
Minifeira EnglishUSA atrai grande número de estudantes em busca de intercâmbio nos Estados Unidos
Evento ocorrido na última segunda, dia 30 de março, contou com a presença de dezenove instituições de ensino

Na foto, os representantes do Departamento de Relações Externas (DRE) da PUC-Campinas. Da esquerda para a direita, o gerente de Cooperação Internacional, Evandro Marcelino Martins; a analista de Relações Internacionais e orientadora do EducationUSA na PUC-Campinas, Luiza Stradiotto; e a coordenadora do Departamento de Relações Externas, Profa. Dra. Camila Brasil Gonçalves Campos.
O Departamento de Relações Externas (DRE) da PUC-Campinas, em parceria com a EnglishUSA, maior associação profissional para programas de inglês dos Estados Unidos, promoveu, na última segunda-feira, dia 30 de março, no espaço Manacás, a Minifeira EnglishUSA. O evento, que aconteceu pela primeira vez em Campinas, atraiu um grande número de estudantes que procuraram saber mais sobre os vários tipos de intercâmbio oferecidos pelas dezenove instituições de ensino presentes.
Durante o encontro, elas tiveram a oportunidade de apresentarem os seus programas de ensino de língua inglesa de curta duração, que podem ser aproveitados sem a exigência de quaisquer tipos de vínculo universitário e que são voltados, tanto para estudantes do ensino superior, quanto do ensino médio. Além disso, os representantes das entidades presentes também puderam falar sobre os seus programas de graduação e pós-graduação.
Participaram do evento as seguintes instituições: California Baptist University, Colorado State University, Embry-Riddle Aeronautical University, Indiana University, Internexus Provo English School, Northeastern Illinois University, Ohio University, Rowan University, Salem State University, Temple University, Tennessee Tech Center, University of Central Florida, University of Colorado at Boulder, University of Kansas, University of Nevada at Las Vegas, University of North Carolina at Charlotte, University of North Carolina at Pembroke, University of Southern Indiana e University of Wyoming.

De acordo com a Profa. Dra. Camila Brasil Gonçalves Campos, coordenadora do Departamento de Relações Externas da PUC-Campinas, a internacionalização é um eixo estratégico para a Universidade e a realização da Minifeira “nos aproxima do EducationUSA e da embaixada norte-americana, o que é muito importante para nós nesse momento”.
Internacionalização como eixo estratégico
De acordo com a Profa. Dra. Camila Brasil Gonçalves Campos, coordenadora do Departamento de Relações Externas da PUC-Campinas, a internacionalização é um eixo estratégico para a Universidade e a realização da Minifeira “nos aproxima do EducationUSA (uma rede do Departamento de Estado dos Estados Unidos composta por centros de aconselhamento para estudantes internacionais em mais de 170 países e que conta com uma unidade aqui na PUC-Campinas) e da embaixada norte-americana, o que é muito importante para nós nesse momento. E a gente sabe que o inglês é uma língua universal e nem todos os nossos estudantes contam com o inglês fluente, então essa minifeira é uma oportunidade deles conhecerem as organizações, as universidades que estão oferecendo cursos de língua inglesa nos Estados Unidos, então eles podem ir em julho, durante as férias, ficar quinze, vinte dias, um mês, para aprimorar o idioma, que é útil em todos os momentos, podendo ajudá-los na vida acadêmica e na vida profissional e isto não se refere somente aos Estados Unidos, mas a todos os outros países do mundo, uma vez que o inglês é o idioma universal da internacionalização”.
“É nesse sentido que a realização da Minifeira é importante, para trazer inúmeras oportunidades para os estudantes, para que eles tenham contato direto com quem está oferecendo o curso, com as universidades que são responsáveis por ele, e a fim de que eles possam tirar dúvidas e conhecer melhor as instituições, inclusive por região dos Estados Unidos, pois elas estão espalhadas por todo o país e, para nós, é ótimo ver um evento lotado, porque isso mostra que os estudantes queriam mesmo ter essa oportunidade. E ele ainda aconteceu à tarde, em um horário que, geralmente, não é o de aula, então eu creio que a sua realização deve se dar com mais frequência a partir de agora, pois a Minifeira foi um sucesso e isso é muito importante pra nós”, comenta a coordenadora.
Aprendendo sobre novas culturas
Sobre a relação com a embaixada norte-americana, Camila explica que esta tem se mostrado “com uma grande abertura para fazer parcerias e nos apoiar nessa internacionalização, inclusive porque a gente também quer expandir a relação com todas as universidades convidadas e muitas outras mais. Além disso, nós já temos uma ótima relação com o consulado dos Estados Unidos em São Paulo, que nos ajuda com os programas de alunos e intercâmbios. E é bem importante que os estudantes participem de programas de intercâmbio, pois o intercâmbio é muito mais do que aprender sobre a sua profissão em outro lugar ou um novo idioma, mas é aprender a cultura, é aprender sobre como as pessoas são diferentes nos mais diversos lugares do mundo e sobre como a gente lida com a diversidade, então há um aprendizado humano importante, sendo uma questão de troca de conhecimentos, que nos faz pensar nos grandes desafios globais, afinal vivemos todos no mesmo mundo, no planeta Terra, na nossa casa comum, como dizia o Papa Francisco, e temos grandes desafios pela frente e que não compete a um país isoladamente, ainda mais no mundo globalizado em que vivemos na atualidade. Por isso mesmo, realizar um intercâmbio é algo tão significativo para a formação deles”.
Escolha das instituições presentes
Sobre a escolha das universidades participantes, a coordenadora explica que esta foi realizada pela EnglishUSA, junto ao EducationUSA e a embaixada norte-americana, que resolveram priorizar universidades que “ainda têm pouca relação com o Brasil, mas que contam com ótimos programas de formação de língua inglesa de curta duração. Isso é muito importante porque vai ampliando o rol de universidades com as quais pode realizar novas parcerias e intercâmbios e termos um escritório do EducationUSA aqui na PUC-Campinas faz com que acabemos sendo beneficiados com melhores acordos, mais amplos, e com uma melhor interface com as universidades americanas, o que nos dá uma maior credibilidade em relação ao mercado norte-americano”.

De acordo com a diretora-executiva da EnglishUSA, Cheryl Delk-Le Good, as instituições convidadas vieram ao Brasil com o intuito de recrutar mais estudantes brasileiros. Ela lembra que há, pelo menos, uma década, o Brasil tem estado entre os dez principais países de origem de estudantes que desejam ir aos Estados Unidos e que “existe um laço muito forte entre o país norte-americano e o Brasil quando se trata de intercâmbio internacional”.
Recrutando estudantes brasileiros
De acordo com a diretora-executiva da EnglishUSA, Cheryl Delk-Le Good, apesar de a maioria dos programas oferecidos pela entidade ser de nível superior, também existem programas privados independentes. “Nós trouxemos pra Minifeira representantes de dezoito universidades e de um programa privado independente, sendo que todos os presentes oferecem programas de inglês, que vão desde cursos intensivos até cursos acadêmicos de longa duração. Os brasileiros, em geral, preferem programas mais curtos, porém, o mais importante é estudar o idioma, aprendê-lo e combiná-lo com algo profissional, acadêmico ou pessoal que ajudará determinada pessoa a ter sucesso no futuro”.
Cheryl continua dizendo que as instituições convidadas vieram ao Brasil com o intuito de recrutar mais estudantes brasileiros. Ela lembra que a, pelo menos, uma década, o Brasil tem estado entre os dez principais países de origem de estudantes que desejam ir aos Estados Unidos e que “existe um laço muito forte entre o país norte-americano e o Brasil quando se trata de intercâmbio internacional e nós estamos aqui porque entendemos a importância dos relacionamentos, em especial os presenciais, e nós somos muito apaixonados pela cultura brasileira, pelo calor humano e pela importância de se criar conexões pessoais. Isso realmente não pode ser feito de modo on-line, virtualmente. Quer dizer, é muito conveniente ter reuniões on-line, mas quando se trata de compartilhar informações sobre tomar uma decisão tão importante e cara como ir para os Estados Unidos, é fundamental criar essa conexão pessoal, então, os representantes das instituições de ensino estiveram aqui para conversar diretamente com os alunos e alunas. Nós realmente queríamos que os potenciais estudantes de intercâmbio tivessem alguém com quem pudessem conversar”.
Diferenças de preço
A diretora-executiva da EnglishUSA comenta ainda que “nós contamos com programas por todos os Estados Unidos e não é novidade que cidades como Boston e Nova York, na Costa Leste, e Los Angeles e San Francisco, na Costa Oeste, são caras em termos de moradia e alimentação, então é impossível estabelecer uma faixa de preços para se realizar um intercâmbio e o que a Minifeira permite é que os potenciais estudantes vejam a diversidade e as diferentes faixas de preço a fim de tomarem uma melhor decisão. No entanto, quando falamos dos programas de inglês em si, não há muita diferenciação de valor, ainda que algumas instituições privadas ou renomadas acabem contando com programas mais caros”.
Buscando parcerias comerciais
“Eu estou envolvida com a área educacional há cerca de vinte anos e eu te digo que a nossa força não está apenas nas conexões acadêmicas, mas também no fato de estarmos aqui em uma missão comercial com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, o que significa que também estamos buscando parcerias comerciais, e nós viemos até Campinas, em especial, por conta da inovação e da tecnologia que acontecem por aqui, tanto no mundo empresarial quanto no acadêmico, e isso é algo muito discutido atualmente. Sem contar que nós amamos o Brasil”, encerra Cheryl.

Priscila Dutra (ao lado de seu irmão, Douglas), proprietária da unidade da escola Internexus, localizada em Provo, Utah, que oferece programas intensivos para estudantes internacionais que buscam fluência em língua inglesa nos Estados Unidos, comenta que “é a primeira vez que a gente participa” da Minifeira “e tem sido muito bom, pois estamos conhecendo mais os estudantes, podendo entender o que eles precisam para viver o sonho de realizarem um intercâmbio e também como podemos melhor ajudá-los”.
Partindo para Utah
Priscila Dutra, proprietária da unidade da escola Internexus, localizada em Provo, Utah, que oferece programas intensivos para estudantes internacionais que buscam fluência em língua inglesa nos Estados Unidos, explica que a sua família é originária do Rio Grande do Sul, mas, há trinta anos vive nos Estados Unidos. A unidade da Internexus administrada por Priscila e seu irmão, Douglas, por sua vez, foi fundada há doze anos, e, desde então, oferece cursos de inglês acadêmico e cotidiano e aulas on-line com professores ao vivo para quem está aqui no Brasil. “Nós também oferecemos intercâmbio, summer camps (acampamentos de verão) e cursos a curto prazo, por exemplo, para quem quer passar apenas um mês nos Estados Unidos. No caso de Utah, pra quem gosta de neve, de montanha, é o lugar para se ir”, ressalta.
Ela esclarece ainda que Utah “é um estado muito focado em educação. Nós contamos com mais de dez universidades e faculdades e é um lugar supertranquilo para se morar, com um custo de vida um pouco mais baixo. Os brasileiros se sentem em casa. Além disso, nós ajudamos com todo o processo de imigração para os Estados Unidos”.
Conhecendo os estudantes
Sobre a importância da realização de um evento como a Minifeira, Priscila comenta que “é a primeira vez que a gente participa e tem sido muito bom, pois estamos conhecendo mais os estudantes, podendo entender o que eles precisam para viver o sonho de realizarem um intercâmbio e também como podemos melhor ajudá-los. Além disso, existe a interação com a PUC-Campinas, com a Embaixada dos Estados Unidos e com as universidades, o que nos ajuda a estabelecer uma série de contatos”. Ela diz ainda que “o que a gente quer é mostrar para o mundo o poder que o brasileiro tem. Esse é o nosso objetivo. É ajudar o imigrante, seja do Brasil ou de quaisquer dos outros cerca de quarenta países representados através de nossos estudantes a atingirem as suas metas, seja nos Estados Unidos ou em seus países de origem”.
Para a representante da área de programas de intercâmbio da Salem State University, de Massachusetts, Rafaela Almeida, eventos como a Minifeira EnglishUSA são muito importantes para que os alunos e alunas interessados em cursar inglês nos Estados Unidos possam ter o máximo de informações necessárias para se tomar uma decisão.

Para a representante da área de programas de intercâmbio da Salem State University, de Massachusetts, Rafaela Almeida, eventos como a Minifeira EnglishUSA são muito importantes para que os alunos e alunas interessados em cursar inglês nos Estados Unidos possam ter o máximo de informações necessárias para se tomar uma decisão.
O caminho da internacionalização
Ela, que é de Vitória, capital do Espírito Santo, há treze anos foi para Salem estudar a língua inglesa e acabou ficando nos Estados Unidos, onde se tornou funcionária da Universidade. Ela lembra que a ideia primária era “voltar ao Brasil para procurar um bom emprego, mas, depois eu obtive o meu certificado em business, que é uma porta de entrada para o MBA, e eu acabei me casando e até hoje estou por lá”.
Rafaela esclarece que a experiência pela qual passou teria sido muito mais informativa se ela tivesse passado antes por um evento como a Minifeira que, segundo ela, é “de extrema importância até mesmo para abrir a porta para o intercâmbio, porque, às vezes, a gente tem o sonho, mas ele parece bem longe, bem distante, e não é bem assim. Ele é possível. E a internacionalização é muito importante, por conta da troca cultural na qual a gente se insere. A gente cresce com as diferenças, tanto como ser humano, quanto profissionalmente. Esse é o grande caminho da internacionalização”.
A representante completa dizendo sobre a Salem State University, que esta possui cursos de inglês como segunda língua, de graduação e de pós-graduação. “Nós temos cursos de menor duração, que são referentes ao Summer Program (Programa de Verão) em que muitos estudantes brasileiros estão em busca de uma imersão cultural e para aperfeiçoar a língua inglesa também. É uma maneira de ir para os Estados Unidos e imergir na cultura do país”, explica.

Segundo a diretora de Serviços Acadêmicos e Sucesso Estudantil para Estudantes Internacionais da UCF Global, centro internacional para estudantes, professores e funcionários da University of Central Florida (UCF), Olga Bedoya Arturo, a importância de se oferecer um programa de língua inglesa de curta duração e participar de eventos como a Minifeira EnglishUSA é “extremamente importante, pois nem sempre temos a oportunidade de apresentar a nossa instituição e o nosso programa diretamente aos estudantes… e saber mais sobre o que eles buscam, com o que sonham, enfim, é uma oportunidade maravilhosa para que eles analisem os nossos programas e garantam que nós ofereçamos a eles o que procuram”.
Pesquisando de tudo
A diretora de Serviços Acadêmicos e Sucesso Estudantil para Estudantes Internacionais da UCF Global, centro internacional para estudantes, professores e funcionários da University of Central Florida (UCF), Olga Bedoya Arturo, brinca dizendo que “somos vizinhos do Mickey Mouse, pois estamos a vinte minutos dos principais parques temáticos, e a uma distância também próxima da National Aeronautics and Space Administration (NASA) (em tradução livre para o português, Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço), então, sempre que há um ônibus espacial, podemos vê-lo atravessando o espaço a partir do nosso estacionamento e temos muito orgulho disso, porque trabalhamos em estreita colaboração com a NASA e com toda a indústria aeroespacial. É como se o foco e a missão da Universidade fosse se tornar a ‘Universidade Espacial’ e, atualmente, fornecemos a maior parte da mão de obra qualificada para esta agência governamental. Nós também contamos com muitos recursos naturais e eu sei que os brasileiros amam o oceano e a natureza e isso pode ser visto em cada canto de Orlando. Estamos muito perto de praias fantásticas, em que se pode surfar e fazer muitas outras coisas mais. Tudo isso é que fez com que a UCF tenha podido construir uma reputação acadêmica muito forte. Somos uma universidade Carnegie de alto nível em pesquisa. Temos mais de duzentos programas acadêmicos de bacharelado, mais de 170 programas de mestrado e por volta de oitenta programas de doutorado. Portanto, pesquisamos de tudo”.
A Classificação Carnegie de Instituições de Ensino Superior, ou simplesmente Classificação Carnegie, é uma estrutura para classificar faculdades e universidades nos Estados Unidos, principalmente no que se refere à ensino e pesquisa. Ela foi criada em 1970 pela Fundação Carnegie para o Avanço do Ensino, que é administrada pelo Conselho Americano de Educação.
Entregando confiança
“Existem alunos e alunas que querem se concentrar apenas no inglês, que querem sair de sua zona de conforto e se sentir confiantes. Há outros estudantes, por sua vez, que não sabem inglês e querem aprendê-lo. Mas, no pouco tempo em que estou aqui na PUC-Campinas, eu notei que os estudantes têm um nível de inglês bastante bom, mas não se sentem confiantes com isso, então, nós temos o nosso programa de idiomas dedicado a estudantes internacionais, mas nós não ensinamos apenas a língua inglesa. Nós os ajudamos a se sentirem confiantes e a desenvolverem mais habilidades em inglês, auxiliando-os a aplicar esse inglês, oferecendo-lhes a oportunidade de estudarem cultura, liderança, o inglês na sua área de estudo ou ainda podendo combinar o idioma com algumas aulas acadêmicas, então, a ideia é entregar confiança para que eles queiram cursar um mestrado após se formarem na graduação ou para que possam afirmar com segurança que dominam o inglês a fim de se candidatarem a diferentes empregos e oportunidades aqui no Brasil mesmo, talvez. Mas o importante é que queremos que eles cresçam e que percebam que não se trata apenas de aprender inglês, mas que haja a possibilidade do aparecimento de oportunidades para que continuem crescendo profissionalmente”, ressalta Olga.
Alcançando os objetivos
Sobre a importância de se oferecer um programa de língua inglesa de curta duração e participar de eventos como a Minifeira EnglishUSA, a diretora esclarece que isso é “extremamente importante, pois nem sempre temos a oportunidade de apresentar a nossa instituição e o nosso programa diretamente aos estudantes. Só conseguimos fazer isso quando estes entram em contato conosco, muitas vezes por meio de agentes e nem todos os agentes trabalham com todas as universidades, portanto, estarmos aqui hoje é extremamente importante porque estamos falando diretamente com os alunos e não existe programa de idiomas que não seja centrado neles e podermos ouvir o que eles querem fazer, as suas expectativas, ouvir os seus pais e saber mais sobre o que eles buscam, com o que sonham, enfim, é uma oportunidade maravilhosa para que eles analisem os nossos programas e garantam que nós ofereçamos a eles o que procuram. A ideia é que atendamos as suas necessidades e expectativas, portanto, estar aqui é uma oportunidade extremamente importante para continuarmos crescendo, nos fortalecendo e prestando o serviço para o qual fomos criados, que é ajudar os estudantes a terem sucesso”.
Olga esclarece ainda que a UCF conta com um sistema de apoio “muito forte para estudantes internacionais” para que eles se sintam em casa. “Nós cuidamos deles desde o momento em que se inscrevem até o momento em que chegam em nosso campus. Nós os acompanhamos passo a passo. Estamos sempre presentes, ajudando-os a darem um passo de cada vez a fim de que eles possam alcançar os seus objetivos”.
Trabalhando e aprendendo juntos
Ela destaca que uma das coisas mais interessantes que a Minifeira gera é a união de “dois países fantásticos”, como o Brasil e os Estados Unidos. Ela continua dizendo que “a UCF está localizada em Orlando, e Orlando tem o seu próprio consulado brasileiro, que, frequentemente, vem à UCF para ajudar os estudantes a resolverem os seus negócios relativos ao Brasil. O consulado também nos procura para auxiliar as pessoas interessadas em fazer negócios com a UCF. Mas, estarmos aqui na PUC-Campinas demonstra que não se trata apenas de um interesse unilateral, mas sim, de um interesse mútuo. Não é só o Brasil que está interessado em estreitar os laços com os Estados Unidos, mas nós dos Estados Unidos e da UCF também estamos nos aproximando do Brasil e da PUC-Campinas, dizendo ‘estamos aqui para trabalharmos juntos’. Portanto, trabalhar na construção dessa relação e fortalecê-la a cada dia é extremamente importante para nós. É uma parceria, não é uma via de mão única. É trabalharmos e aprendermos juntos”.
Ela finaliza comentando que a comunidade brasileira na Flórida é muito grande, especialmente na Flórida Central. “É uma comunidade que cresceu e se tornou forte, que investiu e criou uma indústria, sendo uma comunidade muito ativa, que trouxe muita alegria e desenvolvimento para a região e, por isso mesmo, o Brasil é um parceiro tão importante”, explica.
Impressão dos estudantes
Os estudantes também aprovaram a realização da Minifeira no Manacás. Maria Clara Ilario, que cursa o primeiro período de Terapia Ocupacional, ficou curiosa com os programas de ciências das universidades e sobre como funciona a entrega de bolsas. “Há muitos programas, muitas oportunidades na área de esporte, dança e ciências também, inclusive na minha área, que eu achei bastante interessante. Eu ainda tô com muita dúvida, porque os cursos de inglês me chamaram bastante a atenção e agora eu tô com muita vontade de fazer um intercâmbio”.
Daniel Gomes de Souza, que cursa o primeiro semestre de Ciências Econômicas, quis saber sobre os programas de pós-graduação. Ele explica que já fez intercâmbio no Canadá e que se vê como alguém que “precisa” morar fora do Brasil. “Eu acho que a minha vida seria ideal lá fora. É o que eu mais estou procurando e vendo se é possível, em especial no que se refere ao valor que eu teria de gastar”. Ele explica que o que mais chamou a sua atenção foi o programa da Universidade de Wyoming, “que fica mais pro norte dos Estados Unidos, com uma pegada meio ‘country’. Laramie, onde fica a sede da universidade, é uma cidade em que se faz bastante frio e parece ser bem interessante. Ela é pequena também, o que me parece muito aconchegante. Seja lá como for, eu já saio daqui da Minifeira com a cabeça bem diferente de quando eu cheguei, com uma vontade ainda maior de me especializar no exterior”.
- Maria Clara Ilario, que cursa o primeiro período de Terapia Ocupacional, ficou curiosa com a entrega de bolsas e os programas de ciências das universidades.
- Daniel Gomes de Souza, que cursa o primeiro semestre de Ciências Econômicas, quis saber mais sobre os programas de pós-graduação das instituições presentes.
- A aluna do primeiro ano de Relações Internacionais Maria Eduarda Gine explica que ir para os Estados Unidos seria muito bom para melhorar a fluência em inglês.
A aluna do primeiro ano de Relações Internacionais Maria Eduarda Gine explica que ir para os Estados Unidos seria muito bom a fim de que ela possa melhorar a sua fluência em inglês. Ela diz que se interessou bastante pelas instituições da Califórnia e de Nevada. “Eu tô com vários flyers aqui e eu já tomei a decisão de que quero estudar no exterior. Eu só ainda não decidi o que fazer: se vou sozinha, pra ficar em uma universidade ou até pra fazer um curso de inglês de curta duração mesmo. O visto e o passaporte, eu já tenho. Só falta mesmo eu me decidir”, encerra.
















