Acessibilidade  
Central de Atendimento ao Aluno Contatos oficiais Área do aluno

PUC-Campinas converte três toneladas de resíduos em valor ambiental

Economia circular na prática: Projeto “Juntos Compostamos e Reciclamos” vem fortalecendo a política de sustentabilidade da Universidade

Há quatro meses a PUC-Campinas vem fortalecendo sua política de sustentabilidade baseada na economia circular com o projeto “Juntos Compostamos e Reciclamos”.  A iniciativa da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Serviços Compartilhados, por meio da Gerência de Facilities da Instituição, tem como foco a redução, a segregação e a destinação ambientalmente correta dos resíduos gerados nos Campi.

O projeto trabalha com ações práticas e têm como objetivo diminuir a quantidade de resíduo orgânico enviado a aterros sanitários, reduzir a pegada de carbono e aumentar o volume de material reciclável destinado às cooperativas de Campinas, por meio de um convênio da Universidade com a Prefeitura e a Reciclamp (Rede de Cooperativas de Catadores de Campinas).

Da praça de alimentação para os jardins

Segundo Maria Cristina Pinheiro Zullo, Administradora de Nutrição e Áreas de Conveniência da PUC-Campinas, a partir da nova destinação dos materiais, a Universidade já deixou de encaminhar 74% dos resíduos que antes iam para o aterro, o que equivale a cerca de três toneladas.

“Todo o resíduo alimentar que não é consumido no dia, o chamado resíduo limpo, é separado e levado para a composteira. Em cerca de 18 horas, o equipamento transforma este material em um composto orgânico rico em nutrientes, que utilizamos como o adubo e aplicamos nos jardins do Campus I e do Campus II”, contou Cristina.

Os resultados em poucos meses já são expressivos e reforçam a responsabilidade social da Universidade, além de contribuírem para manter a PUC-Campinas em rankings internacionais de sustentabilidade. Nestes quatro meses de projeto, foram tratados na composteira 2.661,85 kg de alimentos, gerando 688,51 kg de composto orgânico.

A primeira produção feita pela composteira foi entregue para a comunidade interna, visando ampliar as ações de sustentabilidade para fora da Universidade.

Aliando a educação e a sustentabilidade

Nas Praças de Alimentação do Campus I foram instaladas urnas acrílicas para conscientizar os estudantes, os docentes, os colaboradores e os visitantes sobre o descarte correto de latas de alumínio, garrafas PET, pilhas e eletrônicos. Além disso, houve a substituição de 120 pares de lixeiras das áreas externas. As novas peças são ecológicas, feitas de madeiras plásticas recicladas, e adesivadas com orientações sobre o descarte correto.

“Esse ano a gente deu um passo muito grande com relação à sustentabilidade. Nossa proposta é trabalhar para aprimorar cada vez mais a segregação de resíduos que já é realizada na Universidade”, explicou a supervisora de Serviços Gerais da PUC-Campinas Roberta Volpe.

Resíduo zero na jardinagem

Além dos resíduos alimentares, a Universidade solucionou um problema antigo: a destinação dos resíduos de poda, que são volumosos devido à grande área verde do Campus I.

Atualmente 100% desse material é encaminhado para a Usina do Verde, da Prefeitura de Campinas. Só este ano, 38.200 kg de resíduos das podas foram destinados para Usina. De acordo com Roberta, ação elimina o acúmulo deste material no Campus e o risco de possíveis incêndios.

“A Usina Verde funciona como uma grande composteira que recebe a poda de toda a cidade e a transforma em terra adubada para parques e jardins de Campinas. Por meio da parceria com a nossa Universidade, nós também podemos solicitar parte desse composto para uso próprio”, completou.

Aposta em frota elétrica

Recentemente, a PUC-Campinas deu um novo passo baseado na sua política de sustentabilidade. A Instituição adquiriu veículos 100% elétricos para circulação interna no Campus I.

Ao todo, a Universidade já conta com dois carros elétricos e duas motocicletas elétricas em operação no Departamento de Transportes e no Departamento de Proteção Universitária.

Segundo o supervisor do Departamento de Proteção Universitária Fábio Donizete Silva, a iniciativa nasceu da observação de uma tendência de mercado. “Era uma questão que estávamos sondando. Por conta da experiência de outras empresas no ramo da vigilância, percebemos que seria interessante avaliar os custos operacionais envolvidos na aquisição de veículos elétricos”, explicou.

A experiência inicial já aponta para uma redução significativa de custos. Isso porque os veículos elétricos não demandam troca de óleo nem abastecimento com combustível fóssil, o que elimina a emissão de CO2 e reduz os gastos com manutenção. Além disso, foi implementada uma solução desenvolvida para o sistema de luminosos de segurança.

“Como a montadora não permite ligações que utilizem a bateria original do veículo sob risco de perda da garantia, a Universidade firmou parceria com a empresa Rontec, especializada em equipar viaturas policiais e ambulâncias. E a solução encontrada reforçou ainda mais o caráter sustentável. Uma placa solar instalada sobre o teto do carro alimenta uma bateria separada, localizada no porta-malas, que é a responsável por abastecer os luminosos de segurança, sem qualquer uso da bateria de tração do veículo”, destacou.



Carlos Giacomeli
8 de setembro de 2026

/* CONTEUDO PROGRAMATICO*/