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ANGELA AP. LUIZ

Universidad del Rosario – Colômbia

 PROGRAMA IBEROAMERICANAS

Antes de tudo, quero dizer que esse intercâmbio foi a melhor experiência da minha vida, onde se cumpriu um sonho de infância, e pude viver o que sempre imaginei. Desde o início, com a preparação da viagem, até o último dia em Colômbia, tive a oportunidade de superar minhas expectativas, e ser mais forte a cada dia.
A preparação da viagem começou no final de agosto, quando saiu o resultado do processo seletivo, porém não havia como preparar-me muito, porque necessitava esperar a resposta da universidade parceira para iniciar a organização da documentação. Quando recebi a resposta da universidade, comecei a organizar tudo que era necessário, como procurar casa, documentos, visto, seguro saúde, entre outros. O que eu tive mais dificuldade foi para conseguir o visto, pois é um processo muito burocrático, e as pessoas responsáveis não facilitam em nada. Outra dificuldade foi com a passagem e o seguro saúde, pois eu não tinha o dinheiro necessário e a bolsa não cobria esses gastos extras, além de que a universidade não fornece nenhum ajuda a esse respeito. Para encontrar a casa não tive grandes problemas, uma vez que busquei os lugares mais baratos e consegui fazer a reserva com facilidade.
Depois de tudo preparado, era hora de partir. Chegamos a Bogotá pela manhã e fomos recebidos pelo responsável da universidade, que com muita cortesia, nos levou a casa onde nos hospedaríamos. Fomos bem recebidos por todos. Tivemos a cerimônia de recepção na universidade, onde nos deram total apoio para todos os trâmites necessários. Conhecemos a universidade e os responsáveis pelos intercambistas, que foram super receptivos e demonstraram total preocupação por nosso bem estar durante o período que estaríamos em Bogotá.
Em relação à parte econômica, eu tive um pouco de dificuldade. Pois como mencionei anteriormente, a bolsa não cobre os custos extras, então necessitei usá-la para a passagem e seguro saúde, o que fez com que meu dinheiro não fosse suficiente para o semestre. Por isso busquei alternativas para me manter, como vender brigadeiro, dar aulas de português e fazer traduções. Pois mesmo que o custo de vida seja menor que no Brasil, os gastos com a universidade são muitos, principalmente com xérox, impressão, almoço e lanche. Na casa que fiquei não pagava muito, eram 245 mil pesos por mês, o que é equivalente a 290,00 reais. Além disso, pagava 16 mil pesos pela internet. Não tinha a alimentação incluída, então eu comprava e fazia a comida, o que custava aproximadamente 200 reais por mês. No início do semestre não gastava com transporte porque ia caminhando para a universidade, porém depois já não agüentava mais caminhar duas horas todos os dias, então comecei a pagar ônibus, que era 3 reais por dia. Incluindo todos os gastas, suponho que gastei aproximadamente 800 reais por mês.
No que diz respeito á adaptação, tive muita dificuldade para me acostumar com a comida. Porém, em outros aspectos, como o frio, a cultura e os costumes do país, não apresentei grandes dificuldades, uma vez que não são tão distintos dos brasileiros. As pessoas são muito receptivas, o que sempre me fazia sentir-me em casa. O que mais me alegrou foi a preocupação das pessoas em relação á minha estadia, principalmente por parte dos colegas de classe, professores e responsáveis da universidade.
Enfim, foi uma experiência incrível, que desejo reviver outra vez. Agradeço à Pontifícia Universidade Católica de Campinas por essa grande oportunidade, e à Universidad Del Rosário por me receber como uma rosarista.

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ADRIANA APARECIDA DE OLIVEIRA BRAZ

Universidade Nova de Lisboa – Portugal

PROGRAMA PLI

 

PREPARAÇÃO PARA A VIAGEM

No meu caso, posso dizer que minha preparação para esta viagem, emocionalmente falando, começou a pelos menos um ano e meio antes de ter a certeza que eu iria mesmo, assim que cheguei na PUCC, tivemos um pequena conversa de boas vindas com o então coordenador do curso e nesta conversa ele nos falou sobre a possibilidade deste intecâmbio, lembro-me até hoje que quando cheguei em casa fui logo contando aos meus familiares sobre esta possibiladade e desde então comecei a me preparar internamente para esta grande empreitada.
Mas agora falando da parte prática, essa deu um pouco de trabalho, houve uma atraso nos pagamentos do auxílio deslocamento, seguro saúde e passagem, porém, quando estavámos com o montante em mãos fui muito fácil agilizar tudo, o dinheiro foi suficiente para comprarmos as passagens, pagar um bom seguro saúde e nos mantermos por uns dias até o montante da bolsa ser depositado.

 

CHEGADA

A viagem foi tranquila, porém bem cansativa. Assim que cheguei, passei pela polícia federal, onde eles carimbaram o passaporte e pergutaram o que fui fazer naquele país tão lindo, desejando-me boas vindas e bons estudos.
Logo que saí do aeroporto, peguei um táxi e fui direto ao centro de lazer onde fiquei hospedada mais ou menos uns sete dias até ir para um local definitivo.
A chegada foi maravilhosa, achava tudo lindo e realmente Lisboa é muito linda. É uma mistura de tristeza, saudade com deslumbre, não tem como explicar.

 

RECEPÇÃO IES

Cheguei em Portugal no dia 16/09/2013, no outro dias fui para a universidade, aliás, universidade extensa e organizada, oferecendo-nos toda a infraestrutura necessária para um aluno universitário, fui logo tratar de assuntos burocráticos com o pessoal do setor de recepção e mobilidade, onde conheci a Ana, uma pessoa muito amável e sempre pronta à  ajudar-me em qualquer problema, como horário da grade, cartão de estudante, moradia. No meu caso, foi neste mesmo setor que fui pedir ajuda emocional e prontamente fui encaminhada para uma terapeuta afim de ter um suporte para enfretar os obstáculos que por ventura surgiram em minha caminhada.
Em sala de aula, confesso que foi um tanto fria nossa recepção, demorou algum tempo para eu ter contato com os alunos portugueses, eles sentavam-se sempre ao lado oposto ao meu e dos outros alunos brasileiros. Com o passar do tempo, como é de costume, eu e os outros alunos brasileiros, fizemos amizade com os alunos portugueses. Porém, quanto aos professores, eu tinha muita vergonha de fazer perguntas, isso pra mim era impossível.
Logo também fui apresentada ao coordenador do curso de matemática da FCT juntamente com os outros alunos brasileiros, que sempre deixou-me à vontade para qualquer dúvida.

 

MORADIA

Quando fui ao setor de recepção e mobilidade da FCT, perguntei para a Ana sobre a moradia que a faculdade disponibilizava aos alunos, no então momento até tinha vaga para minha acomodação, porém aconselhou-me a procurar algo que houvesse mais privacidade, pois ajudaria na adaptação, tornando-a mais fácil.
Então, eu, juntamente com outros seis alunos do curso de matemática, brasileiros, resolvemos encontrar uma casa onde coubessem todos e dividir o aluguel, encotramos uma casa muito bem localizada e mobiliada, no centro da Costa da Caparica, com tudo que precisávamos por perto, como bancos, supermercado, ponto de taxi e ônibus, restaurantes, enfim, tudo que precisasse e também próxima à faculdade. Pagavámos pela um montante de 1.250,00€ ao mês pelo aluguel, com água, energia, TV  a cabo,  net  e limpeza  incluso, esse valor era dividido entre os sete.

 

VALORES/CUSTO DE VIDA

A bolsa que recebia era suficiente para pagar o aluguel, comer muito bem, pagar o passe do autocarro, enfim, não passei nenhum tipo de necessecidade enquanto estive em Portugal. Quanto ao custo de vida, lá é bem mais fácil de viver, muitos produtos, como eletroeletrônico, eletrodoméstico, roupa, sapato, comida tem um preço bem mais acessível do que no Brasil. Não posso deixar de citar também que pra lazer temos muito mais opções e nem é necessário gastar. Lá eles tem um salário mínimo de 440,00€ e eu recebia quase dois salário, então, como já disse anteriormente, vivia muito bem.

 

ADAPTAÇÃO E CONVIVÊNCIA EM OUTRO PAÍS

A adaptação foi um tanto complicada, as diferenças se tornam gigantes quando deixamos nossa família e vamos encarar uma outra realidade e em um lugar tão distante. O mais díficil numa empreitada como esta é estabelecer uma rotina. Temos vários fatores que contribuem para que a adaptação seja díficil como clima, fuso horário, comida etc.
Quanto ao que diz respeito à universidade, a adaptação foi muito mais díficil, principalmente com a língua, que apesar de ser língua portuguesa, eles falam rápido e por vezes não conseguimos perceber o que estão querendo falar.
Mas não posso deixar de dizer que estar em outro país, conhecer outra cultura é simplesmente maravilhoso.
E digo à todos que se tiverem uma oportunidade, que não deixem passar, assim como eu fiz. Tem que ter muita coragem, mas vale a pena.

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DANIEL BARJUD DA SILVA

École d’ Architecture de Grenoble – França

PROGRAMA IES PARCEIRA

Quando cheguei em Lyon, na França, eu realmente não conseguia entender nada do que as pessoas falavam, sorte que estava acompanhado da Carolina que já falava francês fluentemente e por isso não tive muitas dificuldades de ir até Grenoble. Chegamos em Grenoble depois de uma longa viagem e já era tarde, havíamos combinado com uma estudante da USP que estava em Grenoble de morarmos juntos, ela já estava na França há um mês e já havia encontrado um apartamento para ficarmos. Dormimos algumas noites em um hotel até todos os detalhes da moradia ficarem prontos.

Abrir conta de banco, celular, internet, etc. é uma verdadeira dor de cabeça aqui na França, você precisa ficar enviando cartas com documentação todo o tempo e o processo costuma demorar muito pois sempre falta algum documento que deve ser reenviado.

A matrícula na faculdade, havia um horário exclusivo para a matrícula dos estudantes intercambistas pois tivemos os primeiros contatos com a grosseria e burocracia francesa. A recepção por parte dos alunos foi mais divertida, eles possuem grupos responsáveis pela recepção e integração dos intercambistas que organizam passeios e festas.

Existem muitos alojamentos estudantis em Grenoble que são responsabilidade do CROUS, alguns inclusive próximas da escola de arquitetura, porém optamos em morar em um apartamento mais próximo do centro da cidade e com quartos individuais. Não sabíamos na época, mas até mesmo os apartamentos de 8 pessoas dispõem de quartos individuais.

A CAF é um órgão que fornece ajuda a população de baixa renda no país, isso inclui os estudantes estrangeiros. Eles fornecem uma bolsa equivalente a uma parcela do aluguel, de acordo com o tamanho do quarto, quantas pessoas moram no apartamento, etc.

O valor do aluguel do meu quarto no apartamento era 335 euros com água e gás inclusos. A ajuda da CAF era de cerca de 140 euros por mês. Não costumávamos gastar muito dinheiro com comida, pois almoçávamos e jantavam todos os dias em casa, gastando cerca de 150 euros por mês em compras. O transporte público aqui é muito eficiente, custa 1,60 por viagem, mas é possível fazer planos mensais ou anuais que reduzem muito esse custo. Acredito que é possível viver tranquilamente em Grenoble com cerca de 800 euros mensais.

Acredito que a maior barreira de adaptação em qualquer país é a língua, conseguir se comunicar em uma língua desconhecida é extremamente difícil e ao mesmo tempo crucial para a convivência em um país desconhecido. A sorte é que Grenoble é uma cidade com muitos estrangeiros, portanto não é muito complicado fazer uma conta no banco ou pedir informação na rua se você falar inglês, porém na faculdade os professores não se mostraram muito compreensivos com o fato de eu não falar francês. Mesmo depois de aprender a língua, os professores não nos levaram muito a sério, nos consideraram como “café com leite” por sermos intercambistas, o que dificultou muito o desempenho na faculdade.

Encontramos alguns alunos franceses que fizeram intercâmbio no Brasil nos anos anteriores e todos foram muito receptivos e nos ajudaram quando precisamos, principalmente no início.

A adaptação em Grenoble foi muito fácil, logo adotamos a cultura dos parques, praças e passeios e conhecemos outros intercambistas de nacionalidades diferentes. Mesmo o inverno não foi tão rigoroso esse ano. O contato com o desconhecido, com o novo, conhecer pessoas e lugares, viver uma outra realidade , aprender uma nova língua, realmente uma experiência inesquecível.

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DANIELLA SOUZA FIORE

Brandon University – Canadá

PROGRAMA CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS

Quando soube da minha aceitação na Brandon University do Canadá, fiquei muito feliz e ansiosa. Eu sempre tive o sonho de morar no exterior para aperfeiçoar meu inglês e vivenciar de perto uma outra cultura. Eu recebi a notícia de que iria para o Canadá em menos de três meses antes da minha esperada chegada ao país, o que fez com que eu tivesse que correr atrás dos documentos e todos os preparativos da viagem com bastante pressa.
A preparação para a viagem envolveu, primeiramente, a obtenção do visto canadense de estudante. A obtenção do visto canadense não foi difícil e envolveu apenas o preenchimento de formulários e submissão de documentação necessária. Porém, como a notícia da minha ida ao Canadá veio pouco antes da minha esperada chegada ao país, eu recebi meu visto apenas duas semanas antes de viajar. Eu lembro que fiquei muito preocupada em relação ao visto, pois eu já estava com viagem marcada e paga. Antes de ir para o Canadá, eu também deixei uma procuração no nome do meu pai, em caso de alguma documentação ter que ser assinada em meu nome ou eu precisar que alguém resolvesse algum problema por mim. A preparação da viagem também envolveu a compra de algumas roupas de frio, pois quando cheguei ao Canadá estava muito frio. Eu fiquei em uma cidade no Canadá chamada Brandon, que é muito fria, com invernos com temperaturas que chegam até -40ºC. Antes de ir, eu também tive que regularizar minha situação na PUCC, que passou de matriculada para matrícula em intercâmbio. Além disso, eu também tive que pedir demissão a onde eu estava fazendo estágio, o que eu acho que foi o mais difícil de fazer antes de ir embora.         Portanto, a minha ida ao Canadá não envolveu apenas ganhos, mas também algumas perdas. Mas tudo valeu muito a pena e eu não me arrependo de absolutamente nada.
No grande dia da minha partida, eu estava muito ansiosa e muito emotiva. Foi muito difícil falar “até logo” para a minha família, que eu sabia que não veria em mais de um ano. Fui a viagem inteira no avião chorando, pois a verdade é que estava com um pouco de medo também, apesar de toda a ansiedade e felicidade. A viagem de ida foi tranquila e não tive problemas para me comunicar quando precisei. Quando cheguei ao Canadá, estava muito frio e, pela primeira vez, eu vi neve, o que eu achei incrível. Quando cheguei no Canadá, tudo estava pronto para a minha chegada. Fiquei realmente surpreendida com toda a organização e preparação para a minha chegada. Durante todo o tempo que fiquei no Canadá, eu morei na residência da universidade. Assim que cheguei, o responsável pela residência veio me receber, me entregou a chave do meu quarto e me ajudou a levar as minhas malas até o meu quarto. A recepção na minha chegada foi maravilhosa. E, desde o primeiro dia, eu fiquei maravilhada e admirada com a educação dos canadenses.
Todos os meus custos no Canadá (moradia, alimentação e cursos na universidade) eram pagos pelo governo brasileiro. E além destes custos, o governo depositava mensalmente em nossa conta bancária uma bolsa auxílio de 340 dolares canandenses para custos adicionais, como transporte, compra de bens pessoais e higiene, que eram suficiente para a minha sobrevivência. Portanto, eu não precisei da ajuda financeira dos meus pais em nenhum momento da viagem. Eu conseguia me virar e muito bem apenas com o dinheiro fornecido pelo programa “Ciências sem Fronteiras” do governo.
Meu período no Canadá foi maravilhoso e eu sou muito grata pela oportunidade que tive. Eu não me arrependo em nenhum momento da escolha que fiz. Eu faria tudo de novo e exatamente igual, se tivesse que tomar a mesma decisão novamente. No começo foi um pouco difícil, pois eu estava em outro país, com outra cultura, com uma língua diferente da minha língua materna, em um ambiente com uma temperatura muito diferente do Brasil, com pessoas que eu não conhecia e longe da minha família. Mas eu acho que fui muito sortuda, pois desde o começo fui abençoada com pessoas maravilhosas que entraram no meu caminho. Conheci pessoas incríveis de tudo quanto é parte do mundo (Canadá, Rússia, Índia, China, Mongólia, Estados Unidos, Alemanha, etc) que foram a minha família durante este período. Fui muito bem recebida e acolhida durante todos os 16 meses que passei no Canadá, e isto talvez tenha sido o que fez com que minha adaptação não tenha sido tão difícil. Além disso, eu estava vivendo o sonho que sempre tive. Eu amo inglês e poder estar em um país que falava a língua que eu amo foi incrível. Claro que senti falta do Brasil e dos meus familiares e amigos. Mas eu vivi intensamente o meu sonho e aproveitei cada momento da minha experiência, pois eu sabia que aqueles momentos não iriam voltar e não iriam se repetir. Eu aprendi muito durante esses 16 meses, não somente inglês, mas também a como me virar sozinha, a respeitar as diferenças. Eu aprendi muito sobre mim mesma também. Para mim, este intercâmbio não foi apenas um período em que eu aperfeiçoei meu inglês, mas foi também um período de muito crescimento pessoal. Foi simplesmente maravilhoso e inesquecível.

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RODRIGO BENATTI DE ANDRADE

PUC-Chile – Chile

PROGRAMA PUC-CHILE

Preparação da viagem;
Depois de mina aprovação da PUC Chile, comecei a me organizar como estadia barata, próximo do campus que estudaria (San Joaquin). Por acaso tenho uma família do Brasil que é amiga de um chileno e esse chileno não poderia me receber pois já receberia outra pessoa. Nisso, ele conhecia uma família que vivia próximo da faculdade, contatou-se com ela e aqui estou vivendo com uma família chilena .
Continuando com os preparativos, busquei informação sobre a universidade que iria estudar: campus, transporte, lugares para visitar, conhecer, sair com os amigos, etc. Todavia vivo praticamente “do lado” da faculdade. Caminhando demoro como 6 minutos. Excelente.

 

Chegada ao país;
Quando cheguei, fui super bem recebido pela família (pai, mãe e 3 filhos, mas a filha mais velha já é casada e conseqüentemente não mora mais com eles). O filho do meio e a mais nova (22 e 18 anos) me buscaram no aeroporto. Cheguei num sábado e logo no domingo teve um churrasco de família com direito a picanha e farofa trazida do Brasil por uns amigos deles.
Cheguei uma semana antes de começar um curso que faria de intensivo de espanhol que é oferecido pela UC (Universidad Católica). Este curso é pago. Trata de receber alunos de intercâmbio de diversos países. Tive aula com pessoas de Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, França, Irlanda, Japão, Holanda, Reino Unido e Suíça. Sem contar a outra turma desse intensivo que tinha de diversos outros países. Muito bom o curso, pois tinha muitas coisas sobre a cultura do Chile fora o espanhol. Este curso durou duas semanas (60 horas). Pesado pois tinha aula por toda manhã e ainda tinha “tarefas para casa” que exigia no mínimo uma hora a mais de estudo diário.

Tive que ir também à PDI (polícia de investigação) para conseguir minha cédula chilena, o nosso RG do Brasil

 

Recepção na IES;
Teve uma reunião geral com os alunos de intercâmbio. Foram divididos em duas turmas, tendo em vista que são 400 alunos neste semestre de intercâmbio. Teve cofee break com café,  suco, refrigerante e chá; fora as coisas para comer como bolachas, pães, doces, etc. Eles tem uma comissão encargada de organizar tudo dos alunos.
Outra coisa que tem aqui na UC é a CAUC (comissão de acolhida UC). É um grupo de mais ou menos 30 alunos por semestre que fazem atividades com os alunos de intercâmbio como tours, viagens, passeios, festas, entre outros. Por acaso fiz muitas viagens com esta comissão pois os preços diminuem pra ser em grupo.

Moradia (a IES de destino possuía moradia acadêmica)?;
Aqui na UC não tem moradia como existem em outras universidades. Eles enviaram uma lista de lugares que fosse possível ficar aqui em Santiago mas optei por procurar por conta própria (como já citado acima).

Valores (moradia, alimentação, transporte, etc.);
Valores de moradia variam muito de onde o aluno ficaria: se fosse no centro, é mais caro(UC casa central); se fosse perto onde eu moro, um pouco menos mas seria mais distante das festas, dos bares, discotecas, etc; e outro é que poderia ser bem mais longe onde não chega metrô por exemplo. Aí o aluno teria que tomar um ônibus e depois um metrô. Como vivo com família e é família, digamos, conhecida, cobraram muito pouco. Praticamente só os gastos que teriam comigo aqui. Variam de R$400,00 a R$800,00.
A alimentação eu geralmente fazia na minha casa mesmo. Algumas vezes juntava com o pessoal da faculdade para comer em um dos lugares que se pode comer na universidade. Tem como uma mini “praça de alimentação” comparando com a PUC Campinas, e outros restaurantes espalhados pela universidade. Ou mesmo na frente da faculdade que tem lanchonetes que vendem comida rápida. Varia de R$4,00 por um Hot Dog simples a R$15,00 almoçando na universidade.
O transporte básico aqui é o metrô. Sem o bilhete estudantil é 3x mais caro. Só é possível ter o passe escolar se o aluno for ficar mais de um semestre fora (de dois pra mais). Isso porque o passe demora muito tempo pra ser feito como final de maio, início de junho, ou seja, teria um mês para usar o passe e não seria viável. Valor normal R$2,50 e de estudante R$0.80.

 

Custo de vida estimado;
Eu tenho gastado muito pouco para viver aqui por estar com família e comer na casa. Gasto como R$450,00 para casa e para sair depende: se você vai a um bar ou uma discoteca se gasta mais como R$40,00 para mais ou para menos(geralmente para menos) e quando se vai a casa de companheiros gasta-se como R$20,00 mais ou menos também. Depende dos “comes e bebes” que se leva. Creio que por média para viver tranqüilo, comer algo diferente às vezes fica por volta de R$ 800,00 a R$1000,00. Depende muito de onde a pessoa vai ficar e se ela terá comida ou não incluso no pacote.

 

Adaptação e convivência em outro país;
Para mim foi tranqüila a adaptação. Cheguei aqui uma semana antes das minhas aulas justamente para isso (não é necessário, mas recomendo). Minha família foi super bacana comigo, me acolheu super bem, conversamos bastante de diversos assuntos. No caso de viver com outra pessoa como dividir um apartamento é bacana, só que mais caro. Liberdade, neste caso, tem preço.

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LUIZA SOBRAL CANUTO

Shanghai Jiao Tong University e Pequim University – China

PROGRAMA TOP CHINA

 

Preparação da viagem:

A preparação em relação a viagem exige uma pesquisa prévia acerca do tempo nas cidades de Shanghai e Beijing, eu não o fiz e acabei levando roupas de verão resultando em dificuldades pois choveu bastante nos primeiros dias e estava frio. Em relação a preparação do visto e passagem, não houve dificuldade, o Santander se responsabilizou por todo o procedimento burocrático.
Chegada ao país;
A viagem em si se mostrou bastante cansativa, o vôo até Dubai levou 13 horas e meia e o vôo de Dubai até Shanghai levou cerca de 8 horas. Chegamos a noite no alojamento da Jiao Tong Shanghai University e fomos direto jantar. Nos primeiros dias houve uma série de excursões pela cidade, nos lugares mais turísticos, tudo custeado pelo Santander, inclusive as refeições. Nesses primeiros dias, ambos os grupos de Shanghai e Beijing participaram de todas as atividades em conjunto para que houvesse uma maior interação entre os dois grupos.

 

Recepção na IES;
Após a partida dos alunos de Beijing, as aulas na Jiao Tong se iniciaram. Ao longo do periodo de 3 semanas de aulas, assistimos aulas dadas por professors chineses e brasileiros de diversas profissões. As aulas se iniciavam as 8:30 e terminavam as 16:40, com o restante do tempo livre para atividades independents dos alunos.

 

Valores
Enquanto situados em Shanghai, nos hospedamos no hotel dentro do campus central da Universidade de Jiao Tong a curta distância do edificio onde aconteceram as aulas. Nos foi dado pelo Santander um cartão da Universidade com 500¥ a cada aluno com o intuito de nos fornecer almoço e jantar no refeitório do cam-pus, além do cartão ser aceito nas lojas de conveniência e cafés dentro do campus.

 

Custo de vida estimado
Levando em consideração o apoio financeiro do Santander, o único custo por parte dos alunos foi o de transporte public, como metro e onibûs, além de passeios alternativos que não estivessem nos passeios em conjunto com o grupo de Beijing. A maioria dos alunos levou em media cerca de $500 e acredito que isso foi o suficiente para esses gastos adicionais.

 

Adaptação e convivência em outro país;
Acredito que o processo de adaptação aconteceu da melhor maneira possível, afinal fomos bem tratados em todos os lugares em que estivemos e fomos principalmente bem aceitos pelos outros alunos chineses que participaram do programa conosco. Porém tive bastante dificuldade em me adaptar com a cozinha chinesa devido a sua grande quantidade de gordura. Mas pelo menos na maioria dos lugares, principalmente nos hotéis havia sempre uma opção de alimentação mais ocidental.

 

Trabalho final
No final do periodo de aulas, foi solicitado uma apresentação de caráter livre para cada grupo, desde que se mantivesse dentro do tema geral do programa, sustentabilidade e gestão de recursos naturais. O nosso grupo optou pela análise da praticas de ecovilas no Brasil e na China e como são exercitados os princípios de sustentabilidade definidos pelo GEN (Global Ecological Village Network). Como a ecovila chinesa que escolhemos se encontrava nos arredores de Shanghai, tivemos a oportunidade de visitar e entrevistar os moradores daquela região.

 

Conclusão
Em suma, pode se afirmar que essa foi uma experiência única na vida e que nunca seria possivel se nao fosse por esse programa. Pois além dos benefícios da viagem em si, acabei por me enriquecer muito com a convivência com outras culturas e com todos os assuntos discutidos em aula. Recomendo a todos da universidade que participem desse e qualquer outro programa do Santander.