
Alunos de Engenharia Ambiental e Sanitária visitam o maior aterro sanitário da América Latina
O objetivo foi aproximar os estudantes da realidade da gestão de resíduos sólidos em grande escala e dos desafios associados à disposição final ambientalmente adequada

De acordo com a Profa. Ma. Lais Almeida de Souza (ao centro, de camisa branca), que acompanhou os alunos e alunas durante a atividade, o objetivo desta foi aproximá-los da realidade da gestão de resíduos sólidos em grande escala e dos desafios associados à disposição final ambientalmente adequada.
Nove estudantes do sexto semestre do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da PUC-Campinas realizaram, no último dia 13 de novembro, uma visita técnica à Unidade de Valorização Sustentável (UVS) da Solví Essencis, empresa do ramo de gestão em engenharia ambiental, em Caieiras, na Grande São Paulo. O local é reconhecido como o maior aterro sanitário da América Latina e o terceiro maior do mundo.
De acordo com a Profa. Ma. Lais Almeida de Souza, que acompanhou os alunos e alunas durante a atividade, o objetivo desta foi aproximá-los da realidade da gestão de resíduos sólidos em grande escala e dos desafios associados à disposição final ambientalmente adequada.
Instalada em uma área de, aproximadamente, 3,5 milhões de metros quadrados (cerca de 350 hectares), a UVS Caieiras recebe em torno de 10.500 toneladas por dia de resíduos domiciliares e industriais, que chegam em cerca de mil caminhões provenientes da Região Metropolitana de São Paulo e de outros municípios. O empreendimento abriga, em um mesmo complexo, aterros para resíduos Classe I (perigosos) e Classe II (não-perigosos), unidades de pré-tratamento e de armazenamento temporário, bem como um laboratório de controle ambiental, configurando uma infraestrutura de referência nacional em tratamento e destinação de resíduos.

Durante a visita, os estudantes puderam ver, em toda a sua plenitude, a Unidade de Valorização Sustentável (UVS) da Solví Essencis, em Caieiras, na Grande São Paulo. O local é reconhecido como o maior aterro sanitário da América Latina e o terceiro maior do mundo.
Aproveitando o biogás
Durante a visita, os estudantes puderam ainda conhecer o sistema de captação e aproveitamento do biogás gerado pela decomposição dos resíduos. No local, opera também a Termoverde Caieiras, a maior usina termelétrica movida a biogás de aterro sanitário do Brasil, com potência instalada de 29,5 megawatts. A energia elétrica produzida, da ordem de 230 mil megawatts/hora por ano, é suficiente para abastecer uma cidade de cerca de trezentos mil habitantes, contribuindo para a redução das emissões de metano (gás de efeito estufa muito mais potente que o dióxido de carbono) e para a geração de créditos de carbono, que são certificados negociáveis que representam uma tonelada de dióxido de carbono que deixou de ser emitida ou foi removida da atmosfera por meio de projetos de sustentabilidade, como reflorestamento ou energia limpa, funcionando como uma ferramenta para empresas e países compensarem as suas emissões e cumprirem metas climáticas, incentivando a descarbonização e a proteção ambiental.
Os alunos e alunas também foram apresentados à recém-implantada usina Essencis Biometano, resultado de uma parceria entre o Grupo Solví e a MDC Energia (empresa do setor de energia, com destaque para os segmentos de biometano e gás natural), que purifica o biogás captado no aterro para a produção de biometano combustível. A planta possui capacidade instalada para produzir cerca de setenta mil metros cúbicos de biometano por dia, sendo este destinado a indústrias e transportadoras “comprometidas com a descarbonização de suas operações”, de acordo com a professora Lais.

A programação foi concluída com a visita ao viveiro de mudas da unidade e às estruturas do Centro de Educação Ambiental, que também abriga um viveiro que contêm espécies nativas da Mata Atlântica utilizadas em ações de recuperação de áreas e em atividades de educação ambiental com escolas, universidades e a comunidade.
Discutindo temas ambientais
A programação foi concluída com a visita ao viveiro de mudas da unidade e às estruturas do Centro de Educação Ambiental, que também abriga um viveiro que contêm espécies nativas da Mata Atlântica utilizadas em ações de recuperação de áreas e em atividades de educação ambiental com escolas, universidades e a comunidade. Nesse espaço, segundo a professora, os estudantes puderam discutir temas como restauração florestal, cinturão verde no entorno do aterro e a importância de integrar a dimensão social e educativa aos grandes empreendimentos de infraestrutura ambiental.
“A experiência foi essencial para consolidar os conteúdos trabalhados em sala de aula. Conhecer um aterro que recebe resíduos Classe I e II, opera tecnologias de valorização energética e mantém programas estruturados de educação ambiental, sem dúvida nenhuma, permite que os futuros engenheiros compreendam, de forma crítica e concreta, como a legislação, a engenharia e a responsabilidade socioambiental se materializam em soluções reais para os desafios da gestão de resíduos sólidos no Brasil”, encerra Lais.

