ANTONIO GARCIA MOYA (1891-1948)

 

"Indubitavelmente o elemento destruidor na seção de Arquitetura, com os seus projetos plenos de atmosfera, revolucionários como concepção por seu caráter de rompimento com a convenção".

Aracy Amaral

 

O desenhista e arquiteto Antonio Moya nasceu na cidade Atarfe na Espanha, porém veio para o Brasil ainda criança, com 4 anos. Moya apresentou 18 trabalhos durante a Semana. Formado pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo abusava da imaginação, fator este que fez com que nenhum de seus projetos apresentados fossem realizados. Guilherme Malfatti, tio de Anita e sócio de Moya, dizia que o trabalho apresentado pelo arquiteto não correspondia à realidade.

"O poeta da pedra" assim foi chamado por Menotti del Picchia, em seus projetos na Semana, Moya tem como influências a arquitetura pré-colombiana e mesopotâmica. Tinha a intenção de romper com o modelo tradicional, usava formas cúbicas e sem muitos ornamentos. Mais tarde definido como "Estilo Marajoara" como referência a arte indígena próxima a foz do Rio Amazonas.

Após a Semana, no entanto, o arquiteto não segue a mesma linha e passa a integrar diferentes influências aos seus projetos. Em 1933, formou-se pela Escola de Belas Artes e a partir disto monta um escritório com Guilherme Malfatti ("Moya e Malfatti").

Principais Obras:

Parte arquitetônica do Monumento às Bandeiras de Victor Brecheret

- Ilustrador da edição original de Paulicéia desvairada de Mário de Andrade

- Igreja de São José do Ipiranga

- Premiado em 1932, pela Prefeitura de São Paulo, pela casa edificada na Praça do Estádio do Pacaembu.

Projeto de Residência, 1928

 

OS PROJETOS DE MOYA NA SEMANA

GEORG PRZYREMBEL