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Apesar da boa recuperação no acumulado do primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, o fluxo de comércio exterior na Região Metropolitana de Campinas (RMC) reage lentamente. A exportação cresceu 20,2% e a importação 29%. A recuperação em ritmo vagaroso fica mais evidente quando a análise é feita comparativamente mês a mês. Em junho, a exportação da RMC apresentou um pequeno crescimento de 4% em relação a maio. A importação, neste mesmo período de comparação, aumentou 8%. Esses e outros dados sobre a movimentação de comércio exterior na RMC podem ser conferidos no Boletim Econômico – Acompanhamento do Comércio Exterior da Região Metropolitana de Campinas, realizado pelo diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da PUC-Campinas, Adauto Roberto Ribeiro.

Mesmo no ritmo lento, a recuperação no primeiro semestre de 2009 – tanto para a exportação quanto para a importação – mostra que a região esta se reagindo após a queda do fluxo de comércio exterior ocorrida no final de 2008 e início de 2009. O crescimento de 20,2% nas exportações de janeiro a junho de 2009 deve-se a recuperação de mercados externos, em especial o MERCOSUL. Já o aumento de 29% nas importações é fruto da manutenção da demanda interna brasileira, dado ao bom desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) nacional no período.

Na comparação com o período imediatamente anterior a crise financeira internacional – primeiro semestre de 2008 – observa-se que o total importado pela RMC já voltou ao patamar de 2008, enquanto que a exportação ainda se encontra 22% abaixo do patamar exportado em 2008 (ver tabelas 3 e 4). Nesta mesma comparação, destaca-se positivamente o desempenho exportador do município de Hortolândia, cuja exportação cresceu 89% e destacam-se negativamente os recuos nas exportações nos municípios de Jaguariúna (menos 75%) e Santa Bárbara (menos 66%). Em face destas alterações Jaguariúna deixou a condição de maior exportador da RMC passando à quinta posição enquanto Campinas passou a ser o município com maior exportação seguido por Indaiatuba, Sumaré e Paulínia.

Do lado importador, comparando 2010 com 2008, apenas levando em consideração os municípios com maior comércio exterior na RMC, destacaram-se pela expansão das importações Monte Mor, Indaiatuba e Hortolândia (aumentaram as importações em 57%, 46% e 35% respectivamente), atestando o crescimento da produção em empresas instaladas nestes municípios. Por outro lado, destacou-se pela grande redução nas importações o município de Jaguariúna (menos 68%).

Os dados do primeiro semestre de 2010 confirmam que a região concentra seu comércio externo cada vez mais no fluxo de bens intermediários – representam 51% do total exportado pela RMC -, com destaque para os componentes eletrônicos, partes e peças da indústria automotiva, compostos químicos e produtos siderúrgicos. Individualmente o automóvel passou a ser o principal produto exportado pela RMC – representa 11,3% do total exportado.

Os dados do Boletim Econômico da PUC-Campinas Acompanhamento Comércio Exterior são analisados pelo professor Adauto Roberto Ribeiro do Centro de Economia e Administração (CEA) da PUC-Campinas. A pesquisa completa está disponível no site www.puc-campinas.edu.br/imprensa.

Atendimento à Imprensa:
Adriana Furtado
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Portal Puc-Campinas
26 de julho de 2010