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Clipping Eletrônico - Departamento de Comunicação Social - PUC-Campinas

Projeto qualifica 4 mil do Bolsa Família


24/06/2009
 
Parceria entre Prefeitura de Campinas e governo federal oferecerá 24 cursos para esse público


Os beneficiários do Bolsa Família e trabalhadores desempregados ou subempregados terão, a partir de agora, em Campinas, uma chance de entrar ou ser reinseridos no mercado de trabalho com qualificação profissional e especialização técnica reconhecida. Ontem, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) lançaram o Programa Municipal de Qualificação Profissional, que prevê a abertura de 3.966 vagas em 24 cursos profissionalizantes voltados para este tipo de público. Quarenta mil famílias estão inscritas no Bolsa Família em Campinas.

O programa é resultado de um convênio entre a Prefeitura e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no valor de R$ 2,1 milhões e abrange cursos de capacitação na área da construção civil, exclusivamente para beneficiários do Bolsa Família, via Plano Setorial de Qualificação (PlanSeQ), e de Informática, agente ambiental (paisagismo e jardinagem) e recepcionista de hotel via Plano Territorial de Qualificação (PlanTeC). De acordo com o programa, Campinas disponibiliza 534 vagas para os cursos do PlanTeC e 1.852 vagas para os cursos do PlanSeQ, além de 1,5 mil vagas em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para cursos básicos de mecânica, eletricista, auxiliar de almoxarifado, entre outros, e 80 vagas em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em cursos para pequenos empreendedores.

Segundo o secretário municipal de Trabalho e Renda, Sebastião Arcanjo, os cursos têm público específico. Os oferecidos pelo PlanSeQ são voltados para trabalhadores em situação de desemprego ou subemprego, com idade superior aos 16 anos, moradores do município. “Neste caso, será dada prioridade àqueles com baixa escolaridade”, disse. “Já para o PlanSeQ, cuja aula inaugural está ocorrendo agora (ontem, no Centro de Convivência de Campinas), as vagas são para beneficiários do Bolsa Família acima de 18 anos e que tenham, pelo menos, a 4 série do Ensino Fundamental completo”, disse Arcanjo. No PlanSeQ, os cursos são para azulejista, armador de ferros, carpinteiro, ajudante de eletricista, encanador, pedreiro de edificações e pintor de casas.

Lançamento

Durante a solenidade de lançamento, o ministro ressaltou o caráter de inclusão social embutido no programa. “A qualificação dá oportunidade a todos que dela participam para melhorar a condição de vida via emprego com carteira assinada. E carteira assinada reforça a cidadania”, destacou. O prefeito, por sua vez, ressaltou a participação do MTE nas ações de inclusão social em Campinas. “Há um ano, também juntamente com o ministro, lançamos o Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas (CPAT). Hoje, o CPAT tem sido referência nacional no atendimento aos trabalhadores e na oferta de cursos de capacitação como os que lançamos nesta solenidade”, disse.

Durante sua visita a Campinas, Lupi, acompanhado de Hélio, do vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) e de secretários municipais, esteve pela manhã no Centro de Treinamento (CT) da Huawei, empresa de origem chinesa com sede no TecnoPark — empreendimento industrial localizado em Sumaré, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), às margens da Rodovia Anhanguera. A empresa, uma das principais fornecedoras mundiais de serviços de telecomunicações e apontada pelo semanário Newsweek como uma das dez maiores do mundo, deve gerar em Campinas ainda neste ano cerca de mil empregos. “Isso será possível a partir da ampliação de seu centro de treinamento prevista para ocorrer nos próximos meses”, disse o vice-presidente da Huawei, João Pedro Flecha de Lima.

Ainda em Campinas, o ministro formalizou convênio com a Superintendência Regional de Trabalho e Emprego que permite a emissão de Carteira de Trabalho pelo Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas (CPAT), vinculado à secretaria municipal. A previsão do secretário é de que nos próximos dias o CPAT já esteja emitindo o documento. “Com isso, vamos conseguir atender plenamente o trabalhador e ajudar o Brasil na geração de empregos”, disse Arcanjo.

SAIBA MAIS

As inscrições para os cursos podem ser feitas das 8h às 18h, de segunda à sexta-feira, na sede do CPAT, na Avenida Campos Salles, n 427, no Centro.

Os interessados devem apresentar os documentos pessoais (RG, Carteira de Trabalho e CIC) no momento da inscrição.

As aulas para os cursos oferecidos por meio das parcerias com o Senai e Senac estão previstas para o início do mês de julho.

Desemprego fica estável, diz Dieese

Segmento de serviços foi o que mais criou vagas, com acréscimo de 60 mil postos

De São Paulo

A taxa de desemprego apurada pela Fundação Seade/Dieese em seis regiões metropolitanas se manteve estável em maio em 15,3%, mas o número de pessoas sem trabalho cresceu de 3,079 milhões em abril para 3,096 milhões no mês passado. As seis regiões analisadas na pesquisa foram: São Paulo, Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Salvador e Recife.

A indústria foi o único setor que eliminou postos de trabalho, com corte de 16 mil postos. O segmento de serviços foi o que mais criou vagas, com acréscimo de 60 mil vagas. A construção civil apresentou incremento de 19 mil postos, o comércio exibiu um aumento de 5 mil empregos, enquanto a categoria “outros setores”, que engloba serviços domésticos, gerou 12 mil postos de trabalho

Em abril, o rendimento médio real dos ocupados nas seis regiões metropolitanas subiu 0,3% ante março e atingiu R$ 1.210,00. O salário médio real avançou 1% e equivale a R$ 1.288,00. O rendimento médio real das pessoas que estão trabalhando apresentou incremento de 1,1% em abril de 2009 em relação ao mesmo mês de 2008.

Depois de três meses em ascensão, o desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu em maio. A taxa apurada pela pesquisa passou de 15% em abril para 14,8% no mês passado. O número, no entanto, é superior aos 14,1% registrados em maio de 2008.

O contingente de desempregados na região metropolitana de São Paulo caiu 4 mil, para 1,564 milhão de pessoas. Só o setor de comércio fechou vagas no mês de maio ante abril na região metropolitana de São Paulo, apresentando corte líquido de mil postos de trabalho.

A indústria registrou criação líquida de 30 mil vagas. O setor de serviços teve elevação de 37 mil postos, enquanto a categoria "outros" (que engloba na região metropolitana de São Paulo construção civil e serviços domésticos) gerou 49 mil empregos.

De acordo com a pesquisa, em abril o rendimento médio real dos ocupados subiu 0,9% em relação a março e passou a valer R$ 1 253,00. Em março, este valor era de R$ 1.242,00. O salário médio real avançou 1,6% na região metropolitana de São Paulo em abril, ante março, e atingiu a marca de R$ 1.312,00.

Na comparação com abril de 2008, o rendimento médio dos ocupados na região metropolitana de São Paulo caiu 1,9%, pois no mesmo mês do ano anterior valia R$ 1.277,00. A massa rendimentos dos ocupados interrompeu uma sequencia de três meses de queda e apresentou um crescimento de 1,2% em abril ante março. (Da Agência Estado)

Indústria da RMC aposta em crescimento no 2º semestre

Sinais de otimismo foram dados na sondagem mensal realizada pelo Ciesp

Vilma Gasques
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
vilma@rac.com.br

Com a queda no ritmo de demissões e os reflexos do retorno dos lucros nos últimos dois meses, o setor industrial na Região Metropolitana de Campinas (RMC) retoma os projetos de investimento, com perspectivas de crescimento no 2 semestre deste ano. Os sinais de otimismo foram dados na sondagem industrial mensal realizada pelo Centro das Indústria do Estado de São Paulo (Ciesp), regional Campinas, que indicou que o desempenho dos negócios industriais na região, durante o mês de maio, foi melhor do que em abril, quando já havia uma tendência de recuperação.

"Ainda é cedo para afirmar que a indústria da região superou os efeitos drásticos da crise internacional, sobretudo porque os números de maio ainda estão piores se comparados ao mesmo período do ano passado. No entanto, a análise da pesquisa sugere que o setor apresenta sinais claros de ânimo. Depois de vários meses ruins, agora estamos num momento de estabilidade", comenta Natal Martins, diretor regional do Ciesp-Campinas.

O executivo tem como base de análise a diminuição gradativa das demissões no setor, já que em abril foram fechadas 800 vagas. Em maio, o número foi reduzido para 350, uma variação de 0,22% em relação ao contingente total de mão de obra na região, voltado a alguns setores como da borracha e material plástico, veículos e autopeças, produtos alimentícios e químicos. Já os resultados positivos ficaram por conta das contratações feitas pelo setor de máquinas e equipamentos.

"Tudo indica que no segundo semestre a indústria voltará a contratar. Mas ainda é cedo para dizer como vamos terminar este ano. Se empatarmos com 2008, o resultado já será bom. Mas para isso, os três trimestres precisam ser positivos. E temos ainda que ficar atentos para a taxa de juros, que já foi bastante reduzida, mas esta medida deveria ter sido tomada no final do ano passado", avalia, explicando que os reflexos da queda na Selic demoram em torno de seis meses para efetivamente chegar ao mercado.

"Além disso, para continuar num ritmo de crescimento, especialmente puxado pelo consumo interno, é preciso que o governo mantenha os incentivos atuais, como a redução do IPI para automóveis e linha branca."

Para o coordenador-adjunto do curso de ciências contábeis das Faculdades de Campinas (Facamp), José Augusto Ruas, em maio as empresas assinalaram com maior lucratividade, seja ante ao mesmo mês de anos anteriores, seja em comparação a abril, quando este indicador passou de 13% para 26%. "Este aumento está relacionado com a elevação das vendas industriais, que ampliou 14 pontos percentuais em relação ao mês anterior, assim como uma maior utilização da capacidade instalada de produção, que passou de 38% das empresas acima de 70% de sua capacidade para 43%”,justifica.

Comércio internacional

O otimismo dos empresários para a retomada do crescimento econômico está ligado ao mercado interno, já que a balança comercial regional do Ciesp-Campinas já perdeu US$ 2 bilhões neste ano. Em maio, as exportações e as importações continuaram em queda, se comparado com o mesmo mês de 2008, apesar de ter apresentado leve recuperação em relação a abril.

"Em maio, as exportações somaram US$ 179 milhões, um crescimento de 14% em relação a abril. As importações chegaram a US$ 174 milhões, um aumento de 36%. Mas de janeiro a maio o movimento no comércio exterior regional já perdeu 52,2%, se comparado com o mesmo período de 2008. E acho que ainda vai demorar para que haja recuperação, pois o comércio no mundo já perdeu US$ 4 trilhões por conta da crise", diz Antonio Carlos Meduna, diretor de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas.


 
Autor: Venceslau Borlina Filho
Fonte: Correio Popular

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