
PUC-Campinas e Prefeitura Municipal de Jundiaí realizam o 2º “Workshop RESFRIA”
As inscrições para ambas as mesas-redondas que serão realizadas já estão abertas

O Projeto RESFRIA teve início em março de 2025 com a instalação de quinze sensores em pontos estratégicos de Jundiaí para monitorar a temperatura, umidade e outros fatores que influenciam o clima urbano. Essas medições puderam permitir a análise da relação entre o ambiente urbano e as variações climáticas, complementadas por estações meteorológicas e pontos fixos de coleta de dados. Foto: Prefeitura de Jundiaí.
A PUC-Campinas e a Prefeitura Municipal de Jundiaí promovem, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, a 2º edição do “Workshop RESFRIA: Pesquisas e Políticas Públicas para o Resfriamento Urbano”, em que será discutido o “Projeto RESFRIA – Estratégias de Resfriamento Urbano para o Aumento da Habitabilidade em Cidades: Estudo de Caso em Jundiaí – SP”, financiado pelo Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Nos dias 9 e 12 de fevereiro, serão realizadas duas mesas-redondas cujas inscrições já estão abertas e podem ser efetivadas clicando-se aqui.
Ao todo, a programação incluirá atividades abertas ao público e também reuniões técnicas internas da equipe do RESFRIA, que é vinculado ao Programa de Pós-Graduação (PPG) em Sistemas de Infraestrutura da PUC-Campinas, para a discussão dos avanços do projeto, além de atividades de campo e coleta de dados in loco voltadas ao reconhecimento do território de Jundiaí.
Ainda durante o evento, serão divulgados resultados e desenvolvimentos voltados à realidade urbana de Jundiaí, com os pesquisadores, gestores públicos, estudantes de pós-graduação e graduação, técnicos e a comunidade procurando integrar esta realidade urbana à produção científica e a gestão pública na construção de conhecimentos e de soluções para a melhoria da qualidade de vida nas cidades, visando contribuir para discussões qualificadas e trocas de experiências no sentido de integrar pesquisa e políticas públicas para o desenvolvimento de cidades mais resilientes às mudanças climáticas.
Mesas-redondas
A primeira das mesas-redondas será “Avanços do Projeto RESFRIA e Experiências Internacionais em Estratégias de Resfriamento Urbano”, que acontece na próxima segunda-feira, dia 9 de fevereiro, às 18h, no Espaço Mescla, localizado no Campus I da PUC-Campinas.

Da esquerda para a direita, a Profa. Dra. Cláudia Cotrim Pezzuto; a Profa. Lia Lorena Pimentel, então coordenadora do PPG de Sistemas de Infraestrutura Urbana da PUC-Campinas; André Ferrazzo, então secretário de Planejamento Urbano e Meio Ambiente de Jundiaí; e o Prof. Dr. Guilherme Theodoro Nascimento Pereira de Lima, diretor de Meio Ambiente da Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (UGPUMA) da Prefeitura de Jundiaí e gestor responsável pelo RESFRIA, participam de mesa-redonda durante a edição de 2025 do “Workshop RESFRIA”, realizado no espaço Manacás, na PUC-Campinas.
Participarão deste encontro, a coordenadora do RESFRIA, Profa. Dra. Cláudia Cotrim Pezzuto, docente do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Sistemas de Infraestrutura Urbana e das Faculdades de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas; professores Dr. Fernando Martín-Consuegra Avila e Dra. Gloria Pérez Álvarez-Quiñones, ambos do Instituto de Ciencias de la Construcción Eduardo Torroja (em tradução livre para o português, Instituto de Ciências da Construção Eduardo Torroja (IETcc)), órgão do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (em tradução livre para o português, Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC)), da Espanha; e o Prof. Dr. Guilherme Theodoro Nascimento Pereira de Lima, diretor de Meio Ambiente da Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (UGPUMA) da Prefeitura de Jundiaí e gestor responsável pelo RESFRIA.
A ideia é de apresentar o Projeto RESFRIA, abordando os seus objetivos, a sua metodologia e a sua articulação com as políticas públicas de Jundiaí para o enfrentamento do aquecimento urbano. A atividade incluirá ainda a participação de pesquisadores internacionais parceiros, que apresentarão as suas linhas de pesquisa e experiências em estratégias de resfriamento urbano.
A segunda mesa-redonda acontecerá na próxima quinta-feira, dia 12 de fevereiro, às 14h, no Auditório do Paço Municipal de Jundiaí, localizado na Avenida da Liberdade, s/nº, no Jardim Botânico, e mostrará os avanços do Projeto RESFRIA na cidade e a sua interface com as políticas públicas locais.
Participarão deste encontro, a Profa. Dra. Cláudia Cotrim Pezzuto; o Prof. Dr. Fernando Martín-Consuegra Avila; a Profa. Dra. Gloria Pérez Álvarez-Quiñones; o Prof. Dr. Guilherme Theodoro Nascimento Pereira de Lima; a Profa. Dra. Lia Toledo Moreira Mota, coordenadora do PPG em Gestão de Redes de Telecomunicações, diretora da Faculdade de Engenharia Elétrica, coordenadora do curso de Engenharia Mecânica e docente do PPG em Sistemas de Infraestrutura Urbana da PUC-Campinas; o Prof. Dr. Marcius Fabius Henriques de Carvalho, docente do PPG em Sistemas de Infraestrutura Urbana e da Faculdade de Engenharia Elétrica da PUC-Campinas; e a Profa. Ma. Sylvia Angelini, servidora da Prefeitura de Jundiaí e que atuou na concepção e implementação dos programas “Hortas Públicas”, “Pé de Árvore” e “Jardim de Chuva”, que são políticas públicas em execução no município de Jundiaí e que estão relacionadas ao RESFRIA.

Além da Profa. Dra. Cláudia Cotrim Pezzuto (foto) como coordenadora, a equipe do Projeto RESFRIA conta ainda com dois pesquisadores do PPG em Sistemas de Infraestrutura Urbana: os professores Dr. Marcius Fabius Henriques de Carvalho e a Dra. Lia Toledo Moreira Mota. O gestor responsável é o Dr. Guilherme Theodoro Nascimento Pereira de Lima, diretor do Departamento de Meio Ambiente de Jundiaí. Também é pesquisadora do projeto a servidora pública e arquiteta Sylvia Barbosa Angelini.
Sobre o RESFRIA
Aprovado pela FAPESP por meio do edital do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP), que visa aumentar a interação entre cientistas e a sociedade para resolver desafios como desigualdade, saúde e meio ambiente, o RESFRIA é um projeto de pesquisa cujo início se deu em agosto de 2024, com duração de três anos, com término previsto para agosto de 2027.
O seu principal objetivo é analisar as alterações climáticas no município de Jundiaí e contribuir para o delineamento de cenários e a avaliação de estratégias de resfriamento urbano, voltadas à mitigação do aquecimento urbano. Os avanços científicos gerados pelo projeto buscam subsidiar o governo local no fortalecimento de políticas públicas, com foco na redução do calor urbano e no aumento da habitabilidade da cidade.
De acordo com a sua coordenadora, a Profa. Dra. Cláudia Cotrim Pezzuto, o projeto atua na interface entre ciência, planejamento urbano e políticas públicas, estruturando as suas ações a partir da análise de Políticas Públicas em Execução (PEX) e de Políticas Públicas em Construção (PCO).
Ela explica que “no âmbito das Políticas Públicas em Execução (PEX), o projeto está avaliando quatro políticas implementadas no município de Jundiaí: o ‘Plano de Bairro’, o ‘Programa Hortas Públicas’, o ‘Programa Pé de Árvore’ e o ‘Programa Jardim de Chuva’, enquanto que na esfera das Políticas Públicas em Construção (PCO), a temática abordada são as ‘Diretrizes e Estratégias de Enfrentamento das Mudanças Climáticas’, com o objetivo de subsidiar a formulação de políticas públicas integradas, baseadas em evidências científicas e alinhadas às especificidades do território.
Equipe do projeto e apoio da FAPESP
Além da Profa. Dra. Cláudia Cotrim Pezzuto como coordenadora, a equipe conta ainda com dois pesquisadores do PPG em Sistemas de Infraestrutura Urbana: os professores Dr. Marcius Fabius Henriques de Carvalho e a Dra. Lia Toledo Moreira Mota. O gestor responsável é o Dr. Guilherme Theodoro Nascimento Pereira de Lima, diretor do Departamento de Meio Ambiente de Jundiaí. Também é pesquisadora do projeto a servidora pública e arquiteta Sylvia Barbosa Angelini.
O projeto, como já dito, conta com apoio da FAPESP e inclui bolsas de mestrado, pós-doutorado e técnicas, além de recursos para a aquisição de equipamentos, custeio de visitas técnicas de pesquisadores internacionais, visitas de pesquisadores locais a institutos internacionais e deslocamentos para atividades técnicas e de campo no município de Jundiaí.

O “Projeto RESFRIA – Estratégias de Resfriamento Urbano para o Aumento da Habitabilidade em Cidades: Estudo de Caso em Jundiaí – SP” é financiado pelo Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), instituição pública de fomento à pesquisa acadêmica ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação.
“O Projeto RESFRIA ainda está em andamento, mas já apresenta potencial de expansão à medida que a associação com a Prefeitura de Jundiaí se fortalece. A metodologia foi desenvolvida de forma a permitir adaptações, possibilitando futuras ampliações, tanto no próprio município, quanto em outros municípios, por meio de novas parcerias e projetos”, comenta a professora Cláudia.
Ela continua dizendo que “o projeto também contempla um plano de comunicação e integração que visa promover o diálogo contínuo entre pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, técnicos, gestores públicos e a comunidade local, ampliando o acesso às informações sobre a sua evolução e estimulando o debate público sobre o resfriamento urbano”.
Justiça climática
Por fim, a coordenadora do projeto ressalta que o RESFRIA atua no campo da chamada “justiça climática”. O conceito designa a necessidade de se equilibrar a distribuição dos impactos das mudanças climáticas entre toda a sociedade, minimizando-os em relação as populações vulneráveis (pobres, negros, indígenas, periféricos e outras), que são as que menos contribuem para tais alterações, mas que são as mais atingidas por elas.
A ideia é uma abordagem ética e política que emerge como uma evolução da justiça ambiental e que visa promover a reparação histórica, a equidade social e o financiamento de países ricos para a adaptação de países em desenvolvimento, ao avaliar a vulnerabilidade ao calor urbano e subsidiar políticas públicas orientadas à equidade territorial.

