
VI Fórum Vitalità incentiva novas experiências e descobertas ao longo do envelhecimento
Com o tema “Experimentar: por que não?”, programação reuniu palestras, oficinas, atividades culturais e momentos de integração entre 28 de setembro e 2 de outubro
Experimentar novas atividades, descobrir outros interesses, aprender, conhecer pessoas e se permitir explorar possibilidades. Essas foram algumas das propostas que nortearam o VI Fórum Vitalità de Envelhecimento e Longevidade, realizado pela PUC-Campinas entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro. Com o tema “Experimentar: por que não? Novas experiências, novas possibilidades de envelhecer”, a iniciativa promoveu uma programação diversificada, com palestras, oficinas, atividades culturais e momentos de convivência voltados ao envelhecimento e à longevidade.
Realizado pelo Vitalità – Centro de Envelhecimento e Longevidade da PUC-Campinas, o Fórum chegou à sexta edição reunindo diferentes áreas do conhecimento para discutir as múltiplas dimensões do envelhecimento e estimular a participação ativa das pessoas idosas em novas experiências.
Na abertura, a coordenadora do Vitalità, Profa. Dra. Mariana Reis Santimaria, explicou que a escolha do tema partiu justamente da reflexão sobre a importância de manter, ao longo da vida, a disposição para conhecer e experimentar o novo. “Por que a gente não continua acreditando nisso quando a gente envelhece? Então, acho que o nosso objetivo é realmente despertar nos nossos participantes essa vontade de experimentar”, afirma.
Segundo Mariana, a proposta está relacionada à busca por um envelhecimento com mais qualidade e à compreensão de que a descoberta de novos interesses não precisa ficar restrita a outras fases da vida. Para ela, a Universidade pode exercer um papel importante nesse processo ao oferecer um ambiente de aprendizado, convivência e descoberta.
Combate ao idadismo
Um dos caminhos para ampliar essas possibilidades, de acordo com a coordenadora, passa pelo enfrentamento do idadismo, preconceito relacionado à idade que também pode ser reproduzido pela própria pessoa idosa.
“Algo que o Vitalità sempre trabalha é no combate ao idadismo”, afirmou Mariana. Ela explicou que, muitas vezes, a própria pessoa pode acreditar que, por ter mais idade, não pode mais tentar algo novo ou iniciar atividades que não faziam parte de sua trajetória.
Para a coordenadora, essa percepção precisa ser transformada. “Essa é uma ideia do passado”, destacou, ao lembrar que as pessoas que estão envelhecendo atualmente têm histórias de vida, interesses e experiências diversas e continuam manifestando o desejo de aprender e explorar novos conhecimentos.
Nesse contexto, a Universidade aparece como um espaço de possibilidades. “A universidade é um lugar de descobertas. A universidade é um lugar de você explorar novos aprendizados, novos conhecimentos, novos horizontes”, afirmou.
Novas experiências, novos caminhos
A psicóloga Laís Calicchio, do Vitalità, também abordou o tema durante a programação de abertura, na palestra “Experimentar o novo depois dos 60+”. Para ela, ampliar as oportunidades de novas experiências na velhice exige superar a associação quase automática entre experimentar e a infância.
“Quando nós estamos falando sobre a questão da experiência, normalmente a gente tem o viés e o olhar de que principalmente na infância se pode realizar essa oportunidade e essa possibilidade enquanto experimentação”, explicou.
Laís ressaltou, porém, que reconhecer essa possibilidade na velhice não significa infantilizar as pessoas idosas. Pelo contrário, novas experiências podem partir justamente da bagagem acumulada ao longo da vida. “Eles têm toda uma bagagem, todo um repertório, história de vida, trajetória de vida. Existe essa possibilidade e existe esse movimento para que eles possam vivenciar também isso”, afirmou.
Segundo a psicóloga, esse movimento pode contribuir para a ampliação do conhecimento, a participação social e o envelhecimento ativo e saudável. E não precisa estar associado a grandes mudanças ou projetos. Uma oficina, uma aula ou uma atividade manual podem representar um primeiro passo para descobrir novos interesses, retomar sonhos ou iniciar um projeto pessoal.
“Não precisa ser algo grandioso. Existem comunidades, existem instituições, existem programas que podem correlacionar para que eles deem esse novo passo e esse novo olhar para a experimentação”, afirmou.
Programação diversificada
Ao longo dos cinco dias, o VI Fórum Vitalità abordou temas relacionados à universidade, aprendizagem, empreendedorismo, saúde mental, autocuidado, mudanças climáticas, cultura e cinema, além de atividades voltadas à convivência e à qualidade de vida.
A programação incluiu ainda o lançamento da 5ª edição do Vitalità em Ação, apresentação de cantos e cantigas, palestra sobre empreendedorismo para pessoas com 60 anos ou mais, lançamento do Guia Teórico-Prático de Empreendedorismo para Pessoas Idosas (60+) e a realização da 2ª Mostra de Empreendedorismo (60+).
Entre os momentos de integração, a programação também contou com um bolo de parabéns pelos seis anos do Vitalità – Centro de Envelhecimento e Longevidade da PUC-Campinas, comemorados na última terça-feira, 29 de setembro. A celebração marcou a trajetória do Centro, que realiza ações voltadas ao envelhecimento e à longevidade desde 2020.
Também fizeram parte do Fórum atividades relacionadas aos desafios e às oportunidades do envelhecimento, aos impactos das mudanças climáticas sobre a população idosa, ao autocuidado e à saúde mental, além de atividades culturais, como apresentação de dança e sessão de cinema com debate.
Com a realização da sexta edição, o Fórum dá continuidade a uma iniciativa promovida pelo Vitalità desde 2020, voltada à discussão de temas relacionados ao envelhecimento e à longevidade. A proposta desta edição colocou em evidência a possibilidade de experimentar novos caminhos em diferentes momentos da vida, valorizando autonomia, participação social e aprendizagem contínua.










