
Professora Ana Maria Vieira Fernandes é a nova embaixadora do COIL na PUC-Campinas
Diretora da Faculdade de Turismo e coordenadora do curso de Gastronomia assume a função para o novo período
A PUC-Campinas tem uma nova embaixadora do COIL (Collaborative Online International Learning). A Profa. Dra. Ana Maria Vieira Fernandes, diretora da Faculdade de Turismo e coordenadora do curso de Gastronomia, foi indicada para representar a Universidade na iniciativa da rede SUNY COIL no período de 2026-2027. Ela sucede a Profa. Dra. Gabriela Marchiori Carmo Azzolin, diretora da Faculdade de Enfermagem, que exerceu a função no ciclo anterior, de 2025 a 2026.
A escolha considera a experiência da professora Ana Maria em projetos de aprendizagem colaborativa internacional. Atualmente, ela desenvolve um COIL em parceria com uma instituição mexicana, iniciativa que vem sendo realizada em diferentes edições e que apresentou resultados positivos. Sua atuação na direção da Faculdade de Turismo também foi considerada um diferencial, especialmente pela possibilidade de estimular outros gestores e docentes a desenvolverem projetos semelhantes.
De acordo com o Prof. Dr. Carlos Moreira, responsável pela coordenação do COIL na Universidade, a figura do embaixador foi criada pela rede SUNY COIL com o objetivo de fortalecer a cultura da internacionalização nas instituições participantes.
A ideia é ter um professor que atue como modelo, que ajude a incentivar os outros a fazerem o COIL, compartilhe as experiências que já teve e possa dar algumas dicas para ajudar a promover a cultura do COIL.
A rede SUNY COIL, vinculada à State University of New York, foi responsável pela criação do modelo de aprendizagem colaborativa internacional e reúne instituições de diferentes países. Entre as atividades promovidas estão encontros para aproximação de professores interessados em desenvolver projetos conjuntos, capacitações e reuniões temáticas sobre internacionalização e práticas de ensino colaborativo.
Aprendizagem que ultrapassa fronteiras
Para a Profa. Ana Maria, o COIL representa um passo significativo em direção à internacionalização do Ensino Superior, ao proporcionar o contato entre pessoas, culturas e diferentes perspectivas de mundo por meio da aprendizagem colaborativa.
Mais do que conectar professores e estudantes de diferentes áreas e países, o COIL proporciona experiências que ampliam horizontes, estimulam o diálogo intercultural e permitem desenvolver competências essenciais para a formação pessoal e profissional. É uma oportunidade de compreender que o conhecimento também se constrói no encontro com o outro, no respeito às diferenças e na capacidade de trabalhar com pessoas que têm realidades diferentes das nossas.
A professora ressalta que os benefícios da experiência não se limitam ao aprendizado de conteúdos específicos ou de outros idiomas. Em projetos desenvolvidos com estudantes da Faculdade de Turismo, em inglês e espanhol, ela observa o entusiasmo dos participantes com a possibilidade de conhecer pessoas de outros países, desenvolver projetos em conjunto e compartilhar manifestações culturais e populares.
“Além de praticarem outra língua, eles socializam e compartilham manifestações populares e culturais. É um ganho muito grande. A experiência do COIL vai além das questões conceituais, técnicas e linguísticas. Ela permite desenvolver uma competência relacionada à inteligência intercultural”, afirma.
Segundo a docente, essa formação é importante não apenas para os profissionais de Turismo, mas para estudantes de todas as áreas, uma vez que o contato com diferentes identidades e culturas contribui para ampliar a compreensão sobre as diversas formas de vivenciar o mundo.
Incentivo à participação dos docentes
A nova embaixadora recebeu a indicação com alegria e também como um reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória acadêmica e profissional. Com experiências de doutorado e pós-doutorado no exterior, Ana Maria destaca a importância das oportunidades de intercâmbio e da aproximação entre instituições de diferentes países.
“Recebo essa escolha com muita alegria, muita honra e também com um grande senso de responsabilidade. Para mim, ser embaixadora do COIL representa a continuidade desse trabalho e uma oportunidade de ampliar o alcance do programa dentro da PUC-Campinas, sobretudo incentivando outros professores a incorporarem o COIL às suas práticas pedagógicas, de uma maneira que não seja encarada como mais um trabalho, mas como um aliado para o desenvolvimento das nossas práticas”, afirma.
A professora também destaca a importância de fortalecer as redes de relacionamento da Universidade com instituições internacionais, ampliando as possibilidades de cooperação acadêmica e de experiências formativas para estudantes e docentes.
“Ser embaixadora significa representar essa convicção que sempre orientou minha atuação como educadora e gestora: a de que as experiências interculturais nos transformam e ajudam na nossa formação pessoal e profissional. Acredito que seja uma possibilidade de construir pontes, compartilhar experiências e fortalecer nossa cultura de internacionalização”, completa.
Continuidade de uma experiência positiva
Na PUC-Campinas, a experiência de ter um embaixador é considerada positiva e contribui para a continuidade da iniciativa. Segundo o Prof. Dr. Carlos Moreira, a professora Gabriela, que esteve com função no período anterior, teve papel importante na mobilização de docentes, inclusive de outras áreas além da Enfermagem.
Uma das iniciativas que surgiu desse trabalho foi a criação de grupos de WhatsApp por Escola, reunindo diretores para compartilhar oportunidades, propostas e informações sobre projetos COIL. A experiência, inicialmente desenvolvida na área da saúde, foi replicada em outras unidades acadêmicas, como a Escola de Economia e Negócios e a Escola de Linguagem e Comunicação.

Profa. Dra. Gabriela Marchiori Carmo Azzolin foi a embaixadora no ciclo anterior
“Foi uma experiência bem legal, e a gente está tentando reproduzir essa ideia nas outras Escolas. Acreditamos que esse é um dos caminhos pelos quais o embaixador pode ajudar a fazer o COIL acontecer”, destaca o professor Carlos Moreira.
A professora Gabriela falou sobre o seu trabalho no período e o aprendizado com os estudantes. “Esse ano como embaixadora me mostrou que a internacionalização começa dentro de casa. Antes de nos conectarmos com o mundo, precisamos nos conectar entre nós. Quando cursos, professores e estudantes trabalham juntos, o aprendizado ganha outra dimensão: fica mais humano, mais diverso e mais parecido com a realidade profissional que nossos alunos vão encontrar”, destaca Gabriela.
A experiência também contribuiu para consolidar a presença do COIL na formação dos estudantes de Enfermagem. Segundo Gabriela, o contato com colegas de outros países permite conhecer diferentes realidades de saúde e formas de cuidado, além de proporcionar oportunidades práticas de comunicação em língua inglesa.
Os alunos ganham muito com isso. As Diretrizes Curriculares Nacionais de Enfermagem tornaram obrigatória a língua inglesa na formação. O COIL leva essa exigência para a prática: nossos estudantes conversam, discutem e constroem projetos com colegas de outros países. Ao mesmo tempo, conhecem outras realidades de saúde e outras formas de cuidar.


