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RMC tem segundo mês consecutivo de queda na oferta de empregos

Estudo do Observatório PUC-Campinas mostra, no entanto, que o Município de Campinas teve boa recuperação

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) fechou o mês de outubro com saldo positivo de 1.371 novos postos de trabalho, segundo análise do Observatório PUC-Campinas. O número, porém, é menor se comparado a setembro, que registrou saldo de 1.624 colocações. Este é o segundo mês consecutivo de queda na oferta de empregos.

Para a economista Eliane Navarro Rosandiski, responsável pela análise dos dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o momento é consequência das incertezas ainda presentes no país. “A redução de emprego está, certamente, relacionada às expectativas quanto aos rumos da política econômica”, finalizou.

O Município de Campinas, que apresentou no último levantamento um resultado inesperado – com saldo de apenas 29 novas ocupações –, recuperou o dinamismo na geração de empregos na RMC ao encerrar o mês de outubro com 594 postos. Outros destaques no período foram as cidades de Santa Bárbara D’Oeste, Paulínia e Americana.

As oportunidades se concentraram nas atividades de serviços e comércio, que possibilitaram a inserção de 1.738 pessoas no mercado de trabalho. Por outro lado, o segmento da Construção Civil e a Indústria de Transformação – que freou o crescimento observado no mês de setembro – foram responsáveis por reduzir o saldo de empregos na região em razão do desligamento de trabalhadores.

O salário médio dos admitidos na RMC foi de R$ 1.745,59. Contudo, os profissionais com nível de ensino médio, que ocuparam grande parte dos cargos oferecidos no período, recebem uma remuneração 14% menor.

Observatório PUC-Campinas

O Observatório PUC-Campinas é responsável pelo monitoramento de dados socioeconômicos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e está, atualmente, amparado em quatro eixos temáticos: Atividade Econômica/Comércio Internacional; Emprego/Renda; Sustentabilidade/ Desafios do Milênio; e Indicadores Sociais. Os estudos se estruturam na seleção de indicadores e análise sistêmica de dados que podem ser usados em diversos setores da sociedade.

 



Vinícius Purgato
27 de novembro de 2018