Acessibilidade  
Central de Atendimento ao Aluno Contatos oficiais Área do aluno

Exposição internacional na PUC-Campinas promove diálogo entre arte contemporânea e preservação ambiental

Mostra reúne artistas brasileiros e canadenses, promove residência artística no Cerrado e fortalece o diálogo entre criação artística, preservação ambiental e intercâmbio cultural

A PUC-Campinas recebe, entre os dias 5 e 10 de agosto, a exposição internacional Broken Forests Brasil 2026 – Endangered Forests. O projeto reúne artistas brasileiros e canadenses inspirados pelas experiências em diferentes biomas, como as florestas boreais do Canadá e o Cerrado brasileiro. A Universidade é um dos quatro espaços de Campinas que integram a programação, fortalecendo o intercâmbio cultural e o diálogo entre arte contemporânea e preservação ambiental.

A programação terá início na noite desta quarta-feira (5), na Galeria H7 da Faculdade de Artes Visuais, no Campus I. A abertura da exposição está marcada para 19h20 e será seguida por duas performances: WALA (firewitch), da artista canadense lwrds duniam, às 20h, e One Forest, Many Voices, do também canadense Quan Steele, às 21h.

Na abertura da exposição, os estudantes terão a oportunidade de conversar com os artistas participantes, que atuam no Canadá – alguns deles nascidos em países como Peru, Irlanda, Holanda e Taiwan e estabelecidos posteriormente no país. O encontro será mediado pelos professores da Universidade e permitirá aos alunos conhecerem diferentes perspectivas sobre a arte contemporânea e as questões ambientais.

A produção e curadoria são dos artistas Dermot Wilson e Norma Vieira, e do Prof. Me. Matheus Reis, da Faculdade de Artes Visuais da PUC-Campinas. “Para a Universidade, é uma oportunidade de valorizar a questão ambiental no escopo da arte contemporânea e discutir os desafios de preservação do Cerrado sob a ótica de artistas internacionais. A proposta convida a uma reflexão profunda a partir de diferentes contextos culturais, ampliando o repertório de nossos alunos e o debate acadêmico”, afirma Reis.

Grupo Broken Forests com o Prof. Me. Matheus Reis

Ao sediar uma das etapas brasileiras do projeto, a PUC-Campinas amplia as oportunidades de internacionalização para seus estudantes e fortalece seu compromisso com iniciativas que articulam produção artística, pesquisa, cultura e sustentabilidade.

Por meio de diferentes linguagens da arte contemporânea, como fotografia, instalação e performance, a exposição propõe novas formas de compreender e interpretar a relação entre sociedade e natureza, valorizando os saberes indígenas, os conhecimentos locais e as práticas colaborativas na construção de novas narrativas sobre conservação ambiental.

 

A mostra reúne obras desenvolvidas a partir da residência artística realizada no Brasil e conta com a participação dos artistas canadenses Christine Walde, Dermot Wilson, Don Chrétien, Ed Pien, Gwen MacGregor, Jessie Demers, Johannes Zits, lwrds duniam, Paul Walde e Quan Steele.

Arte como diálogo entre culturas e territórios

Na PUC-Campinas, o público poderá conhecer obras que abordam temas como mineração, exploração madeireira, incêndios florestais, biodiversidade e conservação. Produzidas a partir das experiências dos artistas em diferentes biomas, elas conectam as florestas boreais do Canadá ao Cerrado brasileiro e convidam o visitante a refletir sobre diferentes formas de relação entre sociedade e natureza.

Para a artista canadense Jessie Demers, a colaboração entre os participantes é um dos principais diferenciais do Broken Forests. “Encontramos um forte sentimento de união por meio das nossas preocupações socioambientais compartilhadas e do compromisso coletivo com a expressão artística”, afirma. Segundo ela, a troca entre artistas brasileiros e canadenses permitirá “um rico diálogo intercultural e a criação de obras únicas”, fortalecendo a esperança e ampliando as perspectivas de todos os envolvidos.

Já o artista indígena Don Chrétien, da Nação Anishinaabe (Canadá), destaca a experiência de imersão proporcionada pelo projeto e a aproximação entre os povos originários dos dois países. “O Brasil não é um lugar para simplesmente fazer. É um lugar para estar. Estar presente. Estar aberto à curiosidade. Estar junto”, ressalta. Para ele, as florestas devem ser compreendidas “não apenas como paisagens, mas como territórios vivos de memória, conhecimento e pertencimento”, visão compartilhada entre os povos indígenas brasileiros e canadenses.

Residência artística no Cerrado

Grupo Broken Forests com o coletivo de povos originários de Campinas Etnocidade, Kae e Raiz

O Broken Forests é um coletivo internacional criado em 2019 que reúne artistas, curadores e naturalistas do Canadá, Brasil, Polônia e Coreia do Sul. O grupo desenvolve residências artísticas, performances e exposições em áreas ambientalmente ameaçadas, utilizando a arte como instrumento de reflexão, regeneração e conscientização sobre questões socioambientais. Ao longo dos últimos anos, o coletivo realizou projetos em diversos países e consolidou uma colaboração entre os núcleos canadense e brasileiro.

Nesta edição, o projeto promoveu uma imersão no Cerrado. Ao longo de duas semanas, o grupo visitou unidades de conservação em São Paulo e Minas Gerais, dialogou com lideranças indígenas, pesquisadores e ativistas ambientais, conheceu o Cerrado de Viracopos e a Serra da Canastra e desenvolveu pesquisas e intervenções inspiradas nesses territórios e nos desafios de sua preservação. Acesse a página oficial para saber mais sobre o projeto.

Programação simultânea em Campinas

A abertura oficial da Broken Forests Brasil 2026 – Endangered Forests acontece às 19h20 desta quarta-feira (5), na Galeria H7 da Faculdade de Artes Visuais, no Campus I da PUC-Campinas, onde as obras ficarão expostas para visitação do público até a próxima segunda-feira (10). Simultaneamente, a programação acontece em outros três locais da cidade:

  • 6 de agosto (quinta-feira): As atividades prosseguem na A.R.I.E. Mata Santa Genebra. Às 14h, será realizada uma caminhada guiada pela floresta, seguida da performance Interações compartilhadas: convergência de água e solo, uma ação de longa duração (duas horas) dos artistas Johannes Zits e Cristiano Cerejo. Às 17h, a programação continua na Nave na Mata, com um encontro social entre participantes e artistas.
  • 7 de agosto (sexta-feira): Às 18h, ocorre a abertura da exposição na Galeria FOTO PONTO, no bairro Cambuí.
  • 8 de agosto (sábado): A programação se encerra no TOTE Espaço Cultural, em Sousas. A abertura da exposição acontece às 14h. Às 16h, Quan Steele e Norma Vieira apresentam a performance Journey of the Unseen, com duração de 20 minutos. Às 18h, lwrds duniam retorna com a performance WALA (firewitch) e, às 19h, a Brokenz Band realiza uma apresentação musical.

Serviço:

Evento: Exposição Internacional Broken Forests Brasil 2026 – Endangered Forests

Abertura na PUC-Campinas: 5 de agosto (quarta-feira), às 19h20

Período de visitação na universidade: De 5 a 10 de agosto

Local: Galeria H7 – Faculdade de Artes Visuais (Campus I da PUC-Campinas)

Entrada: Gratuita e aberta ao público

 



Thayla Ramos
3 de agosto de 2026

/* CONTEUDO PROGRAMATICO*/