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Mais de duas décadas após a sua fundação, a realidade daquela que surgiu como Faculdade de Filosofia Ciências e Letras era bem diferente. Com a criação de novos cursos, ainda na década de 1940, as “Faculdades Campineiras” se estabeleceram como referência e solidificaram o projeto de se tornar uma Universidade, que ocorreu em 1955.

Além disso, o sonho dos idealizadores Dom Barreto e Monsenhor Salim era de que a Igreja reconhecesse os esforços empreendidos e a excelência alcançada. Isso ocorreu em 1956, que a partir do reconhecimento canônico da Santa Sé, a instituição passou a se chamar oficialmente Universidade Católica de Campinas.

Porém, a década de 1960 reservaria uma série de mudanças, tanto a nível local quanto nacional, que afetariam diretamente a Universidade. Entre eles estavam a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que por sua vez não atingiu todos os seus objetivos, sendo restringida em algumas partes pelo Golpe Militar de 1964.

A década chegando ao fim, leva consigo o primeiro reitor da Universidade e figura ímpar de sua história, em 1968 morre Monsenhor Salim aos 65 anos.

Contudo, nesse mesmo ano a Universidade ganharia um grande reforço para o desenvolvimento futuro de suas atividades. O arcebispo Dom Paulo de Tarso anuncia sua renúncia das funções administrativas e passa o comando da Arquidiocese ao seu coadjutor, Dom Antônio Maria Alves de Siqueira.

Nascido na cidade de São Paulo em 1906, Dom Antônio foi ordenado pelas mãos de Dom Duarte Leopoldo em 1930 e desde então teve a educação muito próxima de sua caminhada. Lecionou durante dezessete anos no Seminário Central do Ipiranga, sendo inclusive o seu reitor, além de ser autor de livros com conteúdo filosófico, teológico, espiritual e literário.

Foi sagrado primeiramente Arcebispo Auxiliar de São Paulo em 1947 e chega a Campinas, também como Arcebispo Auxiliar, em 1966. Inserido no contexto das mudanças propostas pelo Concílio Vaticano II e incumbido de as colocar em pratica, Dom Antônio promoveu uma série de transformações na estrutura as instituições ligadas à Igreja em Campinas, realizando uma série de reformas em estatutos e em seu funcionamento.

Sua visão reformadora foi de fundamental importância para o período de grande expansão que a Universidade Católica de Campinas passaria. Com início da década de 1970 o sonho de um Campus se tornou realidade e o grande acontecimento do período em que Dom Antônio esteve à frente da Arquidiocese de Campinas e enquanto Grão-chanceler da Universidade, ocorreu no dia 8 de setembro de 1972, quando o então Papa Paulo VI, através do Decreto Sacra Congregatio pro Institutione Catholica, conferiu o título de Pontifícia, tornando-se a Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Dom Antônio foi ainda o responsável pela criação do Instituto Teológico Paulo VI e do Seminário Provincial de Teologia, confirmando assim o seu cuidado com as áreas de formação educacional.

Em 1978 passou a administração pastoral da Arquidiocese para Dom Gilberto Pereira Lopes, reservando-se à participação nas atividades da Pontifícia Universidade Católica. Permaneceu em Campinas até 1984, quando já com a saúde debilitada passava mais tempo no Hospital Stella Maris, que ele ajudou a fundar em Guarulhos. Faleceu nesse mesmo hospital no dia 20 de abril de 1993, aos 86 anos.

Conscientes da importância exercida por Dom Antônio para a Arquidiocese de Campinas, sua família, na figura de seu sobrinho Francisco Sales Siqueira, realizaram a doação de seus bens ao Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Campinas. O acervo conta com mais de 800 peças entre objetos pessoais, documentos uma coleção de relíquias sagradas.



mayla
15 de setembro de 2021