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Dois primeiros meses de 2008 são marcados por elevado déficit comercial. RMC acumula 691 milhões de dólares e Campinas atinge a marca de 123 milhões de dólares de déficit

Nestes dois primeiros meses de 2008, a RMC exportou 930 milhões de dólares e importou 1,62 bilhão de dólares, fechando o período com um déficit de aproximadamente 691 milhões de dólares. Os dados contam da pesquisa da PUC-Campinas Acompanhamento do Comércio Exterior da Região Metropolitana de Campinas (RMC) coordenada pelo professor do Centro de Economia e Administração (CEA) da PUC-Campinas, Adauto Roberto Ribeiro. O projeto integra o Boletim Econômico PUC-Campinas que reúne ainda as pesquisas sobre Empregabilidade na RMC e Cesta Básica, em Campinas. A íntegra do projeto sobre Comércio Exterior está disponível no Portal PUC-Campinas – www.puc-campinas.edu.br/imprensa, no link Boletim Econômico.

O estudo também indica que o Mercosul passou a ser o principal mercado externo da RMC, absorvendo 32% do total exportado pela região. A Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) ficou com a segunda posição, com 28% das exportações. Os dois destinos somam 60% das exportações da RMC. Ainda nesse período, as exportações para os Estados Unidos caíram 22%.

Na RMC foi registrado, nesse período, um crescimento de 49,5% nas importações enquanto as exportações cresceram apenas 7,8% em relação a janeiro e fevereiro de 2007. Com base na pesquisa, o pequeno crescimento ocorreu devido ao baixo desempenho exportador de seis dos 19 municípios da RMC, entre eles Jaguariúna e Campinas. Em contrapartida, mesmo com a adversidade imposta pela valorização com câmbio , municípios como Santo Antônio de Posse, Artur Nogueira, Hortolândia e Sumaré tiveram um aumento nas exportações.

Já a importação cresceu em 18 dos 19 municípios da RMC, apenas a cidade de Santa Bárbara D´Oeste não registrou crescimento. As cidades de Engenheiro Coelho, Pedreira, Holambra, Sumaré e Vinhedo registraram um crescimento superior a 100% nas importações. Ainda segundo o professor, houve uma queda de 12% na exportação de bens de capital e crescimento de 49% nas exportações de bens intermediários e de 16% nas de bens de consumo.

Telefonia celular representa 18% das exportações de Campinas

Nestes dois primeiros meses de 2008, o projeto de Extensão da PUC-Campinas Acompanhamento do Comércio Exterior da Região Metropolitana de Campinas (RMC) além dos resultados referentes a RMC traz uma análise do comércio exterior no município de Campinas.

Nos meses de janeiro e fevereiro de 2007, o município de Campinas apresentava um superávit comercial de 39 milhões de dólares. Já os dois primeiros meses desse ano, passou a apresentar um déficit de 123 milhões de dólares.

Seguindo a tendência da RMC, as importações em Campinas tiveram um crescimento de 64,3% em relação ao mesmo período de 2007, enquanto as exportações caíram 13,8%. Os terminais portáteis para telefonia celular representam 18% das exportações. Nesse mesmo período, no ano passado, representavam 7,7%. Basicamente a indústria eletroeletrônica e automobilística concentram as exportações, em Campinas.

Os dez produtos exportados são responsáveis, em conjunto, por 59% das exportações do município. Mas a pesquisa ainda destaca o crescimento do consumo de bordo de aeronaves em Viracopos, que cresceu 125% em relação aos dois primeiros meses de 2007.

Já dos dez produtos mais importados computam um total de 30%, também com uma elevada concentração de itens da indústria eletroeletrônica e automobilística, além de itens da indústria petroquímica e farmacêutica.

Os principais destinos das exportações de Campinas são Estados Unidos, Argentina e Venezuela, que juntos somam 51% da atividade. Mas o professor ressalta que houve uma queda acentuada nas exportações para a Venezuela. “Nos dois primeiros meses de 2007 foram 81 milhões de dólares e no primeiro bimestre de 2008 apenas 21 milhões de dólares. Uma diminuição de 74%”, explicou o pro



Portal Puc-Campinas
4 de abril de 2008