
CEAAB apresenta documento ‘Nós temos a cura’, com saberes ancestrais ligados às plantas medicinais e à fitoterapia
Encontro reuniu comunidade acadêmica da PUC-Campinas para apresentar resultado das atividades desenvolvidas pelo Grupo de Estudos no primeiro semestre de 2026
O Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiro Dra. Nicéia Quintino Amauro (CEAAB) da PUC-Campinas realizou, na noite de 23 de setembro, o encontro “Nós temos a Cura”. A atividade apresentou à comunidade acadêmica o documento de mesmo nome, elaborado pelo Grupo de Estudos: Cosmovisão e Tradição dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e Inter-Religioso e por docentes da Universidade.
O encontro reuniu professores, funcionários, estudantes da PUC-Campinas e representantes de movimentos negros e de religiões de matriz africana da cidade. “Ficamos muito felizes com a ação conjunta entre o Grupo de Cosmovisão e Tradição de Matriz Africana e Interreligioso do CEAAB, a Faculdade de Medicina, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas e seus respectivos alunos. Vale ressaltar que as alunas da Faculdade de Serviço Social e da Faculdade de Psicologia apresentaram o resultado dos Trabalhos de Extensão, desenvolvidos em parceria com o CEAAB”, citou a comendadora Edna de Almeida Lorenço, coordenadora do Centro Afro.
Livreto reúne saberes ancestrais e conhecimentos sobre plantas medicinais
A publicação “Nós Temos a Cura” reúne textos produzidos por integrantes do Grupo de Estudos de Cosmovisão e Tradição de Matriz Africana e por professores da PUC-Campinas, entre eles o Prof. Dr. José Gonzaga Teixeira de Camargo, da Escola de Ciências da Vida (ECV), e a Profa. Dra. Juliana Signori Baracat, diretora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade. O livreto aborda, entre outros temas, os saberes ancestrais relacionados às plantas medicinais e à fitoterapia.
Esse documento possibilita o conhecimento da Sustentabilidade Ancestral, que traz o manejo da terra, o respeito aos ciclos naturais e a medicina tradicional das comunidades indígenas, tradicionais de matriz africana e quilombolas.
A proposta é aproximar esses conhecimentos da comunidade, valorizando saberes construídos por povos indígenas e negros e ressaltando a contribuição dessas tradições para a formação da identidade brasileira. A publicação também estabelece um diálogo entre os conhecimentos tradicionais e a ciência, sem a pretensão de comprovar propriedades curativas das ervas. A proposta é apresentar os chás de ervas como possíveis aliados do bem-estar e estimular a reflexão sobre os conhecimentos ancestrais e suas relações com a saúde.
A atividade integra as ações do CEAAB voltadas à promoção de estudos, debates e iniciativas relacionadas às culturas africanas e afro-brasileiras, fortalecendo o espaço de diálogo e produção de conhecimento sobre diversidade, tradição e relações étnico-raciais no ambiente universitário.
Clique aqui ou na capa do documento para baixar o livreto “Nós temos a Cura”.






