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A Semana Santa antecede o domingo de Páscoa, neste período os cristãos recordam os últimos dias de vida de Jesus Cristo. A Semana relembra momentos finais da trajetória de Jesus, como a última ceia com os seus discípulos, sua entrada em Jerusalém, a traição de Judas, sua crucificação e a ressurreição.

De acordo com o coordenador da Pastoral Universitária e pároco da Paróquia Universitária São Tomás de Aquino da PUC-Campinas, padre João Batista Cesário, a Páscoa representa para os cristãos o ponto alto da fé. “A Páscoa é a principal celebração da tradição cristã. É da Páscoa que surgem todas as outras celebrações, ou seja, cada celebração realizada na tradição cristã é sempre manifestação da Páscoa de Jesus, recordação, memória e atualização de sua vitória sobre a morte”, explicou o padre.

O próximo dia 10, conhecido como “Sexta-Feira Santa”, é o momento de reflexão sobre o significado da existência humana. “Nesse dia contemplamos o fato de Jesus Cristo sofrer em todo alcance a dor de ser humano e experimentar a angústia, o medo, a solidão e todos os limites de sofrimento, inclusive a morte”, afirma João Batista.

A Sexta-Feira Santa também é um dia para se abster do consumo de carne, assim como na quarta-feira de cinzas. De acordo com o professor, esses dois momentos de penitência ensinam o valor da renúncia e fortalecem a vontade interior de fazer o bem. “É deixar de fazer algo que é bom (como comer carne) para começar a fazer algo ainda melhor, como ajudar alguém, ser solidário, prestar socorro, exercitar a caridade prática em favor da necessidade de alguém. A penitência não deve ser só uma busca de santidade pessoal, isolada do contexto em que se vive; ao contrário, a penitência nos coloca em relação com o sofrimento de outras pessoas, nos torna solidários. Ou seja, quem deixa de comer carne na sexta-feira santa é porque tem a possibilidade de o fazer com freqüência e ficando um dia sem comer percebe como é a realidade de quem passa fome ou sofre outras necessidades”, afirma.

O dia de Páscoa, celebrado no domingo, dia 12, representa a ressurreição de Cristo e traz a mensagem de que a morte não é o fim. “Com a Ressurreição de Jesus sabemos que nossa humanidade não está condenada à destruição. Nele temos esperança. É possível viver para sempre, não seremos destruídos e nossa vida tem um sentido, uma finalidade que ultrapassa os próprios limites da vida, como a doença, a idade, o sofrimento e a própria morte: somos feitos para a eternidade”, afirma o coordenador.

Segundo o padre, a Páscoa deve ser lembrada como a libertação da vida da força da morte e provocar nas pessoas sentimentos verdadeiros de solidariedade e amor ao próximo. “As alegrias da celebração da Páscoa fortalecem a nossa fé e nossa aposta de que ‘um outro mundo é possível’, onde haja vida plena e abundante para todos e não apenas para alguns. Todos podemos nos alegrar com a Ressurreição do Senhor. A festa da Páscoa lança luz, esperança e alegria na vida de todos, indistintamente, e não apenas na daqueles que podem pagar, como acontece em outras situações do mundo”, conclui.



Portal Puc-Campinas
8 de abril de 2009