Para Paulo Freire,
conhecimento, "na dimensão humana... não é um
ato, através do qual um sujeito, transformado em objeto, recebe,
dócil e passivamente, os conteúdos que o outro lhe oferece
ou lhe impõe. O conhecimento exige uma posição curiosa
do sujeito frente ao mundo. Requer sua ação transformadora
sobre a realidade. Exige uma busca constante. Implica invenção
e reinvenção. Reclama a reflexão crítica
de cada um sobre o mesmo ato de conhecer pelo qual se reconhece
conhecendo e, ao reconhecer-se, assim, percebe o 'como' de seu
conhecer e os condicionamentos a que seu ato está submetido. Conhecer é tarefa
de sujeitos e não de objetos. E é, como sujeito e somente enquanto
sujeito, que o homem pode realmente conhecer". (Fonte: Instituto
Paulo Freire)
Comprometida com a sociedade onde está inserida, a Universidade,
por meio do diálogo com a comunidade e grupos sociais, possibilita
uma experiência de aprendizagem e de troca de saberes. Pelas
Ações
de Extensão, a Universidade viabiliza um processo de permanente
construção
do conhecimento, de compreensão de uma realidade, de possibilidades
para transformação social. "Em suma, a universidade,
como uma instituição social, compromete-se com a sociedade
por meio de uma relação dialógica". (SÍVERES,
Luiz. Universidade Torre ou Sino.
Vozes: 2006)
Para Paulo Freire, "um sonho de universidade passa necessariamente
pelo sonho de sociedade - e o
sonho da universidade só se plenifica
quando a sociedade radicalmente
se transforma". (Fonte: Arquivos
PROEXT, 1986)
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