História
A história das faculdades
católicas no Brasil começou em 1908, quando o Mosteiro de
São Bento, em São Paulo, passou a abrigar uma Faculdade de
Filosofia e outras escolas semelhantes começaram a surgir pelas
capitais do pais. A Igreja Católica considerava as faculdades de
Filosofia um campo fecundo para a difusão de sua doutrina aos leigos.
Nesse sentido, assim que as primeiras universidades brasileiras começaram
a surgir, a Igreja decidiu também participar do processo.
Foi o segundo bispo da Diocese de Campinas, Dom Francisco de Campos Barreto, o idealizador das Faculdades Campineiras, ainda na década de 1930. Dom Barreto queria, a princípio, uma Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras mas não escondia ter em mente a criação de uma Universidade Católica para Campinas. À época, a Diocese administrava na cidade o Colégio Diocesano Santa Maria e a Academia de Comercio São Luis, ambos já extintos.
O bispo de Campinas decidiu reunir esses núcleos de ensino e outros estabelecimentos existentes em sua Diocese sob a proteção de uma instituição maior. Para isso, Dom Barreto criou, em 20 de maio de 1941, a Sociedade Campineira de Educação e Instrução, tendo ao seu lado o cônego Emílio José Salim, diretor do Colégio Diocesano, e o padre Agnelo Rossi, que quase trinta anos depois seria um dos principais auxiliares do Papa como prefeito da Sagrada Congregação para Evangelização dos Povos.
Em 7 de junho de 1941, a Diocese adquiriu o casarão que pertencera ao barão de Itapura, Joaquim Plycarpo Aranha, localizado na rua Marechal Deodoro, no centro de Campinas. Atualmente, o prédio compõe o Campus Central da Universidade. Em 1941, época em que o casarão já era ocupado pelas missionárias de Jesus Crucificado, de madre Maria Villac, o imóvel foi utilizado para a instalação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras outrora idealizada por Dom Barreto.
Antes disso, o cônego Salim já havia submetido ao Conselho
Nacional de Educação a autorização para nove
cursos: Filosofia, Geografia e História, Letras Neolatinas, Letras
Clássicas, Letras Anglo-Germânicas, Matemática, Pedagogia,
Ciências Políticas e Ciências Sociais, autorizados em
30 de setembro. Pouco depois, em dezembro do mesmo
ano, a autorização
do Curso Superior de Administração e Finanças serviria
como embrião para a futura Faculdade de Ciências Econômicas,
Contábeis e Administrativas que então surgia.
Somente em 1955 a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras se tornou
Universidade Católica de Campinas, reconhecida pelo Conselho Federal
de Educação. O título de Pontifícia foi conquistado
17 anos depois, concedido pelo Papa Paulo VI em 1972.
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