
Egressos de Medicina retornam à PUC-Campinas 40 anos após a formatura
Formados em 1986, 24 egressos da 10ª turma do Curso de Medicina conheceram as transformações da Universidade e do Hospital PUC-Campinas ao longo das últimas quatro décadas
Quarenta anos depois de deixarem as salas de aula como estudantes de Medicina, 24 egressos da 10ª turma do Curso de Medicina da PUC-Campinas voltaram à Universidade, no dia 15 de agosto, para reencontrar antigos colegas, revisitar espaços que fizeram parte da formação profissional e reviver memórias de uma época que permanece presente na trajetória de cada um.
Formada em 1986, a turma reúne médicos que, ao longo das quatro décadas, construíram carreiras em diferentes áreas da Medicina. O reencontro teve um significado ainda maior: para alguns, era a primeira oportunidade de retornar à Universidade desde a formatura.
Segundo a Diretora do SUS do Hospital PUC-Campinas, Dra. Rita Ishida, a visita nasceu do desejo da turma de celebrar os 40 anos de formatura e retornar à Instituição que marcou suas trajetórias. “Eles estavam muito ansiosos para visitar a Universidade, porque tem muitos que saíram daqui e nunca mais voltaram. Eles estão voltando para a casa onde aprenderam e onde construíram parte importante da história de suas vidas. É muito interessante fazer esse contato depois de tanto tempo com os egressos da Universidade e perceber que eles continuam tendo esse vínculo com a instituição”, explicou.
A visita incluiu um tour por diversos espaços da Universidade e do Hospital PUC-Campinas. Um dos momentos mais simbólicos foi o encontro com a placa instalada no acesso ao primeiro andar do Bloco A, onde estão registrados os nomes dos formandos de 1986. A turma foi a primeira a deixar seus nomes eternizados nesse espaço.
De volta à sala de aula
Se rever os antigos espaços já despertava lembranças, voltar para uma sala de aula trouxe uma emoção ainda mais especial. Os médicos se sentaram novamente nas carteiras, como faziam quatro décadas atrás, e participaram de uma simbólica chamada oral, com a leitura dos nomes de todos os formandos da turma.
Essa experiência fez ressurgir lembranças dos primeiros anos da Graduação, das amizades e dos desafios enfrentados durante a formação médica.
“Voltar agora a sentar todo mundo junto e responder à chamada, como se fosse há 40 anos, é gratificante, é muito bom para o coração e para a alma da gente”, afirmou o médico João Batista de Oliveira Júnior, especialista em Medicina do Trabalho.
Para Carlos Augusto Basso, especialista em Clínica Médica, o momento representou uma retomada de uma história marcada pela saudade. “É uma retomada há quarenta anos. Realmente emociona pelo que a gente passou e o que sobra bastante é a saudade”, disse.
“Eu me lembrei da primeira semana de aula, quando nós chegamos aqui e fomos recebidos. Depois começamos com a primeira aula de Anatomia e falei: nossa, vamos ter que estudar muito aqui. E realmente não foi fácil, mas foi muito prazeroso”, relembrou Maurício Corrêa Addor, cirurgião do aparelho digestivo e especialista em cirurgia bariátrica.
- Dr. João Batista de Oliveira Júnior
- Dr. Carlos Augusto Basso
- Dr. Maurício Corrêa Addor
Para a médica cardiologista Samira Ghorayeb, a sensação foi de que as quatro décadas simplesmente desapareceram por alguns instantes. “Parece que a gente voltou no tempo. Tínhamos 17, 18 anos. É uma emoção tão grande e um momento que vamos levar para o resto das nossas vidas”, afirmou.
Maria Tereza de Carvalho Poli, que atua na área de radiologia, também destacou a força do reencontro. Ao lembrar do momento em que deixou a Universidade, afirmou que saiu “muito triste” por saber que aquela rotina e a convivência diária com os amigos chegavam ao fim. Quatro décadas depois, voltar à Instituição tornou a presença dos antigos colegas especialmente significativa. “Estar aqui nesse lugar, na presença física, para mim é muito importante”, afirmou.
- Dra. Samira Ghorayeb
- Dra. Maria Tereza de Carvalho Poli
Três gerações de médicos

Dr. André Augusto Gemeinder de Moraes
Entre as histórias que ganharam um significado especial durante a visita está a do médico oncologista André Augusto Gemeinder de Moraes. Sua relação com a PUC-Campinas atravessa três gerações da família: o pai foi professor de Medicina da Universidade e se aposentou como docente da Instituição; ele se formou na PUC-Campinas; e, atualmente, seu filho também cursa Medicina na Universidade.
“Hoje é a terceira geração da minha família que está aqui. É uma Faculdade de Medicina muito respeitada e, ao ver essa evolução, fico emocionado porque eu vi isso aqui no começo, no início da Faculdade de Medicina, e hoje vejo o quanto ela cresceu e se consolidou. Eu vejo que a PUC-Campinas dá oportunidades que naquela época não oferecia, porque as especialidades começaram a crescer dentro do hospital e agora tem outra visão, outra influência, outra abrangência”, afirmou.
Formação que vai além da Medicina
Para os egressos, a importância da PUC-Campinas em suas trajetórias não se resume ao conhecimento técnico adquirido durante a graduação. As lembranças compartilhadas durante o reencontro revelaram o papel da Universidade na formação pessoal, nas amizades e na construção de valores que acompanharam os médicos ao longo da carreira.
- Dra. Maria Auxiliadora Rodrigues de Oliveira
- Dr. Pedro Ishida
A pediatra Maria Auxiliadora Rodrigues de Oliveira, destacou essa dimensão humana da experiência. “Nós entramos aqui crianças e crescemos enquanto pessoa aqui com uma vocação para fazer o bem, para cuidar e para olhar atentamente para o próximo”, afirmou.
“A PUC-Campinas foi quem formou a todos nós. Uma formação com capacitação técnica, com o espírito ético, com o espírito humanístico que a Universidade sempre pregou”, complementou Maurício Addor.
Pedro Ishida, especialista em cirurgia geral e endoscopia digestiva e que permanece atuando no Hospital PUC-Campinas desde os primeiros anos de sua carreira, também destacou a satisfação de acompanhar o crescimento da instituição e perceber que a turma fez parte dessa história. “É muito gratificante poder mostrar o que a nossa Universidade e o nosso hospital estão crescendo. E sentir que eles fizeram parte disso também. Então isso é importante para a gente”, afirmou.
































