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PUC-Campinas lança Programa de Imuno-Oncologia para revolucionar tratamento do câncer

Iniciativa posiciona a Universidade em patamar internacional de pesquisa, permitindo o desenvolvimento de soluções terapêuticas inovadoras a partir das células do próprio paciente

A PUC-Campinas oficializou, nesta terça-feira, 16 de dezembro, o lançamento do Programa de Imuno-Oncologia, um ecossistema de pesquisa que une ciência de fronteira e impacto social.

O programa, que sedia o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) UroGen, foca na relação entre o sistema imunológico e o câncer para desenvolver terapias personalizadas, especialmente voltadas para tumores urogenitais.

No lançamento do programa, o Arcebispo Metropolitano de Campinas e Grão-Chanceler da Universidade, Dom João Inácio Müller, destacou o papel humanitário da pesquisa. “Nós estamos procurando avançar para oferecer saúde e conforto às pessoas que sofrem com doenças. É possível, e por isso que nós estamos nos movimentando para dar o nosso melhor”, disse. Para ele, o programa deixa um legado perene: “Todos nós vamos passar, agora esta obra, esta pesquisa, ela não vai passar. Ela vai cada vez criar mais corpo e fazer um bem muito grande”, finalizou.

Para o Reitor da PUC-Campinas, Prof. Dr. Germano Rigacci Júnior, o programa é o reflexo da maturidade acadêmica da instituição. “Um espaço como esse, com foco maior na pesquisa de ponta, de fronteira, vai reposicionar a Universidade no contexto das universidades de pesquisa. Os frutos que colheremos no futuro não serão só de produção científica de ponta, mas dos benefícios que a ciência que produziremos aqui trará para a sociedade, para o ser humano”, destacou.

O coordenador do programa, Prof. Dr. Leonardo Oliveira Reis, explicou que o objetivo central é entender e utilizar o sistema imunológico no combate direto à doença. “Trata-se de uma iniciativa institucional que reúne esforços para construir alicerces e uma cultura para as próximas gerações. Existem linhas de pesquisa que fazem abordagem num contexto de diagnóstico precoce e prevenção; linhas relacionadas ao tratamento e linhas relacionadas à qualidade de vida e aspectos funcionais e psicossociais desse indivíduo”, explicou o Dr. Leonardo Reis.

A Tecnologia da “Sala Limpa” e a Terapia Celular

Um dos grandes diferenciais do projeto é o conjunto de ambientes com controle rigoroso de pureza do ar, conhecidos como “Sala Limpa”.

A Profa. Dra. Alessandra Gambero, coordenadora do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde e membro do comitê gestor do programa de Imuno-Onco, detalhou o funcionamento técnico da instalação, que segue normas internacionais.

“Essa iniciativa foca no tratamento do câncer de bexiga através de um complexo de “salas limpas”, ambientes com controle rigoroso de pureza do ar que progridem dos níveis de segurança ISO 9 ao ISO 7. Nestes laboratórios, células do sistema imunológico são coletadas dos pacientes, em um procedimento semelhante à doação de sangue, para serem manipuladas, estimuladas e treinadas em ambiente estéril. O objetivo final deste protocolo é a criação de uma imunoterapia personalizada, onde as células fortalecidas são reintroduzidas no paciente para combater a doença e buscar a cura”, explicou.



Jean Spaduzano
18 de dezembro de 2025