
Fiéis se despedem do Arcebispo Emérito de Campinas, Dom Gilberto Pereira Lopes
Missa Exequial aconteceu na Catedral Metropolitana e foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano e Grão-Chanceler da PUC-Campinas, Dom João Inácio Müller
Na manhã desta quinta-feira, 25 de setembro, fiéis lotaram a Catedral de Campinas para se despedir do Arcebispo Emérito de Campinas, Dom Gilberto Pereira Lopes, falecido na última segunda-feira (22), aos 98 anos. Dom Gilberto também era Associado Permanente junto à Assembleia da SCEI (Sociedade Campineira de Educação e Instrução), que presidiu entre 1980 e 2004, e também foi Grão-Chanceler da PUC-Campinas no mesmo período.
A Missa Exequial foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano e Grão-Chanceler da PUC-Campinas, Dom João Inácio Müller, e contou com a presença do clero e autoridades do município e de todo o estado. Estiveram presentes o Reitor da PUC-Campinas, Prof. Dr. Germano Rigacci Júnior; o Vice-Reitor, Prof. Dr. Pe. José Benedito de Almeida David; Secretária Geral da SCEI, Dra. Edna Nyara Couto Cappa; o Superintendente do Hospital PUC-Campinas, Dr. Aguinaldo Pereira Catanoce; Pró-Reitores, Decanos, Diretores, gestores, docentes e membros da comunidade acadêmica. Também marcaram presença representantes da Prefeitura de Campinas e de cidades do Estado de São Paulo, da Câmara Municipal de Campinas, de entidades do município e familiares de Dom Gilberto.
O Evangelho tratou das bem-aventuranças, que fazem parte do sermão das montanhas. “As bem-aventuranças são a transposição da Cruz e da Ressurreição na existência dos discípulos. Refletem a vida do Filho de Deus, que se deixa perseguir e desprezar até a condenação à morte, a fim de que aos homens seja concedida a salvação. Numa sociedade que, com frequência, é atraída pelo bem-estar material, pelo poder mundano ou por ideologias, a igreja não teme a pobreza, o desprezo e a perseguição”, comentou Dom João.
Em seguida, o Arcebispo lembrou Dom Gilberto e contou um pouco dos últimos dias do Arcebispo Emérito, enquanto o visitava no Hospital PUC-Campinas. “A vida de Dom Gilberto foi um mistério para ele mesmo. Busquei ver algo desse mistério, em particular, nestes últimos dias. Sim, após seis anos nesta Igreja e tendo o visitado todos os dias deste mês inteiro em que esteve em nosso hospital, queria partilhar percepções. Dom Gilberto precisava se ocupar com alguém, que mais e mais ia sendo o seu hóspede: Cristo. Nesses longos dias de silêncio no hospital, recolhido, eu o percebia em contemplação. Algo dele. Dentro dele acontecia a dinâmica do mistério da vida. Eu intuía que Dom Gilberto via Jesus Cristo, este por quem toda a sua vida fora entregue”, contou. “Dom Gilberto merece nossa gratidão. Foi e sempre será presença e presente de Deus para a nossa igreja. Dom Gilberto, muito obrigado”, completou.
Ao final, o Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Scherer, também deixou sua mensagem. “O meu reconhecimento, a minha admiração por Dom Gilberto e o pedido para que Deus o recompense, que Deus o faça feliz e lhe dê aquilo que Jesus prometeu, a recompensa dos justos, dos servos bons e fiéis que não se pouparam nesta vida para servir ao seu Senhor”, afirmou. Fala que se seguiu a outros agradecimentos de membros da Igreja presentes na celebração.
Após a missa, foi realizada a cerimônia do sepultamento de Dom Gilberto, que aconteceu na cripta da Catedral Metropolitana, com muita emoção. Representantes da igreja, familiares e fiéis acompanharam o corpo, velado na parte frontal do altar, até a cripta, onde também foi realizada a bênção.
O Reitor da PUC-Campinas falou sobre o legado de Dom Gilberto e as memórias que guarda do Arcebispo. “Ele conseguiu fazer as intervenções necessárias para que a PUC-Campinas continuasse a ser cada vez melhor. Essa é uma perda para toda a nossa Instituição. Mas é certo que ele está na memória, na história da comunidade universitária, da Universidade que esse ano completou os seus 84 anos. Dom Gilberto foi uma pessoa ímpar, tive a oportunidade de conviver com ele desde estudante, quando eu iniciei a minha formação na PUC-Campinas, na década de 1980 e ele já era arcebispo. Depois o acompanhei como professor, depois como Pró-Reitor, Vice-Reitor e Reitor. Então, tenho um carinho muito grande por Dom Gilberto”, reforçou o Prof. Dr. Germano Rigacci Júnior.


















