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Permitir a integração comercial e a aceleração do processo econômico dos países da América do Sul, essa foi a proposta do bloco econômico Mercado Comum do Sul (Mercosul), que completa 18 anos no dia 26 de março.

A idéia inicial surgiu em 1985, quando Brasil e Argentina começaram a estabelecer negociações comerciais, com o objetivo de criar um mercado regional, como resultado dessa integração Uruguai e Paraguai uniram-se aos dois países, que resultou no Mercosul e na assinatura no tratado de Assunção, em 26 de março de 1991.

Desde então, ficou estabelecido a livre circulação de bens, serviços e fatores de produção entre os países do bloco e uma tarifa externa comum. Para o professor da Faculdade de Ciências Econômicas Pedro de Miranda Costa, a criação do Mercosul é resultado do processo de globalização mundial. “A formação de blocos econômicos está dentro de um contexto de globalização econômica e abertura comercial, em que países buscam unir-se regionalmente com o objetivo de se fortalecer nos processos de negociações globais”, disse professor.

Segundo Costa, as principais mudanças que podem ser notadas ao longo desses 18 anos está na relação comercial dos países que pertencem ao Mercosul. “No que se refere às relações do Brasil com os demais países do bloco o que vemos é que a participação dos países no total das exportações brasileiras passou de 7,3% em 1991 para 11,0% em 2008. No que se refere às importações a mudança foi menor e num sentido inverso: de 10,7% em 1991 para 8,6% em 2008”, explicou.

De acordo com o economista, dentro do Mercosul, Brasil e Argentina se destacam como os dois principais países. “A ausência de qualquer um destes dois países poderia colocar em xeque a relevância da existência do Bloco”, afirmou Costa.

A partir de 1996, outros países ingressaram nos Estados Associados do Mercosul, como Bolívia, Chile, Peru, Colômbia e Equador. Desde 1998, a situação financeira da Argentina e Brasil foi afetada por crises econômicas mundiais o que dificultou o processo de integração dos países do bloco, já que os países passaram a se preocupar com suas economias internas.



Portal Puc-Campinas
25 de março de 2009