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PUC-Campinas lança Projeto Integrador em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo 

Terceira edição da iniciativa envolve estudantes de Design Digital na criação de soluções de comunicação para praças e parques de Campinas 

Estudantes do Curso de Design Digital da PUC-Campinas vão desenvolver, ao longo do segundo semestre de 2026, soluções de design e comunicação voltadas a sete espaços públicos de Campinas. A iniciativa integra o componente curricular Projeto Integrador – Comunicação Visual e conta, pelo terceiro ano consecutivo, com a parceria da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campinas. O projeto foi apresentado na Universidade nesta segunda-feira (31) com a participação de estudantes, docentes e representantes do poder público. 

Intitulado “Treino do olhar e processos criativos do design a partir dos estudos culturais, fotográficos e de edição de imagem”, o projeto possui horas de curricularização da extensão e busca aproximar a formação acadêmica da realidade da cidade. Nesta edição, os alunos serão divididos em equipes e terão como objeto de estudo a Praça Carlos Gomes, Praça do Côco, Praça Imprensa Fluminense, Praça Arautos da Paz, Parque Portugal, Bosque dos Jequitibás e Parque Ecológico. 

A proposta é que os estudantes não observem esses locais apenas a partir das características físicas, mas também considerem quem os utiliza, de que maneira são apropriados pela população e como eventos, manifestações culturais e artísticas contribuem para a construção de vínculos com esses espaços. 

“Essa terceira edição quis orientar o olhar dos alunos para os espaços públicos, que são os nossos espaços de convívio, de identidade e de senso de pertencimento. A ideia não é só olhar para a infraestrutura desses espaços fisicamente, mas também o que acontece, quem os usa, e como os eventos, a cultura e a arte transformam esses locais”, explica a Profa. Dra. Ana Maria Vieira Fernandes, coordenadora do Projeto Integrador. 

Da Universidade para Campinas 

A parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo integra uma trajetória iniciada em edições anteriores do projeto. Na primeira edição, os estudantes tiveram os museus como objeto de estudo. Na segunda, trabalharam com as Sete Maravilhas de Campinas. Agora, o foco está nos espaços públicos de convivência e nas relações que se estabelecem nesses locais. 

Para a Profa. Ana Maria, a iniciativa amplia a experiência acadêmica ao colocar os estudantes em contato direto com a cidade e com diferentes formas de ocupação dos espaços urbanos.  

“A ideia é aproximar os alunos e a Universidade da sociedade, colocando a extensão em diálogo com a formação acadêmica”, afirma. 

A experiência também ganha relevância diante do perfil das turmas participantes. Muitos dos estudantes não são moradores de Campinas, mas escolheram a cidade para realizar sua formação universitária. Ao conhecer praças e parques em diferentes dias, horários e situações de uso, eles são convidados a construir uma relação mais próxima com o território em que estudam. 

“Eles vão ampliar o olhar para além da PUC-Campinas, conhecendo esses espaços de convívio e desenvolvendo também um senso de pertencimento e de identidade com a cidade”, destaca a docente. 

O olhar dos estudantes sobre a cidade 

Para a secretária municipal de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, a parceria também representa uma oportunidade para que o poder público conheça a cidade a partir da perspectiva dos jovens. “É importante trazer o olhar jovem para equipamentos que estão na cidade há muito tempo e, a partir dessa perspectiva universitária, repensar a forma como esses espaços são utilizados”, avalia. 

Segundo ela, o trabalho também pode contribuir para pensar novas formas de comunicar esses espaços e aproximá-los do público jovem. “Como estamos falando de comunicação e fotografia, é uma oportunidade de trazer um olhar diferenciado sobre esses locais e entender o que pode atrair os jovens. Para nós, esse é sempre um desafio: aproximar esse público dos nossos equipamentos”, afirma Alexandra. 

A escolha por praças e parques, nesta edição, está relacionada justamente ao potencial desses locais como espaços de convivência e exercício da cidadania. Para Alexandra, são ambientes que permitem diferentes formas de apropriação e que podem acolher moradores e visitantes. 

“Hoje a gente pensa a cidade como um espaço para ser vivido pelo cidadão, onde, por meio do uso dos espaços públicos, diversos e livres, as pessoas exercem sua cidadania”, explica a secretária.  

Pesquisa, fotografia e comunicação 

 Como parte do processo, cada equipe deverá visitar o espaço público sob sua responsabilidade pelo menos três vezes, em diferentes dias e horários e, quando possível, em momentos com e sem eventos. A intenção é perceber as transformações e diferentes formas de utilização dos locais, considerando tanto atividades permanentes quanto a programação cultural. 

A partir dessa imersão, os estudantes deverão desenvolver soluções conceituais e midiáticas alinhadas aos desafios definidos em diálogo com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. 

Entre as entregas previstas estão ensaios fotográficos dos espaços, cartazes conceituais de divulgação, infográficos destinados a totens eletrônicos e carrosséis de imagens para o Instagram, com foco na divulgação da programação de cada local. 

Ao longo do semestre, o projeto busca, assim, desenvolver competências próprias do Design Digital ao mesmo tempo em que estimula os estudantes a compreenderem a cidade como espaço de cultura, convivência e construção coletiva. 

Mais do que comunicar a estrutura física de praças e parques, a proposta é revelar os diferentes significados atribuídos a esses lugares e refletir sobre como o design pode contribuir para comunicar, valorizar e ampliar sua apropriação pela população. 

 



Thayla Ramos
1 de setembro de 2026

/* CONTEUDO PROGRAMATICO*/