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O projeto de urbanismo coordenado pelo professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas, Jonathas Magalhães Pereira da Silva, foi um dos melhores colocados no Concurso Morar Carioca – Conceituação e Prática em Urbanização de Favelas: uma iniciativa do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) e a prefeitura do Rio de Janeiro (RJ). “A vantagem deste concurso foi a metodologia adotada, em que os projetos eram construídos coletivamente, com a presença de profissionais de várias áreas”, comentou o professor. Além dele, estiveram envolvidas no projeto as professoras Laura de Mello Bueno e Maria Amélia D’Azevedo Leite. O concurso ocorreu no ano passado e premiou as melhores soluções urbanísticas para o desafio das favelas cariocas.

O resultado do concurso foi divulgado em dezembro e o projeto ficou entre os 5 escolhidos por unanimidade entre o júri. Para a aluna do 3º ano do curso de Arquitetura e Urbanismo, Gabriella Rizzo, que também participou dos trabalhos, esse resultado foi motivo de orgulho e alegria. Segundo a aluna, o concurso contribuiu enormemente para a sua formação como arquiteta. “Obtivemos, através do grupo, uma diversidade de informações e visões diferenciadas que nos fazem refletir sobre o papel do arquiteto na sociedade. Acreditamos que essa experiência enriqueceu o nosso repertório em relação ao campo de atuação que podemos seguir e a responsabilidade do nosso trabalho”, afirmou.

Esse concurso foi integra uma série de ações de acordo com o Plano Municipal de Integração de Assentamentos Precários Informais que busca, até 2020, urbanizar todas as favelas da cidade. “No Rio de Janeiro, um quarto da sua população vive nessas condições. A iniciativa do plano é inovadora e os resultados desse plano poderão ser aplicados também em outras cidades” comentou a professora Laura.

Para a professora Maria Amélia D’Azevedo Leite, estudar a questão urbanística dentro do Curso de Arquitetura e Urbanismo é fundamental. “Segundo os resultados do mais recente censo, a população urbana já representa 85% da sociedade brasileira; e, destas, metade está em grandes aglomerações. E mesmo as regiões rurais ou áreas de proteção ambiental são extremamente influenciadas pela dinâmica urbana”, comentou. Um exemplo disso é a produção no meio rural de grande parte dos insumos que mantêm a população urbana. “O entendimento desta interrelação, portanto, é fundamental e exige domínio técnico por parte do futuro arquiteto”, apontou Maria Amélia.



Portal Puc-Campinas
2 de março de 2011