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Cesta Básica volta a subir e acumula segunda maior alta do país no ano, aponta Observatório PUC-Campinas

Após cinco meses de alívio, o custo para se alimentar na cidade aumentou em outubro, puxado pela forte alta da batata e do tomate

O alívio no bolso do consumidor campineiro terminou em outubro. Após cinco meses consecutivos de queda, a Cesta Básica de Campinas voltou a subir, registrando uma alta de 0,44% e atingindo o valor de R$ 771,81, segundo o levantamento mensal do Observatório PUC-Campinas. Mais preocupante, no entanto, é o desempenho acumulado em 2025: com uma variação de 4,60% desde o início do ano, Campinas ostenta o segundo maior aumento entre 16 capitais brasileiras monitoradas pelo Dieese, um indicativo da forte pressão inflacionária sobre os alimentos na cidade.

A alta de outubro foi puxada principalmente por dois itens essenciais na mesa das famílias: a batata, que disparou 25,81%, e o tomate, com aumento de 10,46%. Curiosamente, a forte alta da batata no mês ocorre apesar de o item ainda registrar variação negativa no acumulado do ano. Já o tomate apresenta alta tanto na análise mensal quanto na anual. Esses produtos, sensíveis a variações climáticas e de safra, foram os grandes vilões do orçamento no período. Na contramão, produtos de alto consumo trouxeram um leve respiro, com destaque para as quedas no pão francês (-8,09%) e no arroz (-8,71%), que ajudaram a conter um aumento ainda maior no custo total da cesta.

O cenário de Campinas se alinha ao da maior parte da região Sudeste, onde capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória também registraram altas no custo de seus conjuntos de alimentos básicos, enquanto apenas Belo Horizonte apresentou uma leve queda. Contudo, é na comparação nacional que a situação campineira se destaca e acende um alerta. O aumento de 4,60% acumulado no ano é superado apenas pelo registrado em Porto Alegre, colocando a cidade em uma posição de destaque negativo no que diz respeito ao custo da alimentação básica.

Apesar da alta pontual de outubro e do forte acumulado no ano, a perspectiva do Observatório PUC-Campinas é de que os preços dos alimentos se acomodem nos últimos meses. A projeção, baseada nos movimentos gerais de preços, é que a variação da cesta básica possa fechar o ano de 2025 dentro dos cinco pontos percentuais, um patamar ainda elevado, mas que sugere uma possível estabilização nos próximos levantamentos.

Confira o levantamento completo abaixo:



Daniel Bauman
17 de novembro de 2025