
PUC-Campinas participa de campanha contra o feminicídio na Copa do Brasil
Campanha realizada pela Ponte Preta incentiva denúncias em casos de violência contra a mulher
A PUC-Campinas, representada pelo Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros Dra. Nicéa Quintino Amauro, esteve presente na ação da campanha “Você não está sozinha”, realizada pela Ponte Preta na abertura da partida entre o clube campineiro diante do Guarany-RS, na noite desta terça-feira (10). O clube de Campinas é parceiro da Universidade na campanha “Abrace essa Causa”, contra o racismo no esporte.
A coordenadora do Centro Afro, a comendadora Edna de Almeida Lourenço, e mulheres representando os poderes executivo, judiciário, legislativo e entidades municipais, entraram no gramado com uma faixa com o slogan da campanha, com um telefone: 180 para denúncias. No telão do estádio foi disponibilizado um QR Code para o mesmo fim. Na internet, o clube disponibilizou uma página com mais informações.
“A campanha ‘Você Não está Sozinha’ é de significativa importância, pois possibilita a um conjunto de representações femininas manifestar indignação incondicional à violência doméstica, familiar e ao feminicídio. A violência de gênero não é um problema privado; é uma violação brutal dos Direitos Humanos que envergonha nossa sociedade e mata milhares de mulheres no Brasil e no mundo”, comentou a comendadora Edna.
Para Mariceia Sales Correa, Diretora de Inclusão Social da Ponte Preta, idealizadora da campanha, o futebol é um cenário importante para reforçar a mensagem. “Acreditamos que o futebol tem uma força extraordinária para mobilizar as pessoas e provocar reflexões importantes na sociedade”, comentou. “É uma forma de mostrar pra mulher que, embora ela acredite que sofre sozinha, ela não está, que existe uma rede de apoio onde ela pode e deve encontrar ajuda”, completou.
Feminicídio no Brasil
O Brasil registrou no ano passado o maior número de feminicídios da última década. Ao todo, foram 1.568 mulheres assassinadas, um crescimento de 4,7% em relação a 2024, quando houve 1.492 casos.
Foto de capa: Marcos Ribolli/ Ponte Press

