
PUC-Campinas recebe exposição que resgata a história e a evolução da farmácia no Brasil
Exposição é uma realização da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil em parceria com o Museu Universitário e fica em cartaz até 10 de outubro no Campus II da Universidade
A Faculdade de Ciências Farmacêuticas da PUC-Campinas sediou, no dia 25 de setembro, no Auditório Monsenhor Salim, no Campus II da Universidade, a abertura da exposição “Farmacopeia Brasileira: 230 anos de uma trajetória em construção”, uma iniciativa que convida à reflexão sobre a história, a evolução e a importância da farmácia para a sociedade brasileira.
A mostra é uma realização da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil em parceria com o Museu Universitário da PUC-Campinas, e resgata a trajetória da Farmacopeia, documento que normatiza e garante a qualidade, a segurança e a eficácia dos medicamentos no país.
Na cerimônia de abertura, que contou com a presença de docentes, estudantes e egressos, compuseram a mesa diretiva o decano da Escola de Ciências da Vida (ECV) da PUC-Campinas Prof. Dr. Gustavo Henrique da Silva, representando o Reitor da Universidade, Prof. Dr. Victor de Barros Deantoni; a Profa. Dra. Juliana Signori Baracat, diretoria do Curso de Farmácia da Instituição; o museólogo Rodrigo Luiz dos Santos, do Museu Universitário; e o Prof. Dr. Lauro Domingos Moretto, Presidente Emérito da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil e conferencista convidado.
Em seu discurso de abertura, o decano da ECV destacou a honra de receber a exposição na Universidade, que é um espaço onde memória e inovação caminham juntas na formação de profissionais comprometidos com a ciência, a ética e a promoção da saúde. “Como farmacêutico homeopata, fiquei entusiasmado com a possibilidade de aprender mais sobre a evolução da Farmacopeia em mais de dois séculos, que nos ajuda a compreender melhor a evolução da nossa própria profissão. A Farmacopeia expressa o esforço contínuo de gerações de farmacêuticos, pesquisadores e instituições na busca pela qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos, contribuindo de forma decisiva para a saúde pública brasileira”, afirmou o professor Gustavo Henrique da Silva.
A diretora do Curso de Farmácia reforçou que a exposição serve como uma memória viva do que é a farmácia no Brasil, e tem como foco principal os alunos, futuros farmacêuticos e possíveis futuros membros da Academia.

“A nossa profissão é muito respeitada, com uma Academia centenária, constituída por membros notáveis que mudaram a sociedade brasileira. E a farmácia é regida pela Farmacopeia”, disse a professora Juliana.
Durante a Conferência Magna, o Prof. Dr. Lauro Moretto pontuou a importância de os jovens buscarem as origens do conhecimento para compreender o processo evolutivo da profissão. “Todo o conhecimento que vivenciamos hoje não nasceu agora. Se nos apoiarmos nessas bases, podemos plantar um futuro muito melhor”, explicou.
A organização do evento no Campus II contou também com o apoio da Liga Acadêmica de Medicamentos Magistrais da PUC-Campinas, a LAMMAGI. Para a estudante de Farmácia e integrante da Liga, Livia Martins Pereira, estar à frente da organização foi uma experiência de grande responsabilidade e aprendizado. “A farmacopeia é a bíblia dos farmacêuticos. Entender a origem, a magnitude e quem está por trás desse material foi incrível”, relatou a estudante.
Marcos abordados: Primeira edição da Farmacopeia Brasileira
A exposição está aberta para visitação no Hall de entrada do Auditório Monsenhor Sallim, no Campus II da PUC-Campinas, e propõe um percurso pela história das Farmacopeias e pela construção desse importante instrumento de referência para as ciências farmacêuticas.
A mostra reúne publicações históricas, documentos, fotografias e instrumentos utilizados nas práticas farmacêuticas, provenientes do Centro de Memória da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, com destaque para a primeira edição da Farmacopeia Brasileira, publicada em 1926. Além de recipientes utilizados em farmácias, almofarizes com pistilos, frascos de vidro, instrumentos farmacêuticos, documentos e registros iconográficos.
Para o museólogo Rodrigo dos Santos, a iniciativa representa uma oportunidade de ampliar a atuação do Museu Universitário junto às diferentes áreas do conhecimento.
“Acredito que um dos aspectos mais importantes desta exposição seja justamente a possibilidade de aproximar a memória científica da formação universitária. A parceria com a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil também nos permite estabelecer novas relações institucionais e compartilhar com a comunidade universitária um patrimônio que ultrapassa os limites de nossas próprias coleções”, pontuou.

Serviço
A Exposição “Farmacopeia Brasileira: 230 anos de uma trajetória em construção” está aberta à visitação no Hall de entrada do Auditório Monsenhor Sallim, no Campus II da PUC-Campinas, e fica até o dia 10 de outubro.
O horário de funcionamento é de segunda a sexta das 9h às 19h, e aos sábados das 9h às 12h. Agendamento de visitas monitoradas pode ser realizado pelo e-mail museu@puc-campinas.edu.br.





