
Evento apresenta trabalhos de estudantes do 2º ano de Enfermagem à comunidade negra
“Trocando Experiências e Saberes” exibiu ações voltadas às necessidades desta população

O especialista em Empreendedorismo e Inovação Universitária da PUC-Campinas, Raul Santos (da esquerda para a direita, o primeiro em pé); a coordenadora do Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros (CEAAB), Comendadora Edna Almeida Lourenço (da esquerda para a direita, a quarta em pé); e a diretora da Faculdade de Enfermagem, Profa. Dra. Gabriela Marchiori Carmo Azzolin (da esquerda para a direita, a sexta em pé) na companhia de estudantes participantes do evento.
Com o objetivo de apresentar à comunidade negra os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes do 2º ano do curso de Enfermagem da PUC-Campinas, concebidos através dos componentes curriculares “Projeto Integrador IV” e “Empreendedorismo em Saúde”, ocorreu, no último dia 26 de novembro, no Auditório da Biblioteca do Campus II, o evento “Trocando Experiências e Saberes”, que exibiu inúmeras ações voltadas às reais necessidades desta população.
Após a abertura do encontro, que contou com a presença da diretora da Faculdade de Enfermagem, Profa. Dra. Gabriela Marchiori Carmo Azzolin; da coordenadora do Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros (CEAAB), Comendadora Edna Almeida Lourenço; e do decano da Escola de Ciências da Vida (ECV), Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira de Camargo, houve uma apresentação de startups e de projetos de empreendedorismo em saúde, que foi seguida pela Feira de Inovação e Empreendedorismo em Saúde, com a exposição de produtos e serviços desenvolvidos pelos estudantes.
Ao final, houve uma premiação simbólica dos destaques do evento, cujo objetivo foi reconhecer os grupos que mais chamaram a atenção pela criatividade, impacto social, coerência metodológica e sensibilidade no trato das temáticas relacionadas à saúde da população negra. De acordo com a professora Gabriela, este “não teve caráter competitivo, mas sim de valorização acadêmica, estimulando o protagonismo estudantil e incentivando que os projetos continuem se desenvolvendo dentro e fora da Universidade”.

O evento “Trocando Experiências e Saberes” aconteceu no último dia 26 de novembro, no Auditório da Biblioteca do Campus II. A abertura do encontro contou com a presença da diretora da Faculdade de Enfermagem, Profa. Dra. Gabriela Marchiori Carmo Azzolin; da coordenadora do Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros (CEAAB), Comendadora Edna Almeida Lourenço; e do decano da Escola de Ciências da Vida (ECV), Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira de Camargo.
Formação crítica, social e humanizada
Sobre o evento, realizado em parceria com o CEAAB, a professora comenta que este teve um papel fundamental para o fortalecimento da formação “crítica, social e humanizada dos estudantes do 2º ano do curso de Enfermagem”. Ela diz ainda que “a partir dos componentes curriculares ‘Projeto Integrador IV’ e ‘Empreendedorismo em Saúde’, os estudantes desenvolveram planos de negócio e ações acadêmicas voltados para as necessidades reais da população negra, considerando a sua trajetória histórica e os impactos ainda presentes do preconceito e das desigualdades estruturais” e que “o evento possibilitou que esses trabalhos ganhassem visibilidade, reforçando o compromisso da Faculdade de Enfermagem com a defesa da equidade em saúde e com a formação de profissionais sensíveis às vulnerabilidades e às demandas específicas dessa comunidade”.
Ensino, inovação e enfrentamento das desigualdades
Sobre as atividades ocorridas durante o evento, a diretora explica que estas buscaram a integração entre ensino, inovação e enfrentamento das desigualdades. “Dentre as ações ocorridas, eu destaco a apresentação dos projetos integradores, onde os alunos e alunas apresentaram propostas educativas e intervenções em saúde voltadas para as mulheres, as crianças, os adolescentes e as famílias negras em situação de vulnerabilidade. Esses projetos foram construídos a partir da análise das necessidades trazidas pelo CEAAB e por estudos sobre racismo estrutural e iniquidades em saúde. Além disso, houveram propostas de empreendedorismo em saúde, onde, dentro do componente de Empreendedorismo, cada grupo desenvolveu um plano de negócio voltado para solucionar demandas identificadas no território e na própria comunidade negra, sendo apresentados protótipos, estratégias e produtos que reforçam o papel do enfermeiro como agente de inovação e transformação social”.
Startups parceiras e Feira de Inovação
Além das apresentações e das propostas, Gabriela lembra ainda das startups parceiras, que “trouxeram tecnologias voltadas à saúde, ampliando o repertório dos estudantes sobre teleatendimento, soluções digitais e inovação em serviços de cuidado. Esse momento aproximou os alunos e alunas do mercado de healthtechs (referem-se a empresas e startups que usam tecnologia para inovar e melhorar os serviços de saúde, tornando-os mais eficientes, acessíveis e personalizados) e mostrou possibilidades de atuação para a enfermagem além dos campos tradicionais”.
“Além disso, houve a Feira de Inovação e Empreendedorismo em Saúde, que reuniu os projetos desenvolvidos ao longo do semestre em um ambiente interativo, onde os estudantes puderam expor as suas ideias, dialogar com o público e apresentar soluções criativas voltadas à promoção da equidade racial em saúde, fortalecendo a cultura de inovação dentro da Faculdade”, comenta Gabriela.
Consolidando uma parceria
Ela completa dizendo que o “Trocando Experiências e Saberes” marcou “um momento importante de aproximação entre a Faculdade de Enfermagem e o CEAAB, consolidando uma parceria que amplia a discussão sobre a saúde da população negra dentro da graduação. Além disso, reforçou o compromisso institucional da PUC-Campinas com a formação de enfermeiros capazes de compreender o território, promover ações equitativas e atuar com sensibilidade frente às desigualdades históricas que atravessam a população negra no Brasil”.
Criando um ambiente de conhecimento
Para a coordenadora do CEAAB, Comendadora Edna Almeida Lourenço, o “Trocando Experiências e Saberes” cria um ambiente de conhecimento que “facilita a interação, a transação e o compartilhamento de informações sobre a inquestionável desigualdade racial no Brasil, de caráter estrutural e sistêmico, que persiste devido a fragilidade de políticas públicas para o seu enfrentamento, então, vale ressaltar que construir uma sociedade mais igualitária requer a compreensão do papel de cada estrutura socioeconômica na reprodução do racismo para elaborar estratégias efetivas de enfrentamento”.
“É preciso lembrar ainda que a proposta do Projeto Integrador IV é alcançar um atendimento digno à população negra, adotando as seguintes medidas: foco exclusivo, abordagem humanizada, ciência e vivência, espaço de acolhimento e atenção da enfermagem. Eu reconheço que isto tem sido realizado com muita competência, o que, na verdade, é uma grande alavanca para a conscientização e ação integrada entre estudantes e professores”, encerra a Comendadora.







