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Mostra das Licenciaturas da PUC-Campinas valoriza experiências e práticas na formação docente

Encontro reuniu estudantes das Licenciaturas, incluindo participantes do PIBID e do PRILEI, e escolas públicas parceiras para compartilhar trabalhos e experiências

A PUC-Campinas realizou, nos dias 21 e 22 de outubro, no Campus I, a Mostra das Licenciaturas e o Seminário Institucional do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) 2026. Com o tema “Formação docente: práticas, experiências e aprendizagens”, o encontro reuniu estudantes, docentes, supervisores das escolas parceiras e coordenadores de do PIBID para compartilhar experiências e valorizar a formação de professores. O Seminário integrou as atividades de encerramento do biênio do Programa, cujas ações seguem até fevereiro de 2027.

A programação contou com palestras formativas, apresentações de e-pôsteres e exposição de recursos didáticos e pedagógicos. Ao todo, foram aprovados 125 trabalhos: 98 e-pôsteres e 27 propostas para a Mostra de Recursos Didáticos. As produções envolveram os dez cursos de Licenciatura da PUC-Campinas.

Entre os trabalhos aprovados, 75 estavam vinculados ao PIBID, compartilhando experiências desenvolvidas em parceria com escolas públicas de Educação Básica. A PUC-Campinas participa do programa desde 2010. Administrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o PIBID concede bolsas a estudantes de Licenciatura e promove sua inserção no cotidiano das escolas públicas durante a formação inicial.

O evento também contou com a participação de estudantes do Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial e Continuada de Professores com ênfase na Educação Integral (Prilei). Além de integrarem a comissão organizadora, estudantes do Programa submeteram trabalhos já no primeiro semestre do curso, demonstrando seu envolvimento nas atividades das Licenciaturas desde o início da formação.

Para a Gerente das Licenciaturas e Curricularização da Extensão da PUC-Campinas, Profa. Dra. Thaís Borges Damacena, o evento teve um significado especial para a formação docente.

É um momento importante para os nossos estudantes das licenciaturas compartilharem as suas experiências, as suas vivências e dar visibilidade para os trabalhos produzidos em parceria com as Escolas. É uma alegria ver nossos estudantes compartilhando práticas, trocando saberes e construindo suas próprias trajetórias docentes

Profa. Dra. Thaís Borges DamacenaGerente das Licenciaturas e Curricularização da Extensão da PUC-Campinas

Em um cenário nacional marcado por desafios estruturais e discussões sobre a valorização da carreira docente, o debate sobre a valorização do magistério esteve no centro das atividades. A abertura contou com a palestra da professora Adriana Varane, Presidente da Comissão Permanente de Formação de Professores da Unicamp e coordenadora de gestão do PIBID, que destacou que eventos como o da PUC-Campinas valorizam a formação inicial ao dar visibilidade ao que se produz e se vivencia no cotidiano dos programas.

Não adianta fazermos a melhor formação, a melhor formação continuada, infraestrutura nas escolas, se socialmente não temos o reconhecimento do papel da educação escolar. A ignorância alimenta o poder na mão de alguns, então esse é um projeto que precisa ser repensado: como que nós valorizamos a educação para além das instituições formadoras”, completou Adriana.

Adriana VaranePresidente da Comissão Permanente de Formação de Professores da Unicamp e coordenadora de gestão do PIBID

O professor de História Eduardo Benedito Leite de Almeida, da EMEF EJA Professora Dulce Bento Nascimento, escola parceira localizada no bairro do Guará, distrito de Barão Geraldo, explicou que, diferentemente de um estágio convencional de poucas horas, o PIBID permite que os futuros professores permaneçam até dois anos integrados ao dia a dia das escolas públicas, e essa sincronia entre Universidade e Rede Pública traz ganhos mútuos profundos.

“Os bolsistas passam um longo período acompanhando nosso trabalho, colaborando, aprendendo a profissão e atuando com os alunos. Eles ganham uma ‘rodagem’, uma casca para, quando finalizarem a graduação, estarem muito mais preparados e fortalecidos para encarar a realidade da escola pública”, destacou Eduardo.

De acordo com a Coordenadora Institucional do PIBID da PUC-Campinas, Profa. Ma. Ana Claudia Santurbano Felipe Franco, o evento cumpriu um papel duplo de formação e de visibilidade científica. “A Mostra de Estágios e o Seminário do PIBID 2026 da PUC-Campinas é uma reunião dos principais atores do projeto PIBID. É a união entre teoria e prática, o conhecimento científico junto com o chão da escola. É estarmos juntos, trabalhando e conversando, com resultados impactantes tanto para a formação docente quanto para a qualificação da educação básica”, pontuou.

A voz de quem escolheu ensinar

Atualmente, o PIBID contempla 144 estudantes de 6 cursos da Universidade, que desenvolvem planos de ação em 9 escolas das redes pública municipal e estadual das regiões leste e oeste de Campinas.

Mesmo diante de um momento desafiador em relação à docência, Caroline Veloni de Carvalho, estudante do 2º semestre de Licenciatura em Matemática, integrante do PIBID e do PRILEI (Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial e Continuada de Professores com ênfase na Educação Integral) da PUC-Campinas, afirma com orgulho a escolha pela profissão.

“Eu sempre tive o sonho de ser professora desde pequena. É muito importante essas bolsas que o Governo disponibiliza, pois esses projetos ajudam a dar muito mais experiência e incentivar pessoas a serem novos professores. Quando falam para mim: ‘nossa, não tem professores e você quer ser?’, eu respondo com muito orgulho que sim, eu quero ser e estou aqui para isso”, enalteceu a estudante.

O mesmo sentimento move Lucas Pinheiro, estudante de licenciatura em Artes Visuais e bolsista do PIBID da PUC-Campinas. Ele ressaltou que o diferencial do PIBID é ser um estágio de atuação, e não apenas de observação.

“Nós adaptamos as experimentações que trazemos para a realidade da escola. É surreal quando entramos com um projeto sem saber como os alunos vão receber e, ao conversar com os estudantes e com os professores, vemos a dimensão que ele toma. Isso dá esperança para nós, como futuros docentes, e esperança para esses alunos de ingressarem em uma Universidade”, contou o estudante.



Carlos Giacomeli
26 de outubro de 2026

/* CONTEUDO PROGRAMATICO*/