O evento contou ainda com oficinas presenciais e on-line, apresentações artísticas, coffee breaks e momentos de integração, que proporcionaram aos persentes uma experiência formativa ampla e dinâmica.

De acordo com a diretora da Faculdade de Terapia Ocupacional, Profa. Ma. Gisele Brides Prieto Casacio, a Semana Acadêmica de Terapia Ocupacional, visa, todos os anos, “reafirmar o compromisso com a formação de profissionais críticos, criativos e sensíveis às diversas dimensões do cuidado humano, fortalecendo o papel da terapia ocupacional na promoção da saúde e da qualidade de vida”.

De acordo com a diretora da Faculdade de Terapia Ocupacional, Profa. Ma. Gisele Brides Prieto Casacio, a Semana Acadêmica de Terapia Ocupacional, visa, todos os anos, “reafirmar o compromisso com a formação de profissionais críticos, criativos e sensíveis às diversas dimensões do cuidado humano, fortalecendo o papel da terapia ocupacional na promoção da saúde e da qualidade de vida”.

Ela diz ainda que a ideia foi trazer para os alunos e alunas “diferentes perspectivas de inúmeras áreas da terapia ocupacional para contribuir com o processo de formação acadêmica, então, nós organizamos as palestras pela manhã e as oficinas à tarde. Além disso, duas das palestras foram realizadas à noite, de modo remoto, para que a gente conseguisse atingir o maior número possível de estudantes, inclusive os trabalhadores. Por isso mesmo, nós também aumentamos as ofertas de cursos e oficinas”.

A aluna Yasmim Ribeiro, presidente do Centro Acadêmico do curso de Terapia Ocupacional, que organizou o evento, explica que “a partir de uma série de reuniões e pesquisas realizadas com os estudantes… foi possível chegar a um rol de palestrantes, oficineiros e patrocinadores, ou seja, aqueles que eles mais queriam, afinal, o evento foi realizado, acima de tudo, para eles”.

Gisele comenta também que a Semana de Terapia Ocupacional é um evento “bastante significativo e marcante, porque é um momento em que é possível trazer alunos egressos da Faculdade, bem como profissionais que conseguem ampliar as perspectivas de nossos estudantes para além daquelas obtidas em sala de aula, ampliando as discussões travadas no cotidiano do curso e aumentando o conhecimento sobre os processos de aprendizagem a fim de que eles conheçam a maior diversidade possível da atuação do terapeuta ocupacional”.

Explorando conteúdos
O evento, organizado em sua totalidade por uma comissão organizadora estabelecida a partir do Centro Acadêmico do curso, foi liderado pela aluna Yasmim Ribeiro. Ela explica que “a partir de uma série de reuniões e pesquisas realizadas com os estudantes de Terapia Ocupacional foi possível chegar a um rol de palestrantes, oficineiros e patrocinadores, ou seja, aqueles que eles mais queriam, afinal, o evento foi realizado, acima de tudo, para eles”.

Ela continua explicando que “um evento desses, é extremamente importante para a nossa formação como profissionais e como pessoas, porque é um espaço em que a gente se expõe a muito conhecimento que, eventualmente, acabamos não tendo em sala de aula, ou seja, é o momento perfeito para que possamos explorar uma gama ainda maior de conteúdos referentes à nossa área”.

Para a fisioterapeuta Bárbara del Barco Martins, que participou da roda de conversa “Saúde da Mulher na Terapia Ocupacional: A Importância da Equipe Multidisciplinar”, “a realização de um evento como este é importantíssima, porque os assuntos debatidos aqui, muitas vezes, não são tratados em salas de aula, inclusive por falta de tempo, e eu, como uma fisioterapeuta que precisa trabalhar com a terapia ocupacional em larga escala diariamente, posso dizer que é essencial trazer o profissional desta área para dentro de qualquer contexto de atendimento”.

O terapeuta ocupacional no atendimento
Para a fisioterapeuta Bárbara del Barco Martins, que participou da roda de conversa “Saúde da Mulher na Terapia Ocupacional: A Importância da Equipe Multidisciplinar”, que contou com a participação de diversas profissionais de inúmeras áreas da saúde, “a realização de um evento como este é importantíssima, porque os assuntos debatidos aqui, muitas vezes, não são tratados em salas de aula, inclusive por falta de tempo, e eu, como uma fisioterapeuta que precisa trabalhar com a terapia ocupacional em larga escala diariamente, posso dizer que é essencial trazer o profissional desta área para dentro de qualquer contexto de atendimento”.

“Atualmente, eu sou residente na área de saúde da mulher e nós aprendemos muito sobre o atendimento multidisciplinar e esse é o tipo de debate que os alunos e alunas de graduação precisam acompanhar, em especial, para que eles saibam da importância da equipe multidisciplinar no atendimento da mulher, que deve ser cuidada de forma integral, desde a atenção primária até a transição do cuidado, então a ideia é unir visões em relação aos cuidados da saúde da mulher, seja em qualquer âmbito, desde a adolescência até a menopausa”, ressalta Bárbara.

A terapeuta ocupacional Janaína Quissi de Souza, que também participou da roda de conversa, diz acreditar que a realização da Semana, de forma geral, faz com que os estudantes entendam que a terapia ocupacional é uma área muito ampla, que exige “crítica, reflexão e modulação de nossa atuação profissional” e que a discussão da qual ela fez parte procurou trazer aos estudantes uma perspectiva multiprofissional a respeito do atendimento à mulher.

Uma área muito ampla
A terapeuta ocupacional Janaína Quissi de Souza, que também participou da roda de conversa, diz acreditar que a realização da Semana, de forma geral, faz com que os estudantes entendam que a terapia ocupacional é uma área muito ampla, que exige “crítica, reflexão e modulação de nossa atuação profissional” e que a discussão da qual ela fez parte procurou trazer aos estudantes uma perspectiva multiprofissional a respeito do atendimento à mulher, uma vez que existem “fatores específicos da saúde da mulher que devem ser refletidos em nossa prática clínica e, por isso mesmo, a importância de as pessoas aderirem à residência, uma vez que ela agrega muito à nossa profissão. Eu mesma sou egressa do Programa de Residência Multiprofissional – Saúde da Mulher da PUC-Campinas e te digo que isso acrescentou demais a minha prática clínica, mas não só no que se refere as atividades voltadas às mulheres, mas no atendimento em geral”.

Evento pensado para os estudantes
A Profa. Ma. Sulamita Gonzaga Silva Amorim, que mediou a mesa-redonda “Saúde da Mulher na Terapia Ocupacional: Doula e Terapeuta Ocupacional no Puerpério”, destaca que a Semana Acadêmica de Terapia Ocupacional é um evento que “vem sendo puxado e pensado muito a partir da perspectiva dos estudantes, o que é fundamental, uma vez que ele é voltado para eles. Além disso, é nesse momento que a Universidade se abre para receber profissionais que trazem aquilo que estão vivendo na prática clínica e em relação aos estudos, enfim, é um momento importante para que o nosso aluno ou aluna também possa se ver em termos de perspectivas de carreira, de atuação”.

A Profa. Ma. Sulamita Gonzaga Silva Amorim, que mediou a mesa-redonda “Saúde da Mulher na Terapia Ocupacional: Doula e Terapeuta Ocupacional no Puerpério”, destaca que a Semana Acadêmica de Terapia Ocupacional é um evento que “vem sendo puxado e pensado muito a partir da perspectiva dos estudantes, o que é fundamental, uma vez que ele é voltado para eles”.

A professora comenta também que “a gente vê que, para os estudantes, que vão desde o primeiro ano – e que estão naquele momento de vislumbrar o que é a profissão de terapeuta ocupacional e procurando entender um pouco as especificidades daquilo que a gente faz – até os alunos e alunas que estão no último ano, pensando se vão fazer residência, especialização, mestrado, se vão para o setor público, privado, enfim, esse é o momento da Universidade abrir as portas para receber tanto quem vem de fora até profissionais formados e alunos e alunas que podem vislumbrar as diversas possibilidades de atuação”.

Sobre a mesa-redonda a qual ela mediou, Sulamita lembra que esta procurou tratar, dentro do tema da saúde da mulher, as experiências relacionadas ao nascimento, a gestação, ao acompanhamento no puerpério e, principalmente, do impacto de todas essas condições nas ocupações e no cotidiano das mulheres.

“As convidadas foram terapeutas ocupacionais com experiência, tanto nos serviços públicos, quanto privados, onde acompanharam mulheres em casos de nascimento e puerpério. Nós conversamos sobre o impacto disso, da experiência de se ver mãe, tendo uma série de mudanças de rotina, ou seja, todas as questões que envolvem receber uma criança no mundo”, encerra Sulamita.

Uma das convidadas para a mesa-redonda, a terapeuta ocupacional e doula de parto e pós-parto, Ana Clara de Oliveira Silva, comenta que “a maternidade, apesar de ser algo coletivo, no sentido de que muitas mulheres a vivenciam, é algo sobre o qual falamos muito pouco, em especial sobre os desafios enfrentados por elas durante o atendimento médico. Na própria graduação, isso é pouco discutido, então, contarmos com um evento aberto para podermos falar sobre esse assunto é muito importante”.

Desafios enfrentados
Uma das convidadas para a conversa, a terapeuta ocupacional e doula de parto e pós-parto, Ana Clara de Oliveira Silva, comenta que “a maternidade, apesar de ser algo coletivo, no sentido de que muitas mulheres a vivenciam, é algo sobre o qual falamos muito pouco, em especial sobre os desafios enfrentados por elas durante o atendimento médico. Na própria graduação, isso é pouco discutido, então, contarmos com um evento aberto para podermos falar sobre esse assunto é muito importante”.

Sobre a atividade da qual ela participou, Ana Clara explica que a ideia foi “tratar um pouco sobre as interfaces do cuidado com as maternidades, entendendo-as enquanto plurais, pensando que elas não são vividas de uma forma única, e o que a gente tem observado muito é a ideia de que a maternidade tem de ser vivida de uma única forma”.

“O que eu ressaltei durante a roda de conversa é que as maternidades, uma vez plurais, têm de contar com cuidados também precisam ser plurais. Pensar em todos os atravessamentos que a gente observa no cuidado das mulheres, desde a violência de gênero até as violências estruturais, passando pela sobrecarga materna, e sobre como isso influencia no olhar que a gente precisa ter para elas quando vamos delas cuidar, seja nos serviços públicos ou não, nas interfaces com a saúde mental e física, para a reabilitação, é importantíssimo, porque essas mulheres estarão em todos os espaços, não só nos consultórios particulares. Estamos falando de mulheres mães. Hoje nós sabemos que sete em cada dez mulheres adultas são mães no Brasil, então, é preciso saber recebê-las nesses locais e olhar para toda essa sobrecarga que elas estão vivendo”.

A também terapeuta ocupacional e estudante de doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Aline Zacchi Farias, esclarece que estar em espaços como a 48ª Semana Acadêmica de Terapia Ocupacional “é uma honra, porque é onde a gente pode compartilhar a nossa experiência, tanto prática, quanto teórica. Estar, tanto no corpo da assistência, quanto na universidade, é algo muito potente e poder compartilhar essa construção de saberes e proporcionar essas trocas de conhecimento com aqueles que participam do evento é fundamental”.

Compartilhando experiências
A também terapeuta ocupacional e estudante de doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Aline Zacchi Farias, esclarece que estar em espaços como a 48ª Semana Acadêmica de Terapia Ocupacional “é uma honra, porque é onde a gente pode compartilhar a nossa experiência, tanto prática, quanto teórica. Estar, tanto no corpo da assistência, quanto na universidade, é algo muito potente e poder compartilhar essa construção de saberes e proporcionar essas trocas de conhecimento com aqueles que participam do evento é fundamental”.

Sobre a mesa-redonda, Aline encerra dizendo achar muito importante “visibilizar a terapia ocupacional como um potencial de produção de cuidado às mulheres gestantes, bem como discutir a pluralidade que existe dentro da maternidade, lembrando que dentro dessa interface da maternidade, é preciso sempre analisá-la através de um referencial crítico, de gênero, de racialidade, para que esta não vire um interditor, uma forma de subjugação das mulheres, então as propostas de cuidado é para se poder pensar a experiência de cada uma delas, dentro de uma esfera mais emancipatória também. Como elas escolhem? Será que elas escolhem? Qual é o grau de autonomia delas nesse novo lugar que elas estão ocupando? E, assim, a gente poder se coletivizar para se sustentar, para apoiarmos umas às outras a fim de fazermos essa diferença aparecer no dia a dia e no mundo, inclusive em relação às políticas públicas, das quais a gente precisa, urgentemente, cada vez mais”.



Daniel Bertagnoli
11 de dezembro de 2025