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Alunos de Ciência de Dados desenvolvem o seu primeiro algoritmo de inteligência artificial

O objetivo do exercício foi auxiliá-los na transformação de grandes volumes de dados em resultados coerentes com o comportamento do consumidor final

Os estudantes do primeiro semestre do Curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificia, desenvolveram, no último dia 27 de março, em um dos laboratórios de informática da Escola de Ciências Humanas, Jurídicas e Sociais (HJS), o seu primeiro algoritmo de inteligência artificial (IA).

A aula denominada “Meu Primeiro Algoritmo de IA”, ministrada pelo Prof. Me. Valdomiro Plácido dos Santos, buscou auxiliar os atuais alunos e alunas e futuros profissionais na transformação de grandes volumes de dados em resultados coerentes com o comportamento do consumidor final.

A aula denominada “Meu Primeiro Algoritmo de IA”, ministrada pelo Prof. Me. Valdomiro Plácido dos Santos, buscou, exatamente, auxiliar os atuais alunos e alunas e futuros profissionais na transformação de grandes volumes de dados em resultados coerentes com o comportamento do consumidor final.

De acordo com o professor, com o avanço dessa tecnologia, o papel do cientista de dados tem se tornado cada vez mais estratégico, sendo importante que ele tenha a capacidade de relacionar dados de várias fontes e interpretar o significado por trás deles, permitindo assim que as empresas possam agir com maior agilidade, inteligência, eficácia e segurança na tomada de decisões. Ele complementa explicando que a ideia da aula foi fazer com que os estudantes, ao trabalhar com o uso de dados para a tomada de decisões, pudessem acompanhar as aplicações práticas desse uso, como, por exemplo, no investimento financeiro em propagandas em mídias como televisão, rádio e jornal impresso e medir, posteriormente, o resultado das vendas a fim de se chegar à conclusão sobre qual desses meios de comunicação gera o melhor resultado.

“Os alunos realizaram esse tipo de análise em todas as etapas do processo. Eles produziram comparações entre os investimentos feitos em mídias distintas e compararam as correlações existentes entre a aplicação financeira efetivada e o resultado das vendas. Além disso, eles também participaram de uma atividade referente a apresentação de um sistema de recomendação (ferramenta de inteligência artificial que filtra grandes volumes de dados para sugerir itens personalizados, como filmes, músicas e afins aos usuários) com o objetivo de entenderem como as empresas de streaming, por exemplo, usam dados de seus clientes para sugerirem um produto, conteúdo ou serviço. O intuito foi identificar se um usuário possuía correlação com o outro e se daria para usar o comportamento de um consumidor para prever o comportamento de outro”, explica Valdomiro.

De acordo com o Prof. Me. Valdomiro Plácido dos Santos, com o avanço da tecnologia ensinada, o papel do cientista de dados tem se tornado cada vez mais estratégico, sendo importante que ele tenha a capacidade de relacionar dados de várias fontes e interpretar o significado por trás deles, permitindo assim que as empresas possam agir com maior agilidade, inteligência, eficácia e segurança na tomada de decisões.

Identificando correlações
Ele continua dizendo que “com os dados em mãos, os estudantes podem, à primeira vista, não conceber nenhum tipo de correlação, porque os dados estão crus, mas, como o conhecimento técnico que eles já acumularam na disciplina ao longo desses primeiros meses de aulas e com a capacidade e as competências que eles estão desenvolvendo como cientistas de dados, eles já começam a se tornar capazes de identificar quais variáveis influenciam nas vendas. Nessa aula, referente ao primeiro algoritmo, o objetivo é identificar qual variável, ou, no caso em questão, qual investimento dá melhor resultado nas vendas, tendo maior correlação e a tarefa é realizar todas as análises, medir o grau de correlação de uma coisa com a outra e identificar se aquela correlação é forte o suficiente para recomendar a um gestor tomar uma decisão ou outra, porque o grande papel do cientista de dados é usar os dados para melhorar a tomada de decisão a fim de diminuir a incerteza, pois 100% de certeza, nós nunca teremos, mas podemos diminuir a incerteza e o que eu fiz ao longo da aula foi ensiná-los a interpretar os dados e a encontrar informações relevantes neles para uma melhor tomada de decisão do cliente”.

A programação toda foi realizada em um sistema chamado Python, uma linguagem de programação de alto nível, interpretada, de script (conjunto de instruções escritas em uma linguagem de alto nível, lido por um sistema ou software, para automatizar tarefas, criar interatividade em sites ou controlar aplicações), imperativa, orientada a objetos e de tipagem dinâmica, amplamente utilizada para automação, análise de dados, IA e desenvolvimento web.

Identificando a melhor tomada de decisão
Segundo o professor, “só com essa ferramenta e com os conhecimentos aprendidos, os alunos já conseguem avaliar os dados, identificar correlações, captar tendências e recomendar uma boa tomada de decisão e essa é só a primeira aula em que eles estão usando dados para identificar a melhor tomada de decisão. O que eles aprenderam até agora foi a fundamentação teórica e prática para se fazer isso. Em relação a teoria, sobre qual teoria usar, e na prática, o que eu uso da linguagem para fazer o que eu preciso. O quanto eu confio na previsão que eu estou fazendo? Porque, afinal, nós estamos fazendo previsão de vendas baseada no investimento em publicidade, então, a pergunta que fica é: o quanto nós podemos confiar, qual é o grau de certeza que nós temos nessa previsão e, por fim, só com estes conhecimentos iniciais, nós já conseguimos fazer isso?”.

O aluno Caio de Moraes diz ter achado a aula, não só interessante, mas importante, em especial, pelos ensinamentos na seara do “predizer possíveis futuros” e que esse tipo de ação já é muito importante no contexto mercadológico atual, “porque é algo que vai, cada vez mais, auxiliar as empresas a desenvolverem uma estratégia mais propícia para gerar um lucro maior”.

Valdomiro completa dizendo que “é claro que, avançando no curso, eles vão avançar também no aprendizado de máquina, de IA generativa (tipo de inteligência artificial focada em criar novos conteúdos, como textos, imagens, vídeos, áudios e códigos, a partir de modelos treinados com grandes volumes de dados) e vão usar muito mais recursos para melhorar ainda mais essa orientação para a tomada de decisão”.

Predizendo possíveis futuros
O aluno Caio de Moraes diz ter achado a aula, não só interessante, mas importante, em especial, pelos ensinamentos na seara do “predizer possíveis futuros”. “Na aula de hoje, a gente analisou o investimento em publicidade em várias mídias e correlacionamos esse investimento com o número de vendas e, com essa análise, a gente pôde predizer que é o melhor investimento a ser feito. Esse tipo de ação é muito importante no contexto mercadológico atual, porque é algo que vai, cada vez mais, auxiliar as empresas a desenvolverem uma estratégia mais propícia para gerar um lucro maior e a gente tem aprendido a fazer isso através da geração de um código em IA, que consegue fazer essa predição pra gente, pois realizar todo esse trabalho manualmente é muito mais complexo e extenuante, então a IA facilita em muito o trabalho e ele pode ser usado em, praticamente, quaisquer contextos. Um exemplo é o da Netflix e o seu sistema de recomendação, em que você vai assistindo aos filmes e aí, eles analisam o seu gosto, o perfil do que você assiste e faz uma predição com base nele, recomendando-o a você produtos parecidos em sua página principal. Isso é muito interessante”, comenta.

O aluno Luiz Henrique Silva Gonçalves, explica que, na atualidade, “as empresas estão procurando pessoas que gerem um algoritmo para que elas possam vender mais, porque, com o algoritmo, é possível fazer funcionar o sistema de recomendação e as pessoas poderão clicar, conhecer e comprar mais diversos produtos que, em um primeiro momento, elas não teriam condição de conhecer” e ressalta que “isso já é, simplesmente, o futuro”.

O algoritmo é o futuro
O também aluno Luiz Henrique Silva Gonçalves, por sua vez, corrobora a importância do ensino da análise de dados e de como se fazer predições. “Se a gente investir, por exemplo, mais em propagandas de TV do que em outras mídias, quanto de retorno financeiro a empresa terá? É para saber isso que é tão importante que a gente consiga fazer um algoritmo e implementar um código para que a inteligência artificial possa fazer todo o trabalho pela gente. Hoje, a gente aprendeu a analisar, a ler os dados e as empresas precisam disso para diferentes áreas do mercado de trabalho. Com todos esses dados em mãos, a gente entra em uma linguagem de programação, configura tudo certinho, faz os cálculos, deixa os dados na memória e, depois, só imprime os resultados e os usa. E existem várias linguagens diferentes para se fazer isso. Inclusive, cada biblioteca de linguagem é um pouco diferente da outra, por isso que a gente tá aprendendo a programar, tanto em Python, quanto em Java e em diversas outras bibliotecas”.

Ele finaliza esclarecendo que, hoje em dia, as empresas estão procurando pessoas que gerem um algoritmo para que elas possam vender mais, porque, com o algoritmo, é possível fazer funcionar o sistema de recomendação e as pessoas poderão clicar, conhecer e comprar mais diversos produtos que, em um primeiro momento, elas não teriam condição de conhecer. Por isso, o que a gente aprendeu aqui hoje é tão importante, porque isso já é, simplesmente, o futuro”.



Daniel Bertagnoli
1 de abril de 2026