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Docente da PUC-Campinas integra o seleto grupo dos 2% de cientistas mais influentes do mundo

Docente lidera o primeiro INCT sediado na Universidade; levantamento da editora Elsevier atesta a qualidade, a liderança e o impacto prático das pesquisas

O impacto clínico e a liderança nas pesquisas em uro-oncologia colocaram o Prof. Dr. Leonardo Oliveira Reis, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da PUC-Campinas, no grupo dos 2% de cientistas mais influentes do mundo em sua área. O reconhecimento integra a atualização de 2026 do banco de dados global elaborado pela Universidade de Stanford, em colaboração com a editora Elsevier, e atesta que o conhecimento produzido na Instituição serve como base direta para novas descobertas médicas em escala global.

Além da quantificação de artigos publicados e citações, o ranking consolida a qualidade científica. O levantamento utiliza o c-score, uma rigorosa métrica da base Scopus que avalia o quanto os estudos de um pesquisador são efetivamente utilizados por pares ao redor do mundo. Em suma, a lista destaca líderes que ditam os rumos da ciência contemporânea.

Livre-Docente em Urologia e Uro-Oncologia, Fulbrighter na Universidade de Harvard (Mass General Brigham) e Pesquisador Produtividade Nível 1 do CNPq, o docente destacou que a presença no levantamento evidencia uma projeção que vai além do feito individual.

A mensagem importante que fica é o protagonismo da PUC-Campinas em Pesquisa, Ciência e Inovação em nível global. Isso tem sido evidente: a transformação da Universidade no sentido de se tornar cada vez mais protagonista em diversas dimensões, alcançando padrões e interlocuções internacionais.

Prof. Dr. Leonardo Oliveira Reis

Pesquisa em Uro-oncologia e o 1º INCT da PUC-Campinas

O alcance internacional atestado pelo ranking acompanha a liderança do docente à frente do Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Câncer Geniturinário (INCT-UroGen) — o primeiro sediado na PUC-Campinas e o pioneiro no país dedicado a essa especialidade. Financiado por agências de fomento como o CNPq e a FAPESP, o Instituto investiga a complexa relação entre o câncer e a resposta imunológica do organismo.

“Nossas contribuições ocorrem no cenário da interação entre o câncer e o sistema imunológico. Temos diversos estudos e projetos em andamento refinando esse conhecimento e buscando moléculas-alvo estratégicas. O objetivo é compreender profundamente esses mecanismos para permitir futuras intervenções capazes de melhorar os resultados do tratamento de tumores geniturinários”, explicou.

 

O impacto no atendimento ao paciente

Quando perguntado sobre como esses altos índices de citação bibliométrica se traduzem em impacto real para a sociedade e para o paciente no consultório clínico, o pesquisador foi categórico ao afirmar que este é o fim último de seu trabalho.

Esse é o motivo principal da pesquisa: impactar a humanidade positivamente. Temos desde contextos mais mecanísticos, mais iniciais, que não têm uma aplicação imediata, mas que qualificam nossa compreensão e apoiam as etapas subsequentes, até as pesquisas já aplicadas, clínicas, que trazem um retorno mais imediato ao paciente. O impacto na sociedade pode ser medido, por exemplo, por sua utilização em outros projetos e pesquisas; essa é uma forma de avaliar o impacto prático de um conhecimento

Prof. Dr. Leonardo Oliveira Reis

Para sintetizar o caráter colaborativo e global dessa produção científica, o Prof. Dr. Leonardo Oliveira Reis sintetizou: “Assim é feita a ciência: é um trabalho em rede no qual resultados previamente obtidos vão contribuir para a próxima etapa. Vamos construindo e organizando ‘tijolinhos’ que vão se somar para impactar a comunidade e trazer resultados clínicos cada vez mais efetivos”.

Captação de recursos e visão sem fronteiras

A manutenção da excelência e das parcerias institucionais na América do Norte, Europa e Ásia exige submeter projetos constantemente a processos competitivos de fomento.

“Para fazer pesquisa, você precisa vencer várias etapas, e a captação de recursos é fundamental. Ela ocorre em um processo competitivo de revisão por pares, onde apenas as melhores propostas e as ideias mais bem embasadas conseguem sobreviver e receber investimento, tanto de agências nacionais quanto internacionais. É um processo contínuo de aprimoramento em busca da excelência”, pontuou.

O docente enfatizou que a atuação científica de alto impacto exige uma perspectiva de pertencimento global. “Do ponto de vista pessoal, sempre acreditei na importância de nos enxergarmos como parte do globo, e não restritos à nossa faculdade, cidade, região ou país. Ter essa percepção de mundo te lembra de que a referência de excelência é global. Para dialogar e trocar com grupos internacionais de referência, você precisa primeiro entender que faz parte desse contexto e trabalhar para ter qualificações que permitam essa interlocução”.



Gabriela Ferraz
21 de outubro de 2026

/* CONTEUDO PROGRAMATICO*/