
PUC-Campinas realiza 1º Colóquio Internacional sobre Áreas Verdes e Resiliência Climática
Atividades reuniram professores, representantes do poder público, pesquisadores e estudantes
A PUC-Campinas sediou, no dia 6 de novembro, o 1º Colóquio Internacional “Áreas Verdes e Resiliência Climática: Estratégias das Cidades para um Futuro Sustentável – Esverdeando Campinas”, um encontro voltado à reflexão sobre o papel das áreas verdes urbanas na mitigação dos impactos das mudanças climáticas e na promoção da sustentabilidade. O evento aconteceu na Arena Manacás, reunindo professores, pesquisadores, estudantes e representantes do poder público.
Organizado sob a coordenação da Profa. Dra. Regina Márcia Longo, o colóquio teve como objetivo discutir os serviços ecossistêmicos prestados pelas áreas verdes urbanas e sua contribuição para a adaptação e resiliência das cidades aos eventos climáticos extremos. A proposta também incluiu o diálogo entre temas como planejamento urbano, inovação tecnológica e políticas públicas, integrando diferentes perspectivas sobre a gestão ambiental.
Durante o evento, foram apresentados os resultados do projeto de pesquisa financiado pela FAPESP intitulado “Potencialidade de Fornecimento de Serviços Ecossistêmicos por Remanescentes Florestais em Escala Municipal”. A pesquisa, desenvolvida na PUC-Campinas, busca identificar e avaliar a contribuição das áreas verdes na cidade de Campinas para a qualidade ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas.
A programação contou com uma mesa-redonda formada por quatro especialistas. As Dras. Ângela Cruz Guirao e Marcela Pupin da Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade da Prefeitura de Campinas, apresentaram o tema “Plano de Ação Climática de Campinas: Soluções Baseadas na Natureza e Estratégias para Áreas Verdes”. O Prof. Dr. Admilson Írio Ribeiro, da UNESP Sorocaba, discutiu a “Recuperação de Áreas Degradadas em Técnica de Soluções Baseadas na Natureza (SBN)”. A Prof.ª Dr.ª Adelia Nobre Nunes, da Universidade de Coimbra (Portugal), trouxe uma perspectiva internacional com a palestra “Avaliação da Vulnerabilidade a Incêndio Florestal em Interfaces Urbano-Florestais da Região Central de Portugal”.
Por fim, o Prof. Dr. João dos Santos Vila da Silva, da Embrapa Agricultura Digital e o aluno da PUC Campinas Jean Barrozo Chaves, apresentaram o tema “Cadastro Ambiental Urbano (CAU) – Novas Ferramentas”.
Encerrando o colóquio, os participantes puderam trocar experiências e conhecer os trabalhos científicos expostos durante o “Café com Banners”, realizado entre 16h30 e 17h30.
“o ambiente acadêmico é um marco para todo ato regulatório. É aqui que a ciência e a pesquisa demonstram e dão o vetor da diretriz o sentimento do que a sociedade precisa. Traduzir isso de forma efetiva é a nossa missão. Como gestor público é traduzir os aspectos que a pesquisa nos demostra e trazer junto da sociedade o apelo do amor”, afirmou Marcela Pupin, diretora do Departamento de Mitigação e Adaptação Climática da Prefeitura de Campinas.
“Toda vez que nós estivermos falando de meio ambiente, nós estamos falando do meio físico: o solo, a água, a atmosfera, o meio biótico, a fauna, a flora, o ecossistema e o meio antrópico (homem e a sociedade) que é o causador e sofredor das consequências principais dos danos ambientais. Então, nós vamos trabalhar aqui a ideia de como adaptar as sociedades mudanças climáticas com relação à adoção de medidas de esverdeamento de cidade, ou seja, soluções baseadas na natureza”, afirmou durante o evento o Prof. Dr. Admilson Írio Ribeiro, do Instituto de Ciência e Tecnologia da Unesp em Sorocaba.
“Acredito que seja de suma importância discutir o papel das áreas verdes nas cidades. Vou dar um exemplo muito claro de áreas verdes. Todo mundo fala em áreas verdes, como conforto ambiental. Mas as pessoas sempre reclamam que as árvores sujam as calçadas. Porém, ela são de extrema importância, porque melhoram a temperatura, são abrigo da fauna ela serve dentre outros serviços. Trazer essa discussão para dentro da Universidade é muito interessante porque faz com que os alunos, pessoas de mente mais jovem, mais abertas, se tornem conhecedoras e promotoras desse fato”, afirmou o Prof. Dr. João dos Santos Vila da Silva, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital.
“Eu já venho de outros projetos que trabalham com áreas verdes em Campinas. E a ideia agora é trazer os resultados a comunidade, trazer o que a gente fez de pesquisa ao longo desses anos todos. Os banner aqui são dos nossos alunos, que vão desde a iniciação científica, mestrado, doutorado que eu cooriento com a Unesp, pós-doutorado e treinamento técnico da FAPESP. Então é uma gama muito grande de jovens que a gente traz para o tema”, explicou a Profa. Dra. Márcia Regina Longo, coordenadora do curso de engenharia Agronômica da Universidade.
“Eu acho que agrega muito ao meu conhecimento, ao meu currículo, ajudar no meu projeto também, discutir algumas ideias interessantes. E é esverdeando Campinas! E as hortas comunitárias estão dentro desse projeto.”, afirmou a estudante de Engenharia Agronômica Maria Eduarda Menegatti Corsini, que participa do projeto Mãos a Horta, da Extensão.





