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Vestibular 2021

Dos 13 itens que compõem a cesta básica, apenas quatro não tiveram aumento nos preços

No mês de abril, o custo da cesta básica de Campinas apresentou um custo médio de R$ 204,86. Em março, o custo havia sido de R$ 196,24 e em fevereiro em torno de R$ 185,00. Esses valores reafirmam o forte aumento no preço dos alimentos. Em abril o preço dos alimentos que compõem a cesta básica aumentou 4,39%. Em março o custo da cesta básica já havia aumentado 6,08%. Esta tendência também foi apurada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que registrou alta nos preços dos alimentos nas principais capitais da região sudeste no último mês (Tabela 1).

Em abril, o custo da cesta básica foi equivalente a 49,36% do salário mínimo. O aumento no custo da cesta básica implicou na redução do poder de compra do trabalhador campineiro, que em março gastava o equivalente a 47,29% do salário mínimo para adquirir os itens da cesta básica. Em outros termos, o trabalhador campineiro está utilizando uma parcela maior do salário para adquirir os alimentos que compõem a cesta básica.

Comportamento dos preços
Quanto ao comportamento dos preços dos alimentos em Campinas no mês de abril (tabela 4), houve uma tendência de aumento nos preços. Dos 13 itens que compõem a cesta básica, apenas quatro baratearam de preço no último mês. Os hortigranjeiros foram os produtos que registraram as maiores altas: banana (21,48%); tomate (20,00%); e batata (13,53%). Os hortigranjeiros estão sujeitos a grandes oscilações nos preços, as quais decorrem, fundamentalmente, de alterações climáticas.

Em relação à carne bovina, item com maior peso no custo da cesta básica, houve aumento médio nos preços de 9,49%. As chuvas e, por conseqüência, o crescimento das pastagens, deveria contribuir para a expansão da oferta da carne bovina. No entanto, isto não se verificou. Muito provavelmente, as boas condições das pastagens estão permitindo aos pecuaristas reterem os animais por mais tempo no campo, em busca de melhores preços no mercado internacional. O aumento no preço do leite (4,86%) e de seus derivados como a manteiga (3,81%) foi surpreendente. As boas condições das pastagens deveriam implicar no aumento da oferta do leite e, por conseqüência, na queda dos preços. A expectativa é que os preços destes itens estabilizem e, até mesmo, diminuam nos próximos meses.

O preço da farinha de trigo (2,10%) continua numa tendência de alta. O Brasil sempre privilegiou nas importações de trigo da Argentina. No entanto, a Argentina proibiu as exportações de trigo, o que obrigou o Brasil a buscar outros fornecedores, como Canadá e Estados Unidos, o que implicou, no mínimo, num custo de frete mais elevado. Os custos mais elevados estão sendo transferidos aos preços. Decorre daí, o aumento no preço da farinha de trigo. Surpreendentemente, houve queda no preço do pão francês (-7,55%). Isto porque, superado um momento de instabilidade, que se explica por dificuldades no fornecimento da farinha de trigo, que desencadearam movimentos especulativos, se retorna à normalidade. Por conseqüência, com a regularização da oferta da farinha de trigo, os preços tendem a se estabilizar.

O óleo de soja (2,00%) é outro item da cesta básica que está registrando aumentos expressivos nos preços nos últimos meses. A demanda aquecida no mercado internacional e estoques em níveis baixos são as principais explicações para os aumentos nos preços do óleo de soja. Ressalte-se que este movimento de encarecimento do preço do óleo de soja tem se verificado em todo o Brasil, sem previsão de reversão deste quadro.

Dentre os itens que apresentaram queda no preço, destaque para o feijão (-21,06%). A redução no preço do feijão já era esperada. Na verdade, por conta da seca bastante rigorosa no último trimestre de 2007 houve quebra na safra de feijão e os preços aumentaram de forma expressiva. Agora, estamos num período de safra, a oferta de feijão está crescendo e, por c



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14 de maio de 2008