
Museu Universitário da PUC-Campinas inaugura a série escultórica “Virtudes Celestiais”
Exposição inédita do professor Paulo Cheida Sans é inspirada nas Virtudes Teologais e Cardinais
O Museu Universitário da PUC-Campinas inaugura, amanhã, dia 16 de dezembro, às 11h30, no espaço expositivo localizado no primeiro pavimento do Prédio da Reitoria, a mostra “Virtudes Celestiais”, nova série escultórica do artista e curador Prof. Dr. Paulo de Tarso Cheida Sans, docente da Escola de Arquitetura, Artes e Design (EAAD).

O Dr. Paulo de Tarso Cheida Sans é professor da Escola de Arquitetura, Artes e Design (EAAD) da PUC-Campinas.
Composta por sete obras de grande formato, modeladas em argila e produzidas, integralmente, no Laboratório de Modelagem e Escultura da Faculdade de Artes Visuais, a exposição reúne interpretações contemporâneas das Virtudes Teologais: Fé, Esperança e Caridade, e das Virtudes Cardinais: Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança, abordadas por Cheida a partir de uma investigação plástica, simbólica e espiritual que dialoga com a tradição filosófica de São Tomás de Aquino.
As esculturas traduzem temas como devoção, amor ao próximo, superação, autocontrole e equidade por meio de figuras humanas estilizadas, evidenciando a poética autoral do artista, que enfatiza a coerência estética e a expressividade da matéria em suas obras tridimensionais. Para Cheida, “a série só alcança a sua plenitude quando vista em conjunto, como um percurso visual que integra cada virtude a uma leitura global do humano”.

Composta por sete obras de grande formato, a exposição reúne interpretações contemporâneas das Virtudes Teologais e Cardinais.
O conjunto escultórico do projeto, que foi concebido, especialmente, a pedido da Reitoria, integrará, após o fim da mostra, a ornamentação da Praça São Tomás de Aquino, localizada no Campus I da Universidade. A série reflete também a história e a excelência técnica do professor Paulo Cheida que, há décadas, se dedica a formação de artistas e ao desenvolvimento de projetos experimentais junto aos alunos e alunas da Faculdade de Artes Visuais.
Sobre as Virtudes Teologais e Cardeais
As Virtudes Teologais são virtudes associadas, na teologia e filosofia cristãs, à salvação resultante da graça de Deus. Virtudes são características ou qualidades que dispõem uma pessoa a conduzir-se de maneira moralmente correta. Tradicionalmente, as virtudes teologais são denominadas fé, esperança e caridade (amor). Elas estão ligadas às quatro virtudes naturais ou cardinais e se opõem aos sete pecados capitais.

As esculturas traduzem temas como devoção, amor ao próximo, superação, autocontrole e equidade por meio de figuras humanas estilizadas.
O filósofo católico medieval São Tomás de Aquino explicou que essas virtudes são chamadas de virtudes teologais “primeiro, porque seu objeto é Deus, visto que nos conduzem diretamente a Deus; segundo, porque são infundidas em nós somente por Deus; terceiro, porque essas virtudes não nos são reveladas senão pela revelação divina, contida nas Sagradas Escrituras”.
As Virtudes Cardinais, por sua vez, são, na filosofia clássica, quatro virtudes da mente e do caráter, sendo elas, a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança, que juntas formam uma teoria ética baseada nas virtudes. O termo “cardinal” vem do latim “cardo”, que significa “dobradiça”, e são assim chamadas porque todas as outras virtudes estão subordinadas a elas e dependem delas.

O professor Paulo de Tarso Cheida Sans é doutor em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mestre em Filosofia da Educação e licenciado em Educação Artística – Artes Plásticas pela PUC-Campinas.
Essas virtudes derivam de Platão, mais especificamente daquilo que consta no Livro IV de sua obra “A República”. Aristóteles as expôs sistematicamente na “Ética a Nicômaco”. Elas também foram reconhecidas pelos estoicos e Cícero as expandiu. Na tradição cristã, elas também são mencionadas nos seguintes livros deuterocanônicos: Sabedoria de Salomão e Macabeus. Por fim, três dos doutores da Igreja: Santo Ambrósio de Milão, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino expuseram, como já visto, as suas contrapartes sobrenaturais, que são as três Virtudes Teologais: fé, esperança e caridade.
Sobre o artista
O professor Paulo de Tarso Cheida Sans é doutor em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mestre em Filosofia da Educação e licenciado em Educação Artística – Artes Plásticas pela PUC-Campinas, onde é professor da Escola de Arquitetura, Artes e Design (EAAD). Ele também é membro da Academia Campineira de Letras e Artes (ACLA).
A sua trajetória artística é marcada por intensa produção e reconhecimento nacional e internacional, tendo participado de cerca de quinhentas exposições no Brasil e no exterior e recebido 41 prêmios em salões de artes por todo o Brasil, bem como três outros no exterior (em Portugal, nos Estados Unidos e na França). Além disso, ele teve obras apresentadas em mostras importantes como a The Hanga Annual, no Museu Metropolitano de Tóquio, no Japão; a Trienal Internacional de Gravura de Vasa, na Finlândia; e em diversas bienais de artes na Europa, na África e nas Américas.
Cheida realizou também dezenas de exposições individuais em locais como o Museu de Arte Contemporânea de Campinas “José Pancetti” (MACC); a Caixa Cultural SP; o Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná); o Museu de Arte de Joinville; a Galeria do Instituto de Artes (IA) da Unicamp; e a Capela do Morumbi, em São Paulo. Além disso, ele participou de inúmeras mostras coletivas em diversas instituições, dentre as quais, o Museu de Arte de São Paulo (MASP); o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP); o Paço das Artes, em São Paulo; e o Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.

Para Cheida, “a série só alcança a sua plenitude quando vista em conjunto, como um percurso visual que integra cada virtude a uma leitura global do humano”.
Suas obras integram acervos de vários museus, como o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP); o Museu de Arte de Brasília; o Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte; e o MAC Paraná; além de compor coleções no Canadá, em Cuba, no Chile, no Egito, no Japão e no Peru.

As obras de Cheida integram acervos de vários museus e coleções mundo afora.
Como curador, Cheida dirigiu edições da Bienal do Esquisito, das Bienais de Gravura e da Coleção Olho Latino. Atualmente, ele coordena o Coletivo Olho Latino (focado em exposições e intercâmbios artísticos na América Latina, explorando temas como memória, infância e identidade através de diversas técnicas, como gravura, fotografia e instalações com o objetivo de conectar arte periférica e contemporânea). Além disso, ele é autor de diversos livros sobre arte, ensino e cultura, incluindo “Pedagogia do Desenho Infantil”, “Fundamentos para o Ensino das Artes Plásticas”, “A Criança e o Artista”, “Aspectos da Arte e da Cultura Popular em Campinas” e “Artes e Vicinalidades”.
Serviço
Exposição: “Virtudes Celestiais – Esculturas de Paulo Cheida Sans”
Local: Espaço Expositivo situado no primeiro pavimento do Prédio da Reitoria da PUC-Campinas
Abertura: 16 de dezembro de 2025, às 11h30
Visitação: mediante agendamento
Informações: através do e-mail museu@puc-campinas.edu.br ou do telefone (19) 3343-5855
Entrada: gratuita



