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Em cerimônia na PUC-Campinas, Academia Social forma cinco turmas e fortalece Ecossistema Social de Campinas

Evento robusto certificou turmas em áreas estratégicas do Terceiro Setor, consolidando a parceria entre Fundação FEAC, a Universidade e o GEPPES

Em uma noite que transbordou emoção e senso de propósito, a Academia Social escreveu, na última quarta-feira (17), um capítulo grandioso de sua história. O Campus I da PUC-Campinas foi o palco de uma cerimônia de certificação recorde, que diplomou cinco novas turmas de agentes de transformação social. O evento consolidou a relevância e a expansão de um projeto que se torna, a cada ciclo, mais vital para o fortalecimento das comunidades de Campinas.

A robustez da formatura refletiu a maturidade do programa, fruto da parceria estratégica entre a Fundação FEAC, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas e o Grupo de Estudos e Práticas Permanentes em Educação Social (GEPPES). Desta vez, a qualificação transcendeu as bases da educação social e mergulhou em áreas técnicas essenciais para a sustentabilidade e a eficiência do Terceiro Setor.

Foram certificados os concluintes dos cursos de Educação Social em Movimento: Inclusão e Diversidades, Práticas em Educação Social e SUAS, além de formações especializadas em Estratégias e Técnicas de Captação de Recursos, Planejamento Político-Pedagógico e Governança, Controladoria e Controles Internos. Essa diversidade temática demonstra a visão sistêmica da Academia Social de formar profissionais que atuam na ponta com sensibilidade e empatia, mas que também dominam ferramentas de gestão, planejamento e captação, profissionalizando e fortalecendo as organizações da sociedade civil de dentro para fora.

A importância do momento foi endossada por uma mesa diretiva de peso, composta por Prof. Dr. Rogério Eduardo Rodrigues Bazi, Pró-Reitor de Educação Continuada da PUC-Campinas; Françoise Trapenard, Presidente do Comitê Socioeducativo da Fundação FEAC; Paulo Silva, Coordenador de Projetos do GEPPES e Prof. Dr. Everton Silveira, Supervisor da Academia Social.

As falas das lideranças foram uníssonas em celebrar a potência da colaboração. Para o Prof. Dr. Rogério Eduardo Rodrigues Bazi, Pró-Reitor de Educação Continuada da PUC-Campinas, a iniciativa surte efeito a cada conclusão de etapas. “É um projeto que nos engrandece muito. Para a Pró-Reitoria de Educação Continuada, que executa estes cursos, a iniciativa representa o verdadeiro aprendizado ao longo da vida. Vemos que, para os participantes, a formação engrandece a cada dia sua atuação junto à Comunidade. O ponto de maior destaque é que percebemos uma ação concreta acontecendo nos territórios: uma verdadeira transformação promovida por esses novos líderes e agentes comunitários que passam pelos cursos. Agradecemos imensamente a parceria com a Fundação FEAC e esperamos que muitos outros projetos possam ser executados conjuntamente”.

O Prof. Dr. Everton Silveira, supervisor da Academia Social e responsável pelo PDHI:LA, explicou que a Academia Social é, de fato, um espaço de potencialidades. “Desde o início, a parceria entre a Universidade, a FEAC e o Geppes teve um objetivo muito claro: criar oportunidades para o organismo vivo que é a comunidade de educadores e organizações sociais. São eles que realizam um trabalho cotidiano e fundamental para esta cidade, que é o de encontrar nas pessoas a possibilidade de superarem as condições em que vivem, principalmente em contextos de vulnerabilidade, empobrecimento e invisibilidade. A Academia Social é isso. É um espaço que acolhe esses atores que já atuam e traz uma rede de ações para potencializar, fortalecer e ancorar pessoas e organizações, com o objetivo de que qualifiquem suas ações e produzam mais metodologias e formas de intervenção. É uma reação em cadeia positiva”, disse.

A Conselheira e Presidente do Comitê Socioeducativo da Fundação FEAC, Françoise Trapenard, ressaltou a relevância da qualificação. “Este projeto está inserido na estratégia da FEAC de fortalecimento das Organizações Sociais, e entendemos que isso passa por dois grandes processos: por um lado, a gestão, a liderança e a governança da instituição; por outro, o fortalecimento de suas equipes. Acreditamos que qualificar as equipes é qualificar as instituições. É por isso que fizemos essa aposta em uma formação contínua, gratuita e acessível, tanto para os profissionais que já atuam no setor quanto para os interessados em entrar”.

A Conselheira falou também sobre a demanda por profissionais do segmento. “A falta de pessoas para trabalhar na área é uma queixa recorrente das OSCs. Então, se há escassez, a ideia é formar. Se as OSCs precisam se qualificar, vamos qualificar as equipes que já existem. Nossa intenção principal é qualificar quem está na ponta, trabalhando diretamente com as pessoas atendidas pela organização. Isso para nós é importante porque, além de qualificar do ponto de vista técnico, melhora a percepção de valor desses profissionais. Quando você entrega um certificado validado pela PUC-Campinas, mostrando que essa pessoa passou por uma formação continuada aqui, você a qualifica e dá a ela um sinal de valor. Este setor precisa de mais reconhecimento social”, completou.

Paulo Silva, Coordenador de Projetos Sociais, Culturais e Educação do GEPPES, destacou a potência do projeto. “É um momento de muita celebração por esta iniciativa única. Embora a formação permanente na assistência social já seja uma prática em Campinas, o projeto da Academia Social busca, de maneira estratégica, unir forças para qualificar os trabalhadores que já atuam e aqueles que têm interesse na área. Ficamos muito felizes, pois acompanhamos essa construção desde o começo. Ver agora os formandos compartilhando o que vivenciaram — não apenas o conteúdo, mas as conexões de rede e as novas possibilidades que surgiram dos encontros — é algo de um valor que nem conseguimos mensurar. Que possamos criar uma rede de formação permanente para fortalecer a assistência social e o SUAS como pilares para o projeto de sociedade que buscamos: uma sociedade inclusiva, participativa, onde todos tenham seu lugar e onde possamos encontrar os caminhos de forma coletiva.”

O coração do evento pulsou mais forte quando os protagonistas, os formandos, subiram ao palco. Em um dos momentos mais emocionantes, cinco alunos representantes, um de cada curso, tomaram a palavra. Seus discursos, carregados de experiências pessoais e gratidão, foram a prova viva do impacto da Academia. Eles deram voz aos desafios diários, às descobertas que transformaram suas práticas e à esperança renovada para seguir atuando em suas causas.

A entrega dos certificados se traduziu no reconhecimento individual de meses de dedicação e a celebração coletiva de um sonho. Sob aplausos de familiares e amigos, cada nome chamado representava uma história, um território, uma comunidade que será positivamente impactada por aquele profissional agora mais bem preparado.

Patricia Torres, é Presidente de uma ONG no Jardim Santa Eudóxia que atende 60 crianças. Para ela, o aprendizado do curso é convertido na prática diariamente. “Aqui nós viemos para ampliar o conhecimento e fazer trocas. Este já é o terceiro curso que faço na Academia Social, e eles vieram para complementar minha formação e me trazer um porto seguro para atuar. A gratuidade também contribui muito para nós, que não teríamos recursos para custear. Já estamos aplicando o que aprendemos: estamos colocando a creche em ordem, e o curso contribuiu diretamente para a nossa gestão e para o trabalho com as famílias, os atendidos e toda a equipe de trabalhadores.”

Claudia Gomes, formanda do curso de Práticas em Educação Social e SUAS: Desenvolvimento e Implementação, é pedagoga e trabalha com uma ONG na região do Campo Belo, atendendo uma média de 50 famílias. “Eu quero ampliar meu conhecimento para que eu possa trabalhar com elas de maneira mais direcionada, não somente no assistencialismo. O curso também me ajudou muito na área da pedagogia, porque eu trabalho em uma creche inserida em uma Comunidade. E essa comunicação e o entendimento com as famílias também veio a partir do conhecimento obtido no curso”.

Gustavo de Campos Araújo, é formado em Serviço Social, e atua na política de assistência social em Campinas. Ele concluiu o curso de Governança, Controladoria e Controles Internos para o Terceiro Setor e já tem aplicado o que aprendeu. “Atuamos na região sul de Campinas com ações voltadas para o serviço socioassistencial. Fiz o curso de governança, que é uma área muito diferente da minha atuação hoje, que é mais técnica e operacional. Embora eu tivesse vivência nessa parte administrativa e burocrática, eu não tinha a compreensão efetiva. O curso foi muito importante para me trazer conhecimento e habilidades, que consigo converter em contribuição para o desenvolvimento da instituição onde trabalho e para meu crescimento pessoal e profissional. Toda vez que saio de uma aula, tenho uma troca com a equipe para estruturar e melhorar nossas ações, buscando uma melhoria constante para um trabalho cada vez mais qualificado e com transparência”.

Ao final, a cerimônia encerrou-se deixando um legado de inspiração e a certeza de que a Academia Social é hoje um Ecossistema pulsante.



Carlos Giacomeli
18 de dezembro de 2025