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PUC-Campinas realiza III Congresso Internacional Proteção de Dados e Direitos Humanos

Evento reuniu pesquisadores nacionais e estrangeiros para discutir os impactos da Inteligência Artificial e a proteção de dados na sociedade

A PUC-Campinas realizou o III Congresso Internacional Proteção de Dados e Direitos Humanos, reunindo pesquisadores, especialistas e profissionais de diversas áreas para debater os impactos sociais, jurídicos e éticos das tecnologias emergentes, especialmente da inteligência artificial, no contexto da proteção de dados e dos direitos humanos.

O evento foi organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-Campinas, patrocinado com recursos da CAPES e com o apoio de órgãos de pesquisa como o CPTEn, o CEPIL e também o Instituto Internacional de Direitos Humanos. O Congresso contou ainda com o apoio institucional de importantes entidades, como o CONPEDI, o INPPDH, e a Faculdade de Direito de Franca (FDF), reforçando a capilaridade e a importância da articulação entre instituições para o avanço da pesquisa.

Segundo o Prof. Dr. Cláudio José Franzolin, o Congresso superou as expectativas em alcance e profundidade das discussões. “O congresso enfatizou a urgência de uma análise inter e transdisciplinar sobre a crescente digitalização da vida, na qual dados pessoais se tornam uma commodity fundamental. Questões cruciais, como a relação entre dados pessoais e inteligência artificial, a preocupação com a discriminação algorítmica e a necessidade de articular a proteção de dados com os direitos humanos, nortearam as reflexões”, explicou o professor.

Formato híbrido

Um dos grandes diferenciais desta edição foi a adoção estratégica do formato híbrido, que se revelou essencial para maximizar o alcance e a acessibilidade. O evento atraiu participantes virtuais e presenciais de diversas regiões do Brasil – incluindo Rio de Janeiro, Pará, São Paulo, Amazonas, Minas Gerais e Rio Grande do Sul – e do exterior (Colômbia, Argentina e Inglaterra).

O público foi composto por profissionais e estudantes do Direito, Educação e Filosofia, além de representantes de órgãos públicos e privados. A presença de pesquisadores de renome de universidades como Mackenzie, Universidade Bolivariana de Medellín, University of Warwick e Universidade de Buenos Aires atestou o grau de internacionalização e a relevância global do tema.

Eixos de pesquisa e produção científica

Com o tema central “Proteção de dados pessoais e Inteligência Artificial”, o Congresso proporcionou análises da tecnologia sob múltiplas perspectivas: regulação, direito do consumidor, economia e filosofia, sempre com o foco nos direitos humanos.

Ainda de acordo com o prof. Dr. Cláudio José Franzolin, o formato on-line para os Grupos de Trabalho de pesquisa impulsionou a produção científica. Dos 88 trabalhos recebidos para submissão, 84 foram aprovados. “Esse alto índice de aprovação e a pertinência dos temas enriqueceram a discussão, solidificando o Congresso como um espaço essencial para a reflexão, a troca de experiências e o fortalecimento de redes sobre o impacto da IA na sociedade e a importância de sua regulamentação”, finalizou.



Jean Spaduzano
20 de novembro de 2025