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A existência de uma Universidade forte, com excelência no campo acadêmico e na sua relação com a sociedade é alicerçada em diversos fatores desde a sua concepção e fundação, passando por uma estruturação dos espaços físicos até o contínuo aprimoramento técnico e científico. Esse processo demanda esforço e dedicação de pessoas com sensibilidade e visão de mudança e melhora da sociedade, tendo como ferramenta primordial a educação.

Os 80 anos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas não fogem à essa regra. São oito décadas de pioneirismo, dedicação e inovação no conceito acadêmico e em constante evolução na sua presença e participação com o meio social desenvolvidos com projetos de extensão universitária, parcerias e atendimento à população.

É natural que durante todo esse processo, diversos eventos e acontecimentos fiquem registrados como marcos na história da Universidade. Alguns deles são bem conhecidos, como a fundação da “Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras” na década de 1940, sendo esse o ponto inicial da PUC-Campinas. A elevação à condição de Universidade na década de 1950, o título de Pontifícia e a construção dos Campus I e II nas décadas de 1960, 1970 e 1980 são alguns exemplos desses grandes acontecimentos.

A ideia da exposição que agora apresentamos, é de transitar pelo recorte histórico delineado pelo período entre as décadas de 1940-1980, tendo como base, a apresentação de documentos históricos, pertencentes ao acervo do Museu Universitário, tais como, o Anuário da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, que singularmente traz em suas páginas o histórico do embrião norteador da nossa Instituição de Ensino, assim como, a Carta do Vaticano que comunica o título de Pontifícia, conferido pela Santa Sé de Roma, encontrado entre os pertences do Segundo Arcebispo de Campinas, Dom Antônio Maria Alves de Siqueira, doado por sua família, ao Museu de Arte Sacra de Campinas no ano de 2018. Assim como, um conjunto de fotografias que narram o papel desempenhado por Dom Antônio, para esse marco histórico. Trazendo a luz, sua importância ao lado do Monsenhor Dr. Emílio José Salim, no empenho pelo reconhecimento da Sociedade Campineira de Educação e Instrução, primeiro como Universidade Católica, e depois, como Pontifícia. Afinal, seu legado, pode ser compreendido através de sua participação ativa, como podemos perceber em um trecho de sua biografia,

Aprovou a criação da Paróquia Universitária, a Pastoral das Vilas Planejadas, os Centros Comunitários da periferia, a criação da Comissão de Justiça e Paz e do Conselho Arquidiocesano de Administração. Sua atuação foi ainda intensa como membro das seguintes Comissões da CNBB: Comissão Nacional para Educação Católica, Comissão Representativa, Comissão Episcopal para Traduções Litúrgicas, Comissão Nacional da Basílica de Aparecida e Membro da Ordem dos Cavaleiros de Malta (…). No dia 07 de março de 1976, Dom Antônio deu posse a Dom Gilberto Pereira Lopes, que fora nomeado Arcebispo Coadjutor com direito à sucessão de Campinas em 24 de dezembro de 1975. Juntamente com Dom Gilberto e os demais Bispos da Província, Dom Antônio criou o Instituto Teológico Paulo VI, na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e o Seminário Provincial de Teologia para estudantes de toda a Província Eclesiástica. No mês de agosto de 1978 confiou todo o trabalho pastoral e administrativo a Dom Gilberto, Arcebispo Coadjutor, reservando-se apenas uma presença mais assídua na Pontifícia Universidade Católica de Campinas e assistência amiga aos presbíteros, conforme aprovação do Cardeal Sebastião Baggio, Prefeito da Congregação dos Bispos. (Arquidiocese de Campinas).

Nessa interligação Arquidiocese de Campinas – Pontifícia Universidade Católica de Campinas, discorreremos ainda sobre o papel desempenhado por Dom Francisco de Campos Barreto, Fundador da Faculdade de Filosofia e Dom Paulo de Tarso Campos, Paternal Protetor da Faculdade de Filosofia, através do acervo do Museu Arquidiocesano de Campinas, com a exposição de objetos e documentos desses importantes homens de fé e seu legado em prol da educação campineira.

Em um período histórico, marcado por inovações do seu tempo, dentro de seu projeto pedagógico, apresentaremos ainda a própria história do Museu Universitário, desde a sua criação em 1963, como um desmembramento do Departamento de Antropologia e Etnologia, até a constituição de seu acervo, sobretudo através das expedições realizadas pelo professor Dr. Alfonso Trujillo Ferrari e pelo Prof. Desidério Aytai a comunidades indígenas e sítios arqueológicos, que formaram um acervo científico sem precedentes no interior paulista, base para muitos estudos acadêmicos no transcorrer das décadas e que marcam a dedicação desses homens em promover a inovação do ensino, com a realização de expedições científicas e estudos de campo.

Portanto, a exposição apresenta um recorte dos 80 anos da história da PUC-Campinas pela perspectiva do acervo do Museu Universitário, através do diálogo de um acervo, ainda não evidenciado para grande parte da nossa comunidade acadêmica e população em geral. Assim, a exposição debruça-se em contextos históricos de fomento à pesquisa e à cultura, pilares essenciais da nossa Instituição desde sua fundação a contemporaneidade.

A presente exposição intenta ainda criar diálogo horizontal com as exposições já montadas aqui no prédio da Reitoria: “Arquidiocese de Campinas – um legado de fé” e “Imaginária Devocional na Formação da Arquidiocese de Campinas”, assim como, com a Galeria dos Bispos e Arcebispos da Arquidiocese de Campinas em processo de montagem também no prédio da Reitoria, e a exposição virtual “80 anos em 80 Imagens”, criando desse modo, um circuito expositivo, que pode ser explorado como um processo de musealização em construção permanente, promovendo pontes para o constante diálogo com nossa comunidade acadêmica.

Desse modo, debruçados no recorte temporal entre as décadas de 1940-1980, voltamos nosso alhar aos acontecimentos históricos fundadores e norteadores da nossa instituição educacional, a fim de promover o diálogo entre o passado e o presente. Afinal, os anseios e conquistas almejados em seus primórdios, continuam na contemporaneidade, sendo as bases propulsoras na promoção de um ensino de qualidade, voltado para o fortalecimento da educação e da instrução da cultura e da fé, para a edificação de uma sociedade plena, justa e em consonância com seu tempo histórico.

Para tanto, a exposição dividida em quatro módulos expositivos: Uma Universidade para Campinas; Dom Antônio – o Bispo de Maria; Um berço peregrino; TSAWÍDI! Amigo! Os diálogos entre o conjunto de documentos históricos e acervo aqui evidenciados, sobre as primeiras décadas da Pontifícia Universidade Católica de Campinas corroboram ao apresentar que a inovação sempre esteve presente como marco propulsor da nossa história institucional.



mayla
15 de setembro de 2021