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Faculdade de Serviço Social promove a oitava edição da Jornada das Mulheres

O tema deste ano é “O Feminicídio Como Expressão Fatal da Violência Contra as Mulheres”

A Faculdade de Serviço Social, em parceria com as Faculdades de Ciências Sociais, Direito, Educação Física e Pedagogia, promove, nesta quinta-feira, dia 26 de março, às 19h20, no Auditório Cardeal Agnelo Rossi, localizado na Escola de Ciências Humanas, Jurídicas e Sociais (HJS), no Campus I, a VIII Jornada das Mulheres, cujo tema deste ano é “O Feminicídio Como Expressão Fatal da Violência Contra as Mulheres”. A entrada é gratuita.

De acordo com a diretora da Faculdade de Serviço Social, Profa. Dra. Jeanete Liasch Martins de Sá, compete à Universidade, diante de questões relevantes para a sociedade, como é o caso do feminicídio, “a análise crítica e a apresentação de propostas, estabelecendo a ponte entre o saber acadêmico e a comunidade, em cumprimento à sua missão, ao compromisso ético e à responsabilidade social universitária”.

A mesa-redonda, que será coordenada pela Profa. Dra. Maria Virginia Righetti Fernandes Camilo, da Faculdade de Serviço Social, e precedida por uma apresentação do Grupo de Música Popular do Centro de Cultura e Arte (CCA) da Universidade, irá debater, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, o feminicídio como expressão máxima da violência contra a mulher, discutindo caminhos para o desenvolvimento de ações educativas, o fortalecimento dos sistemas de justiça e segurança e a implementação de políticas públicas eficazes de prevenção e enfrentamento. Farão parte da discussão, as professoras doutoras Carla da Silva, da Faculdade de Serviço Social; Camilla Massaro e Stela Cristina de Godoi, da Faculdade de Ciências Sociais; e Waleska Miguel Batista, da Faculdade de Direito.

Sobre o evento
De acordo com a diretora da Faculdade de Serviço Social, Profa. Dra. Jeanete Liasch Martins de Sá, a Jornada das Mulheres surgiu de debates realizados por um grupo de docentes da Escola de Ciências Humanas, Jurídicas e Sociais, tendo em vista o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.

“Em sua oitava edição, a Jornada, que tem ocorrido com regularidade, evidencia que o evento contempla o desejo da comunidade acadêmica em debater questões concernentes à condição social das mulheres e aos direitos humanos, que são de extrema relevância no Brasil e no mundo de hoje, em especial o feminicídio, que está no ápice da trajetória da violência de gênero”, explica a diretora.

Atualmente, cerca de quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil, número que pode ser ainda maior, uma vez que muitos dos casos são registrados apenas como homicídio, mesmo possuindo elementos que o possam caracterizá-lo como feminicídio. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, houve um crescimento superior a 300% nos registros de feminicídio na última década, considerando como marco a tipificação do crime no ordenamento jurídico brasileiro por meio da Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015.

Diante desse cenário, a diretora ressalta que a PUC-Campinas busca promover espaços de reflexão crítica e interdisciplinar, contribuindo para o debate qualificado e para a construção de propostas que aproximem o conhecimento acadêmico das demandas da sociedade, em consonância com a sua missão institucional e responsabilidade social.

A mesa-redonda, cujo tema será “O Feminicídio Como Expressão Fatal da Violência Contra as Mulheres”, será coordenada pela Profa. Dra. Maria Virginia Righetti Fernandes Camilo, da Faculdade de Serviço Social, e irá debater, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, o feminicídio como expressão máxima da violência contra a mulher, discutindo caminhos para o desenvolvimento de ações educativas, o fortalecimento dos sistemas de justiça e segurança e a implementação de políticas públicas eficazes de prevenção e enfrentamento.

Escolha do tema
Jeanete diz ainda que a escolha do tema “O Feminicídio Como Expressão Fatal da Violência Contra as Mulheres” surgiu durante a Semana de Planejamento Didático-Pedagógico realizada no início deste semestre letivo e que “a Faculdade de Serviço Social, por sua natureza, está sempre atenta às expressões da questão social, incluindo a violência, que tem se intensificado de maneira exponencial nos dias atuais, destacando-se o feminicídio. Sensível a essa realidade e tendo em vista o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, nós propusemos a abordagem deste tema para esta edição da Jornada”.

Parceria com outras Faculdades
Sobre a parceria existente entre as várias Faculdades, a diretora comenta que esta corresponde “à contribuição de áreas distintas do conhecimento e de diferentes disciplinas, o que é fundamental para a abordagem do tema relacionado à violência contra a mulher, mais especificamente ao feminicídio, dada a sua complexidade, presente também em todas as dimensões da realidade”.

Por isso mesmo, segundo ela, “são necessários vários olhares e uma múltipla abordagem que permita uma aproximação do problema real, através do conhecimento interdisciplinar. E é necessário ressaltar essa dimensão transdisciplinar, uma vez que certos elementos comuns, como a vida, a dignidade, os direitos e a justiça perpassam todas as disciplinas envolvidas”.

Universidade como espaço de discussão
A professora Jeanete encerra lembrando que “compete à Universidade, diante de tal questão relevante da sociedade, como é o caso do feminicídio, a análise crítica e a apresentação de propostas, estabelecendo a ponte entre o saber acadêmico e a comunidade, em cumprimento à sua missão, ao compromisso ético e à responsabilidade social universitária. Ao permitir aos alunos e alunas participarem de eventos que abordem temas dessa natureza, a Universidade está potencializando a educação humana e cidadã. No caso específico da PUC-Campinas, há que se acrescentar, como parte de sua missão institucional, a contribuição para a transformação da sociedade, rumo à justiça e à fraternidade”.



Daniel Bertagnoli
24 de março de 2026