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Clipping Eletrônico - Departamento de Comunicação Social - PUC-Campinas

Trânsito mata mais


04/09/2009
 
Estudo mostra quadro ruim Mortes por acidentes em Campinas superaram, no ano passado, o número de vítimas fatais em homicídios


Os acidentes de trânsito causaram a morte de 203 campineiros no ano passado, somados os ocorridos na área urbana, rodovias e outras localidades. Considerando os moradores de outras cidades, o número chega a 308 mortes. E a causa desse número elevado é o trânsito, hoje a principal causa externa de morte no município, superando índices de homicídios e suicídios.

No ano passado, Campinas registrou 114 homicídios e 138 mortes por acidentes de trânsito apenas na área urbana. Os dados foram divulgados ontem, durante o lançamento do boletim de Acidentes de Trânsito: Ocorrências e Mortalidade, elaborado pelo Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com a Secretaria de Saúde e Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).

O aumento da frota e a explosão do número de acidentes envolvendo motocicletas são apontados como as causas dessa predominância. “Houve um aumento assustador da mortalidade por acidentes, especialmente envolvendo motocicletas”, afirma a coordenadora do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) da Secretaria de Saúde, Solange Mattos de Almeida.

Ela destaca que não apenas os pilotos e garupas das motos são vítimas. “As motocicletas causam muitos atropelamentos. E a maior parte dos acidentes envolvendo motos tem vítimas fatais ou que ficam com sequelas”.

MOTOS NA LIDERANÇA. Segundo Solange, de mil acidentes com motos, 684 geram vítimas com algum tipo de lesão, enquanto os automóveis respondem por 191 vítimas fatais ou com lesões. Hoje, a violência do trânsito é a principal causa externa de morte”, reitera Solange.

Do total de mortes de campineiros, 74 foram por acidentes envolvendo motocicletas. Outras 24 pessoas, moradoras de cidades da região, morreram em Campinas em decorrência de acidentes com motos, responsáveis por cerca de 40% das mortes por acidentes de trânsito de homens jovens, numa realidade crescente.

Frota total de veículos dispara

De acordo com o boletim número 43 divulgado ontem, em 1995 havia 39 veículos para cada 100 habitantes em Campinas, índice que passou para 61 veículos em 2008. Com relação às motos, a taxa triplicou, saltando de três motos por 100 habitantes em 1995, para nove em 2008.

Em 1995, 8% da frota da cidade eram motos, índice que ascende a 14% em 2008. Os dados do boletim diferem dos apresentados pela Emdec porque esta considera os acidentes acontecidos na área urbana de Campinas, incluindo moradores da cidade e de outras localidades, enquanto o boletim da Saúde registra acidentes também nas rodovias e de moradores de Campinas ocorridos em outros municípios. Acidentes como o de Luiz Henrique Ribeiro de Castro, de 19 anos. Ele colidiu a moto que pilotava com um ônibus no Jardim Itajaí, na noite de 3ª-feira. Com a colisão, furou a porta do coletivo com a cabeça e ficou entalado até a chegada de socorro. Ontem passou por cirurgia, mas não corre risco de morte. Já Marcos Vinícius Moreno Sanches, 24, não teve a mesma sorte e morreu na 4ª-feira em decorrência de acidente de moto, sofrido na região do Campo Grande. Ele foi socorrido pelo resgate e encaminhado ao Hospital Dr. Mário Gatti, mas chegou em óbito ao local.
 
Fonte: Diário do Povo

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